Eletroconvulsoterapia vs. magnetoconvulsoterapia na depressão resistente ao tratamento: uma análise comparativa entre as alterações da morfometria cerebral e sua relação com os efeitos antidepressivos e cognitivos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-29082025-152808/ |
Resumo: | A eletroconvulsoterapia (ECT) é amplamente utilizada no tratamento da depressão resistente (DRT), mas seus efeitos cognitivos permanecem pouco elucidados. A magnetoconvulsoterapia (MST) surge como alternativa promissora, com eficácia semelhante e menor impacto cognitivo, embora a ausência de marcadores neurobiológicos limite avanços em tratamentos personalizados. Este estudo comparou desfechos clínicos e alterações estruturais cerebrais em um ensaio clínico randomizado duplo-cego. Foram incluídos adultos (18-60 anos) com DRT e pontuação 17 na escala de Hamilton para depressão (HAMD-17), randomizados para 12 ou 18 sessões de MST (100 Hz, 100% da capacidade do dispositivo) ou ECT bitemporal (2,5× limiar convulsivo). Ambos os grupos apresentaram redução significativa nas pontuações da HAMD-17, com taxas de resposta e remissão mais altas no MST (62,5% e 37,5%) em comparação à ECT (29,6% e 18,5%). A interação tempo-grupo indicou maior redução de sintomas no MST após 18 sessões (coeficiente: -4,19, IC95%: -7,54 a -0,85, p=0,01). A ECT foi associada à piora na evocação de memórias autobiográficas específicas, flexibilidade cognitiva e fluência verbal, enquanto a MST demonstrou melhora na flexibilidade cognitiva. Na neuroimagem, a ECT resultou em aumentos volumétricos nos hipocampos, amígdalas, área entorrinal, ínsula posterior e núcleos da base, enquanto a MST não apresentou alterações significativas. Para o grupo ECT, os aumentos volumétricos no hipocampo e no putâmen correlacionaram-se, respectivamente, com piora na memória verbal episódica e na fluência fonêmica. Além disso, menores volumes dessas regiões antes do tratamento foram associados à piora na flexibilidade e inibição cognitivas. Ambos os grupos apresentaram aumento na espessura cortical do cingulado anterior caudal esquerdo, sem associações com desfechos clínicos ou cognitivos, enquanto menor espessura cortical no giro temporal superior antes do tratamento previu piora na flexibilidade e inibição cognitivas. Esses achados reforçam a eficácia de ambas as técnicas, com menor impacto cognitivo na MST, enquanto a ECT foi associada a aumentos volumétricos regionais cerebrais ligados à piora em memória e linguagem. Os resultados destacam a importância de integrar desfechos clínicos e estruturais para desenvolver técnicas mais seguras e personalizadas |
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Eletroconvulsoterapia vs. magnetoconvulsoterapia na depressão resistente ao tratamento: uma análise comparativa entre as alterações da morfometria cerebral e sua relação com os efeitos antidepressivos e cognitivosElectroconvulsive therapy vs. magnetic seizure therapy in treatment-resistant depression: a comparative analysis of brain morphometry changes and their relationship with antidepressant and cognitive effectsDepressão Resistente a TratamentoElectroconvulsive TherapyEletroconvulsoterapiaImagem por Ressonância MagnéticaMagnetic Resonance ImagingMagnetic Seizure TherapyMagnetoconvulsoterapiaNeuroimagemNeuroimagingNeuropsychological TestsTestes NeuropsicológicosTreatment-Resistant DepressionA eletroconvulsoterapia (ECT) é amplamente utilizada no tratamento da depressão resistente (DRT), mas seus efeitos cognitivos permanecem pouco elucidados. A magnetoconvulsoterapia (MST) surge como alternativa promissora, com eficácia semelhante e menor impacto cognitivo, embora a ausência de marcadores neurobiológicos limite avanços em tratamentos personalizados. Este estudo comparou desfechos clínicos e alterações estruturais cerebrais em um ensaio clínico randomizado duplo-cego. Foram incluídos adultos (18-60 anos) com DRT e pontuação 17 na escala de Hamilton para depressão (HAMD-17), randomizados para 12 ou 18 sessões de MST (100 Hz, 100% da capacidade do dispositivo) ou ECT bitemporal (2,5× limiar convulsivo). Ambos os grupos apresentaram redução significativa nas pontuações da HAMD-17, com taxas de resposta e remissão mais altas no MST (62,5% e 37,5%) em comparação à ECT (29,6% e 18,5%). A interação tempo-grupo indicou maior redução de sintomas no MST após 18 sessões (coeficiente: -4,19, IC95%: -7,54 a -0,85, p=0,01). A ECT foi associada à piora na evocação de memórias autobiográficas específicas, flexibilidade cognitiva e fluência verbal, enquanto a MST demonstrou melhora na flexibilidade cognitiva. Na neuroimagem, a ECT resultou em aumentos volumétricos nos hipocampos, amígdalas, área entorrinal, ínsula posterior e núcleos da base, enquanto a MST não apresentou alterações significativas. Para o grupo ECT, os aumentos volumétricos no hipocampo e no putâmen correlacionaram-se, respectivamente, com piora na memória verbal episódica e na fluência fonêmica. Além disso, menores volumes dessas regiões antes do tratamento foram associados à piora na flexibilidade e inibição cognitivas. Ambos os grupos apresentaram aumento na espessura cortical do cingulado anterior caudal esquerdo, sem associações com desfechos clínicos ou cognitivos, enquanto menor espessura cortical no giro temporal superior antes do tratamento previu piora na flexibilidade e inibição cognitivas. Esses achados reforçam a eficácia de ambas as técnicas, com menor impacto cognitivo na MST, enquanto a ECT foi associada a aumentos volumétricos regionais cerebrais ligados à piora em memória e linguagem. Os resultados destacam a importância de integrar desfechos clínicos e estruturais para desenvolver técnicas mais seguras e personalizadasElectroconvulsive Therapy (ECT) is widely used in the treatment of treatment-resistant depression (TRD), but its cognitive effects remain poorly understood. Magnetic seizure therapy (MST) emerges as a promising alternative, offering similar efficacy with less cognitive impact, although the absence of neurobiological markers limits advances in personalized treatments. This study compared clinical outcomes and structural brain changes in a randomized, double-blind clinical trial. Adults (aged 18-60 years) with TRD and a score of 17 on the Hamilton Depression Rating Scale (HAMD-17) were randomized to receive 12 or 18 sessions of MST (100 Hz, 100% device output) or bitemporal ECT (2.5× seizure threshold). Both groups showed significant reductions in HAMD-17 scores, with higher response and remission rates in the MST group (62.5% and 37.5%, respectively) compared to the ECT group (29.6% and 18.5%). A time-group interaction indicated a greater reduction in symptoms with MST after 18 sessions (coefficient: -4.19, 95% CI: -7.54 to -0.85, p=0.01). ECT was associated with impairments in the retrieval of specific autobiographical memories, cognitive flexibility, and verbal fluency, whereas MST improved cognitive flexibility. Neuroimaging revealed volumetric increases in the hippocampi, amygdalae, entorhinal area, posterior insula, and basal nuclei following ECT, while no significant changes were observed with MST. In the ECT group, hippocampal and putaminal volume increases were correlated with worsened episodic verbal memory and phonemic fluency, respectively. Additionally, smaller baseline volumes in these regions were associated with impairments in cognitive flexibility and inhibition. Both groups showed increased cortical thickness in the left caudal anterior cingulate, without associations with clinical or cognitive outcomes, whereas smaller baseline cortical thickness in the superior temporal gyrus predicted impairments in cognitive flexibility and inhibition. These findings reinforce the efficacy of both techniques, with a lower cognitive impact in MST, while ECT was associated with regional brain volumetric increases linked to impairments in memory and language. The results emphasize the importance of integrating clinical and structural outcomes to develop safer and more personalized techniquesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBrunoni, Andre RussowskyBellini, Helena2025-02-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-29082025-152808/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-01T14:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-29082025-152808Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-01T14:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A eletroconvulsoterapia (ECT) é amplamente utilizada no tratamento da depressão resistente (DRT), mas seus efeitos cognitivos permanecem pouco elucidados. A magnetoconvulsoterapia (MST) surge como alternativa promissora, com eficácia semelhante e menor impacto cognitivo, embora a ausência de marcadores neurobiológicos limite avanços em tratamentos personalizados. Este estudo comparou desfechos clínicos e alterações estruturais cerebrais em um ensaio clínico randomizado duplo-cego. Foram incluídos adultos (18-60 anos) com DRT e pontuação 17 na escala de Hamilton para depressão (HAMD-17), randomizados para 12 ou 18 sessões de MST (100 Hz, 100% da capacidade do dispositivo) ou ECT bitemporal (2,5× limiar convulsivo). Ambos os grupos apresentaram redução significativa nas pontuações da HAMD-17, com taxas de resposta e remissão mais altas no MST (62,5% e 37,5%) em comparação à ECT (29,6% e 18,5%). A interação tempo-grupo indicou maior redução de sintomas no MST após 18 sessões (coeficiente: -4,19, IC95%: -7,54 a -0,85, p=0,01). A ECT foi associada à piora na evocação de memórias autobiográficas específicas, flexibilidade cognitiva e fluência verbal, enquanto a MST demonstrou melhora na flexibilidade cognitiva. Na neuroimagem, a ECT resultou em aumentos volumétricos nos hipocampos, amígdalas, área entorrinal, ínsula posterior e núcleos da base, enquanto a MST não apresentou alterações significativas. Para o grupo ECT, os aumentos volumétricos no hipocampo e no putâmen correlacionaram-se, respectivamente, com piora na memória verbal episódica e na fluência fonêmica. Além disso, menores volumes dessas regiões antes do tratamento foram associados à piora na flexibilidade e inibição cognitivas. Ambos os grupos apresentaram aumento na espessura cortical do cingulado anterior caudal esquerdo, sem associações com desfechos clínicos ou cognitivos, enquanto menor espessura cortical no giro temporal superior antes do tratamento previu piora na flexibilidade e inibição cognitivas. Esses achados reforçam a eficácia de ambas as técnicas, com menor impacto cognitivo na MST, enquanto a ECT foi associada a aumentos volumétricos regionais cerebrais ligados à piora em memória e linguagem. Os resultados destacam a importância de integrar desfechos clínicos e estruturais para desenvolver técnicas mais seguras e personalizadas |
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