O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2
| Ano de defesa: | 2022 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-23112022-165026/ |
Resumo: | O carcinoma urotelial está entre as dez neoplasias malignas mais comuns. Estudos in silica sugeriram que a melatonina sintetizada por tumores de bexiga podem ter efeitos protetores; no entanto, os ensaios clínicos não confirmaram tais benefícios. Neste trabalho, avaliamos o efeito da melatonina exógena e do sistema melatonérgico (enzimas, produção de melatonina e receptores) em três linhagens celulares: RT4, 5637 e T24. A produção local de melatonina foi observada em escala pM em todas as linhagens celulares, e a expressão diferencial das enzimas envolvidas em sua síntese e metabolismo foi insuficiente para explicar o perfil de resposta das linhagens celulares. A melatonina exógena (mM) diminuiu a viabilidade de todas as linhagens de estudo. Ao mesmo tempo, a faixa pM-nM não modificou o padrão proliferativo das linhagens celulares, mas apresentou uma resposta linhagem-específica na viabilidade celular: RT4 não respondeu ao tratamento com melatonina, 5637 aumentou, e T24 teve um efeito dual dosedependente da viabilidade. Por outro lado, a expressão dos receptores de melatonina acoplados à proteína G, MT1 e MT2, e do receptor órfão GPR50, no qual dimeriza com MT1 reduzindo sua afinidade à melatonina, abre uma nova abordagem investigativa. A baixa expressão de receptores de melatonina em RT4 justificou a falta de sensibilidade à melatonina exógena em pM-nM. As diferenças entre 5637 e T24 também podem depender da expressão e localização do receptor específico. Os dados sugerem que em 5637 e T24, MT1 induz um aumento na viabilidade celular, enquanto em T24 os receptores de membrana MT2 diminuem a viabilidade celular. Em resumo, aqui mostramos pela primeira vez a relevância dos subtipos de receptores de melatonina na promoção do ajuste fino da viabilidade celular no câncer de bexiga. O presente estudo sugere fortemente que o uso terapêutico da melatonina ou análogos no câncer de bexiga ainda é prematuro, sendo necessário adequar o tratamento considerando a expressão dos subtipos de receptores de melatonina para cada paciente. |
| id |
USP_f44a8c5989feca97ce76480f6261819b |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-23112022-165026 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2The Role of Endogenous and Exogenous Melatonin in Cells Derived from Urothelial Tumors. Relevance of MT1 and MT2 Receptors.Bladder CancerCâncer de bexigaCarcinoma urotelialExtra Pineal MelatoninMelatonin receptorsMelatonina Extra-PinealReceptores de melatoninaUrothelial CarcinomaO carcinoma urotelial está entre as dez neoplasias malignas mais comuns. Estudos in silica sugeriram que a melatonina sintetizada por tumores de bexiga podem ter efeitos protetores; no entanto, os ensaios clínicos não confirmaram tais benefícios. Neste trabalho, avaliamos o efeito da melatonina exógena e do sistema melatonérgico (enzimas, produção de melatonina e receptores) em três linhagens celulares: RT4, 5637 e T24. A produção local de melatonina foi observada em escala pM em todas as linhagens celulares, e a expressão diferencial das enzimas envolvidas em sua síntese e metabolismo foi insuficiente para explicar o perfil de resposta das linhagens celulares. A melatonina exógena (mM) diminuiu a viabilidade de todas as linhagens de estudo. Ao mesmo tempo, a faixa pM-nM não modificou o padrão proliferativo das linhagens celulares, mas apresentou uma resposta linhagem-específica na viabilidade celular: RT4 não respondeu ao tratamento com melatonina, 5637 aumentou, e T24 teve um efeito dual dosedependente da viabilidade. Por outro lado, a expressão dos receptores de melatonina acoplados à proteína G, MT1 e MT2, e do receptor órfão GPR50, no qual dimeriza com MT1 reduzindo sua afinidade à melatonina, abre uma nova abordagem investigativa. A baixa expressão de receptores de melatonina em RT4 justificou a falta de sensibilidade à melatonina exógena em pM-nM. As diferenças entre 5637 e T24 também podem depender da expressão e localização do receptor específico. Os dados sugerem que em 5637 e T24, MT1 induz um aumento na viabilidade celular, enquanto em T24 os receptores de membrana MT2 diminuem a viabilidade celular. Em resumo, aqui mostramos pela primeira vez a relevância dos subtipos de receptores de melatonina na promoção do ajuste fino da viabilidade celular no câncer de bexiga. O presente estudo sugere fortemente que o uso terapêutico da melatonina ou análogos no câncer de bexiga ainda é prematuro, sendo necessário adequar o tratamento considerando a expressão dos subtipos de receptores de melatonina para cada paciente.Urothelial carcinoma is among the ten most common malignmalignantasia. In silica studies suggested that melatonin synthesized by bladder tumors may have protective effects; however, clinical trials did not confirm the beneficial effects. In this work, we evaluate the effect of exogenous melatonin and the melatonergic system (enzymes, melatonin production and receptors) in three cell lineages: RT4, 5637 and T24. Melatonin local production was observed on a pM scale in all cell lines, and the differential expression of the enzymes involved in its synthesis and metabolism was insufficient to explain the cell lines profile response. Exogenous melatonin at the (mM) decreased viability of all study cell lines. At the same time, the pM-nM range did not modify the proliferative pattern of cell lines, but presented a cell line-specific response in viability: RT4 did not respond to melatonin treatment, increased 5637, and had a dosedependent dual effect of T24 viability. Otherwise, the expression of G-protein coupled melatonin receptors, MT1 and MT2, and the orphan receptor GPR50, which dimerizes with MT1 reducing its affinity to melatonin, opens a new investigative approach. The lower expression of melatonin receptors in RT4 justified the lack of sensitivity to pMnM exogenous melatonin. The differences between 5637 and T24 could also rely on specific receptor expression and localization. The data suggest that in 5637 and T24, MT1 induces an increase in cell viability, while in T24 MT2 membrane receptors decrease cell viability. In summary, here we show for the first time the relevance of melatonin receptor subtypes in promoting fine-tuning of cell viability in bladder cancer. The present study strongly suggests that the therapeutic use of melatonin or analogs in bladder cancer is still premature, and being necessary to adapt the treatment considering the expression of melatonin receptor subtypes for each patient.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarkus, Regina PekelmannQuiles, Caroline Luísa2022-08-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-23112022-165026/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-09T17:58:55Zoai:teses.usp.br:tde-23112022-165026Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-09T17:58:55Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 The Role of Endogenous and Exogenous Melatonin in Cells Derived from Urothelial Tumors. Relevance of MT1 and MT2 Receptors. |
| title |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 |
| spellingShingle |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 Quiles, Caroline Luísa Bladder Cancer Câncer de bexiga Carcinoma urotelial Extra Pineal Melatonin Melatonin receptors Melatonina Extra-Pineal Receptores de melatonina Urothelial Carcinoma |
| title_short |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 |
| title_full |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 |
| title_fullStr |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 |
| title_full_unstemmed |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 |
| title_sort |
O papel da melatonina endógena e exógena em células derivadas de tumores uroteliais. Relevância dos receptores MT1 e MT2 |
| author |
Quiles, Caroline Luísa |
| author_facet |
Quiles, Caroline Luísa |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Markus, Regina Pekelmann |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Quiles, Caroline Luísa |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Bladder Cancer Câncer de bexiga Carcinoma urotelial Extra Pineal Melatonin Melatonin receptors Melatonina Extra-Pineal Receptores de melatonina Urothelial Carcinoma |
| topic |
Bladder Cancer Câncer de bexiga Carcinoma urotelial Extra Pineal Melatonin Melatonin receptors Melatonina Extra-Pineal Receptores de melatonina Urothelial Carcinoma |
| description |
O carcinoma urotelial está entre as dez neoplasias malignas mais comuns. Estudos in silica sugeriram que a melatonina sintetizada por tumores de bexiga podem ter efeitos protetores; no entanto, os ensaios clínicos não confirmaram tais benefícios. Neste trabalho, avaliamos o efeito da melatonina exógena e do sistema melatonérgico (enzimas, produção de melatonina e receptores) em três linhagens celulares: RT4, 5637 e T24. A produção local de melatonina foi observada em escala pM em todas as linhagens celulares, e a expressão diferencial das enzimas envolvidas em sua síntese e metabolismo foi insuficiente para explicar o perfil de resposta das linhagens celulares. A melatonina exógena (mM) diminuiu a viabilidade de todas as linhagens de estudo. Ao mesmo tempo, a faixa pM-nM não modificou o padrão proliferativo das linhagens celulares, mas apresentou uma resposta linhagem-específica na viabilidade celular: RT4 não respondeu ao tratamento com melatonina, 5637 aumentou, e T24 teve um efeito dual dosedependente da viabilidade. Por outro lado, a expressão dos receptores de melatonina acoplados à proteína G, MT1 e MT2, e do receptor órfão GPR50, no qual dimeriza com MT1 reduzindo sua afinidade à melatonina, abre uma nova abordagem investigativa. A baixa expressão de receptores de melatonina em RT4 justificou a falta de sensibilidade à melatonina exógena em pM-nM. As diferenças entre 5637 e T24 também podem depender da expressão e localização do receptor específico. Os dados sugerem que em 5637 e T24, MT1 induz um aumento na viabilidade celular, enquanto em T24 os receptores de membrana MT2 diminuem a viabilidade celular. Em resumo, aqui mostramos pela primeira vez a relevância dos subtipos de receptores de melatonina na promoção do ajuste fino da viabilidade celular no câncer de bexiga. O presente estudo sugere fortemente que o uso terapêutico da melatonina ou análogos no câncer de bexiga ainda é prematuro, sendo necessário adequar o tratamento considerando a expressão dos subtipos de receptores de melatonina para cada paciente. |
| publishDate |
2022 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2022-08-15 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-23112022-165026/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-23112022-165026/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865491389209378816 |