O papel do terapeuta ocupacional no contexto escolar inclusivo com crianças com Transtorno do Espectro Autista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Tharsila Pandeló de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5175/tde-27012026-163540/
Resumo: Introdução: As características da formação profissional do Terapeuta Ocupacional, como o conhecimento sobre o desenvolvimento humano, o foco na participação ativa nas ocupações cotidianas e a preocupação com as relações socioculturais, tornam este profissional apto a atuar no contexto da educação formal. Embora a profissão seja regulamentada no Brasil desde 1969, apenas em 2018 foi reconhecida a especialidade de Terapia Ocupacional no Contexto Escolar pelos órgãos competentes. Diante desse panorama, é frequente o desconhecimento de professores quanto à atuação do Terapeuta Ocupacional no contexto escolar e suas contribuições para o processo educacional inclusivo com diversas populações, entre elas, as crianças com autismo (TEA). Este estudo ouviu Professores e Terapeutas Ocupacionais que atuam em nível privado (escolas e clínicas) sobre suas experiências profissionais neste cenário. Objetivos: Identificar as principais dificuldades e necessidades de Professores e Terapeutas Ocupacionais para o processo de inclusão escolar de crianças com TEA, investigar como o Terapeuta Ocupacional pode apoiar professores no cotidiano escolar nesse contexto e produzir um curso de atualização e desenvolvimento profissional para apoio à inclusão escolar de crianças com TEA considerando a interface saúde-educação, a partir dos resultados obtidos. Método: Estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa, que utilizou a entrevista em profundidade e a análise temática de conteúdo como estratégias de produção dos dados. Resultados: participaram deste estudo duas Professoras que atuam no ensino regular privado e duas Terapeutas Ocupacionais que atuam em clínicas privadas. A análise temática de conteúdo, permitiu a identificação de dois grandes temas: (1) Facilitadores e barreiras para inclusão escolar de crianças com TEA e (2) Marcadores sociais da diferença e o viés de classe social na inclusão escolar da criança com TEA (PúblicoXPrivado). Os facilitadores estão relacionados ao processo e organização do trabalho nas escolas e nas clínicas, como a abertura das instituições, a integração da equipe da escola e desta com profissionais da saúde que atendem a criança no contexto clínico, a ampliação do conhecimento e discussão sobre o TEA, entre outros fatores. As barreiras identificadas apontam para contradições e tensões na efetivação da legislação e dos direitos, para carência de recursos humanos, para fragilidade nas relações interprofissionais (saúde/educação) e para o desconhecimento sobre possibilidades de atuação do Terapeuta Ocupacional na escola. Discussão: O trabalho colaborativo e o investimento permanente em desenvolvimento e capacitação profissional são pontos centrais, facilitadores para a inclusão escolar de crianças com TEA, sendo duas frentes de trabalho nas quais os Terapeutas Ocupacionais podem contribuir. Embora tenha sido pesquisado um contexto privilegiado de saúde e educação, foram identificadas diversas barreiras para a inclusão escolar de crianças com TEA, explicitando a complexidade do tema, a necessidade de abordagens interprofissionais e a maior inserção de Terapeutas Ocupacionais neste contexto para práticas mais efetivas e frequentes. Diante dos resultados, é importante considerar a inclusão do Terapeuta Ocupacional na equipe da escola, à despeito da relação escola-clínica que pode ser mantida, para traduzir a linguagem clínica-escola in loco e para que as práticas colaborativas se construam no cotidiano compartilhado.
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Diante desse panorama, é frequente o desconhecimento de professores quanto à atuação do Terapeuta Ocupacional no contexto escolar e suas contribuições para o processo educacional inclusivo com diversas populações, entre elas, as crianças com autismo (TEA). Este estudo ouviu Professores e Terapeutas Ocupacionais que atuam em nível privado (escolas e clínicas) sobre suas experiências profissionais neste cenário. Objetivos: Identificar as principais dificuldades e necessidades de Professores e Terapeutas Ocupacionais para o processo de inclusão escolar de crianças com TEA, investigar como o Terapeuta Ocupacional pode apoiar professores no cotidiano escolar nesse contexto e produzir um curso de atualização e desenvolvimento profissional para apoio à inclusão escolar de crianças com TEA considerando a interface saúde-educação, a partir dos resultados obtidos. Método: Estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa, que utilizou a entrevista em profundidade e a análise temática de conteúdo como estratégias de produção dos dados. Resultados: participaram deste estudo duas Professoras que atuam no ensino regular privado e duas Terapeutas Ocupacionais que atuam em clínicas privadas. A análise temática de conteúdo, permitiu a identificação de dois grandes temas: (1) Facilitadores e barreiras para inclusão escolar de crianças com TEA e (2) Marcadores sociais da diferença e o viés de classe social na inclusão escolar da criança com TEA (PúblicoXPrivado). Os facilitadores estão relacionados ao processo e organização do trabalho nas escolas e nas clínicas, como a abertura das instituições, a integração da equipe da escola e desta com profissionais da saúde que atendem a criança no contexto clínico, a ampliação do conhecimento e discussão sobre o TEA, entre outros fatores. 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Diante dos resultados, é importante considerar a inclusão do Terapeuta Ocupacional na equipe da escola, à despeito da relação escola-clínica que pode ser mantida, para traduzir a linguagem clínica-escola in loco e para que as práticas colaborativas se construam no cotidiano compartilhado.Introduction: The professional training of occupational therapists, which encompasses knowledge of human development, an emphasis on active participation in daily occupations, and attention to sociocultural relationships, qualifies them to work within formal education. Although the profession has been regulated in Brazil since 1969, only in 2018 was the specialty of Occupational Therapy in the School Context officially recognized by regulatory bodies. In this scenario, teachers often lack awareness regarding the role of occupational therapists in schools and their contributions to inclusive education processes, particularly with populations such as children with autism spectrum disorder (ASD). This study explored the experiences of teachers and occupational therapists working in private settings (schools and clinics). Objectives: To identify the main challenges and needs of teachers and occupational therapists in the school inclusion of children with ASD; to investigate how occupational therapists can support teachers in everyday school practice; and to design a professional development course to support school inclusion of children with ASD, considering the healtheducation interface, based on the study findings. Method: This is a descriptive-exploratory qualitative study that employed in-depth interviews and thematic content analysis as data collection and analysis strategies. Results: The study included two teachers from private mainstream schools and two occupational therapists working in private clinics. The thematic analysis identified two overarching themes: (1) facilitators and barriers to school inclusion of children with ASD, and (2) social markers of difference and the influence of social class in school inclusion of children with ASD (public vs. private). Facilitators were associated with school and clinical organizational processes, such as institutional openness, integration of school teams and health professionals, and increased knowledge and dialogue about ASD. Identified barriers included contradictions and tensions in implementing legislation and rights, lack of human resources, fragile interprofessional (healtheducation) relationships, and limited understanding of occupational therapy contributions in schools. Discussion: Collaborative work and continuous investment in professional training emerged as key facilitators for the inclusion of children with ASD, two areas in which occupational therapists can play a significant role. Despite focusing on a privileged context of health and education, the study revealed multiple barriers to school inclusion, underscoring the complexity of the issue, the need for interprofessional approaches, and broader integration of occupational therapists in educational settings. Based on the findings, the presence of occupational therapists as members of school teams is essential, beyond maintaining schoolclinic partnerships, to translate clinical knowledge into the school context and to foster collaborative practices in daily educational routines.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPinto, Maria Paula PanuncioOliveira, Tharsila Pandeló de2025-08-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5175/tde-27012026-163540/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-27T19:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-27012026-163540Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-27T19:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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