Caracterização das flutuações do sinal laser doppller do fluxo  microvascular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Corrêa, Melissa Santos Folgosi
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85134/tde-31102011-102809/
Resumo: O sinal de fluxo cutâneo obtido via fluxometria Laser Doppler (SFLD) tem flutuações de baixas frequências que estão relacionadas a mecanismos de controle do fluxo microvascular. Análises espectrais, via transformada de Fourier e transformada de wavelet, têm sido usadas para correlacionar as flutuações de SFLD com os seguintes mecanismos de controle de fluxo: metabólico, metabólico NO-dependente, neurogênico e miogênico, nos respectivos intervalos de frequência 0,005-0,0095 Hz, 0,0095-0,02 Hz, 0,02-0,05 Hz e 0,05-0,15 Hz. A potência do sinal, em cada intervalo de frequência, geralmente é usada como uma medida da atividade do mecanismo de controle microvascular relacionado. Uma vez que os métodos usados de análise são espectrais, as características das flutuações do SFLD, em cada intervalo de frequência, no domínio do tempo são desconhecidas. Como consequência, há ausência de critérios objetivos para medir adequadamente, em cada intervalo de frequência, os parâmetros hemodinâmicos relacionados. O objetivo deste trabalho foi caracterizar e quantificar flutuações temporais, espaciais e espaço-temporais do SFLD em cada faixa de frequência, usando um método no domínio do tempo. Os fluxos basais (320C) e termicamente estimulados à (420C) das regiões volares de antebraços de 20 voluntários saudáveis foram coletados em duas regiões próximas e analisados. As análises dos dados obtidos indicam que janelas temporais pequenas (1 minuto) são aceitáveis para a quantificação do fluxo médio, e que janelas temporais maiores são necessários para quantificar as flutuações de fluxo. A análise espaço-temporal revelou uma forte correlação entre sinais (em todas as bandas, exceto na banda B5) das duas regiões investigadas, durante longos intervalos de tempo, quando as duas regiões estudadas foram termicamente estimuladas, e menor variabilidade intragrupo quando comparada à obtida para os valores médios das flutuações, sugerindo que o intervalo de tempo de correlação é um parâmetro promissor para estudar mecanismos de controle do fluxo microvascular.
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