Análise do controle de sentenças arbitrais no Brasil em contraste com outras jurisdições : do método impugnativo de sentenças arbitrais à renúncia à ação anulatória

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Maranhão, Amanda Arraes de Albuquerque
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2135/tde-23052024-173018/
Resumo: Neste trabalho, analisam-se os contornos jurídicos da renúncia à ação anulatória no Brasil, com base na experiência de outros Estados, notadamente, das jurisdições da Suíça, França, Bélgica e Singapura. Nos últimos anos, as partes têm manifestado o interesse em renunciar à ação anulatória de sentença arbitral quando relacionadas às arbitragens internacionais. Esse desejo é especialmente considerado quando a execução da sentença arbitral ocorre em jurisdição diversa da sede da arbitragem. O interesse em não se vincularem às hipóteses de anulatória do local da sede e o fato de a renúncia não impedir totalmente a revisão judicial, pois uma sentença arbitral ainda poderá ser contestada em sede de execução, são alguns dos motivos que impulsionam essa escolha. Além disso, há de se considerar que, ao passo em que o sistema de controle de sentenças arbitrais garante sustentação à arbitragem, o uso imotivado da anulatória poderá gerar o enfraquecimento da arbitragem em determinado Estado. Assim, busca-se responder à seguinte questão geral de pesquisa: em uma arbitragem internacional realizada no Brasil, podem as partes renunciar a certa(s) hipótese(s) prevista(s) no artigo 32, da Lei no 9.307/1996, mesmo ante a ausência de previsão legislativa permissiva? O estudo mostra-se relevante diante da crescente participação do Brasil no comércio internacional e no cenário socioeconômico mundial, sendo pertinente a verificação da validade, no Brasil, da renúncia à ação anulatória para sentenças proferidas em arbitragens internacionais. Para se alcançarem os objetivos, utiliza-se a abordagem qualitativa, assim como a funcionalista para o método do estudo comparado, valendo-se ainda do método exploratório e da técnica de levantamento de dados bibliográfica e documental. Conclui-se que certas jurisdições são receptivas à ideia de renúncia para as arbitragens internacionais. A análise da Lei n o 9.307/1996 demonstra que muitas das lições aprendidas no cenário internacional podem ser aproveitadas no Estado. Nesse sentido, é possível argumentar que o Brasil poderia estabelecer regras jurídicas em consonância com as regras jurídicas internacionais, de modo a propagar a sua receptividade à arbitragem e, consequentemente, atrair investimentos externos.
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Esse desejo é especialmente considerado quando a execução da sentença arbitral ocorre em jurisdição diversa da sede da arbitragem. O interesse em não se vincularem às hipóteses de anulatória do local da sede e o fato de a renúncia não impedir totalmente a revisão judicial, pois uma sentença arbitral ainda poderá ser contestada em sede de execução, são alguns dos motivos que impulsionam essa escolha. Além disso, há de se considerar que, ao passo em que o sistema de controle de sentenças arbitrais garante sustentação à arbitragem, o uso imotivado da anulatória poderá gerar o enfraquecimento da arbitragem em determinado Estado. Assim, busca-se responder à seguinte questão geral de pesquisa: em uma arbitragem internacional realizada no Brasil, podem as partes renunciar a certa(s) hipótese(s) prevista(s) no artigo 32, da Lei no 9.307/1996, mesmo ante a ausência de previsão legislativa permissiva? O estudo mostra-se relevante diante da crescente participação do Brasil no comércio internacional e no cenário socioeconômico mundial, sendo pertinente a verificação da validade, no Brasil, da renúncia à ação anulatória para sentenças proferidas em arbitragens internacionais. Para se alcançarem os objetivos, utiliza-se a abordagem qualitativa, assim como a funcionalista para o método do estudo comparado, valendo-se ainda do método exploratório e da técnica de levantamento de dados bibliográfica e documental. Conclui-se que certas jurisdições são receptivas à ideia de renúncia para as arbitragens internacionais. A análise da Lei n o 9.307/1996 demonstra que muitas das lições aprendidas no cenário internacional podem ser aproveitadas no Estado. Nesse sentido, é possível argumentar que o Brasil poderia estabelecer regras jurídicas em consonância com as regras jurídicas internacionais, de modo a propagar a sua receptividade à arbitragem e, consequentemente, atrair investimentos externos.In this work, the legal outlines of the waiver of the right to set aside arbitral awards in Brazil are analyzed, based on the experience of other countries, notably the jurisdictions of Switzerland, France, Belgium, and Singapore. In recent years, the parties have expressed their will to waive the right to set aside arbitral awards in international arbitrations. This desire is particularly important when the enforcement of the arbitral award takes place in a different jurisdiction than the seat of the arbitration. In addition, it must be considered that, while the system of control of arbitral awards guarantees support for arbitration, the unjustified use of setting aside could weaken arbitration in a certain country. Thus, one seeks to answer the following general research question: in international arbitrations with the seat in Brazil, can the parties waive certain hypothesis(es) provided for in Article 32 of Law No. 9.307/1996, even in the absence of a permissive legislative provision? The study is relevant considering Brazils growing participation in international trade and in the global socio-economic scenario, and it is proper to verify the validity, in Brazil, of the waiver of the right to set aside arbitral awards in international arbitrations. This research engages in qualitative analysis, as well as the functionalist approach to the comparative method, also using the exploratory method and the bibliographic and documentary data collection techniques. It is concluded that certain jurisdictions are receptive to the idea of waiver for the right to set aside arbitral awards in international arbitrations. The analysis of the Law No. 9.307/1996 demonstrates that many of the lessons learned on the international context could be used in Brazil. In this sense, it is possible to argue that Brazil could establish their legal rules in line with the international ones, in order to disseminate their receptiveness to arbitration and, consequently, attract foreign investments.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCosta, José Augusto FontouraMaranhão, Amanda Arraes de Albuquerque2024-03-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2135/tde-23052024-173018/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-19T09:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-23052024-173018Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-19T09:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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