Direito natural e democracia em Espinosa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Barros, Selma de Sá
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-28042026-103136/
Resumo: Esta dissertação busca explicar a relação entre direito natural e democracia no pensamento de Espinosa. No primeiro capítulo, procuramos fazer uma singela exposição acerca de Deus ou Substância e de como toda natureza, inclusive o homem, se relaciona com ele, mostrando o rompimento de Espinosa com a visão tradicional, judaico-cristã, que acreditava num Deus transcendente e antropomórfico, situado fora da realidade da experiência humana, e por isso incompreensível. No segundo capítulo, fazemos uma breve exposição sobre o significado de direito natural para os filósofos Espinosa e Hobbes, verificando as semelhanças e a diferença entre ambos os pensadores no que concerne ao surgimento dos regimes políticos. No terceiro capítulo, elencamos os motivos pelos quais Espinosa considera a democracia como sendo o regime político mais natural e mais apropriado ao modo de vida humano, a saber, por preservar o direito natural dos homens, o seu desejo de governar e não ser governado, conservando a liberdade de pensar e de se expressar de cada indivíduo, enquanto ser autônomo, na medida. Em Espinosa, é somente nessa medida que a política pode ser capaz de aumentar ao mesmo tempo a potência de cada indivíduo e a da multidão, do coletivo, de tal modo que prevaleça a paz e a segurança indispensáveis na sociedade civil
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