Análise das emissões de CO2 evitadas baseada em dados da avaliação de ciclo de vida de sistemas fotovoltaicos: evidências para o Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Guerreiro, Larissa Ribeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100136/tde-22052024-105635/
Resumo: O aumento da temperatura média da superfície terrestre, conhecido como aquecimento global, é um fenômeno amplamente observado e estudado, cuja principal causa é o incremento da concentração de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera. À medida que a população e as atividades humanas crescem, ocorre um crescimento da demanda por eletricidade e emissão de GEE na atmosfera. Nesse contexto, uma das soluções para reduzir o Efeito Estufa antrópico tem sido aumentar a participação de fontes renováveis na geração de eletricidade. Nesse caso, a energia fotovoltaica, ao gerar eletricidade, não utiliza energia fóssil e não emite GEE durante a sua operação, sendo considerada como uma fonte \"limpa\". Porém ela consome energia durante seu ciclo de vida, além de emitir GEE durante as etapas de fabricação dos módulos fotovoltaicos. Sob esse cenário, o objetivo do estudo é realizar uma revisão da literatura sobre avaliação do ciclo de vida (ACV) de sistemas fotovoltaicos monocristalinos e multicristalinos a fim de determinar o tempo de retorno de energia e analisar as emissões líquidas de CO2 da instalação de sistemas fotovoltaicos instalados em território brasileiro. Para tal, a ACV neste trabalho foi utilizada para realizar uma análise qualitativa de 2014 a 2023 e quantitativa por meio de uma estatística descritiva. Os resultados evidenciam que as instalações fotovoltaicas no Brasil podem evitar de 371 a 388 g de CO2 por kWh de energia para os sistemas monocristalinos e 381 a 395 g de CO2/kWh para os multicristalinos. Do ponto de vista do tempo de retorno da energia investida, a mediana para os sistemas monocristalinos varia de 2,7 a 4 anos; e para os multicristalinos 2,1 a 3,2 anos. Assim, considerando a faixa de variação, as duas tecnologias são competitivas e resultam em redução significativa das emissões de GEE
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