Corporate venture builder como modelo de inovação aberta: estudo de caso no varejo farmacêutico brasileiro
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-18032024-122801/ |
Resumo: | Em um mundo em mutação cada vez mais acelerada, a necessidade de sobrevivência das empresas demanda, por parte destas, esforços para buscar inovação. O uso do modelo clássico de Pesquisa e Desenvolvimento para construir conhecimento e tecnologia proprietária perdeu força na 2ª metade do século XX, por conta de fenômenos como a internet, a alta rotatividade de colaboradores e o aparecimento de novos negócios que foram disruptivos para várias indústrias. A Inovação Aberta foi um caminho que surgiu, por meio do qual as empresas buscam um relacionamento com o ecossistema de startups de forma a conseguirem acompanhar as tendências de mercado e, assim, poderem reagir mais rapidamente, antes de serem solapadas pelas mudanças mercadológicas. Um dos mecanismos mais promissores de Inovação Aberta é o modelo Corporate Venture Builder, que traz uma boa relação de custo-benefício para as organizações que o utilizam. Neste contexto, insere-se a presente pesquisa que teve como objetivo principal analisar como o modelo Corporate Venture Builder pode promover a Inovação Aberta entre empresas e stakeholders de um ecossistema de inovação (dentre eles, o parceiro consultor de inovação, as startups e os investidores-anjo). Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa com o estudo de caso da implantação da Corporate Venture Builder FARMA Ventures no Brasil. Os dados primários foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, foram depurados por meio da análise do discurso e foram codificados com base no referencial teórico. As entrevistas foram transcritas e ajudaram a entender como uma Corporate Venture Builder é estruturada, assim como o seu modus operandi. Além disso, foi identificado o papel de cada um dos participantes do empreendimento multiempresas, o esforço com que cada um contribui para o sucesso da operação e quais motivações cada parte tem, incluindo expectativas de curto e de longo prazos. No balanço geral, foi percebido que a atuação simbiótica desses personagens trouxe ganhos para todos eles. O modelo, ainda novo, mostra o potencial da aplicação para gerar um fluxo de soluções vindas da carteira de startups investidas, sendo que parte das soluções são aproveitadas pelas próprias corporações patrocinadoras e parte delas pela cadeia de negócios em que estão inseridas. Os resultados ainda estão mais focados em ganhos incrementais de performance, havendo espaço para explorar soluções mais disruptivas, sendo necessário um trabalho de aprofundamento cultural nas corporações para buscar mais ganhos de longo prazo e maior impacto no modelo de negócio na indústria farmacêutica no Brasil. Ademais, o modelo também pode ser adotado em outros tipos de indústrias. |
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Corporate venture builder como modelo de inovação aberta: estudo de caso no varejo farmacêutico brasileiroCorporate Venture Builder as an Open Innovation model: a case study in Pharmaceutical retail in BrazilCorporate Venture BuilderBrazilian pharmaceutical retailCorporate Venture BuilderEcossistemas de inovaçãoFábrica de startupsInnovation ecosystemsInovação abertaOpen innovationStartup studiosVarejo farmacêutico brasileiroEm um mundo em mutação cada vez mais acelerada, a necessidade de sobrevivência das empresas demanda, por parte destas, esforços para buscar inovação. O uso do modelo clássico de Pesquisa e Desenvolvimento para construir conhecimento e tecnologia proprietária perdeu força na 2ª metade do século XX, por conta de fenômenos como a internet, a alta rotatividade de colaboradores e o aparecimento de novos negócios que foram disruptivos para várias indústrias. A Inovação Aberta foi um caminho que surgiu, por meio do qual as empresas buscam um relacionamento com o ecossistema de startups de forma a conseguirem acompanhar as tendências de mercado e, assim, poderem reagir mais rapidamente, antes de serem solapadas pelas mudanças mercadológicas. Um dos mecanismos mais promissores de Inovação Aberta é o modelo Corporate Venture Builder, que traz uma boa relação de custo-benefício para as organizações que o utilizam. Neste contexto, insere-se a presente pesquisa que teve como objetivo principal analisar como o modelo Corporate Venture Builder pode promover a Inovação Aberta entre empresas e stakeholders de um ecossistema de inovação (dentre eles, o parceiro consultor de inovação, as startups e os investidores-anjo). Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa com o estudo de caso da implantação da Corporate Venture Builder FARMA Ventures no Brasil. Os dados primários foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, foram depurados por meio da análise do discurso e foram codificados com base no referencial teórico. As entrevistas foram transcritas e ajudaram a entender como uma Corporate Venture Builder é estruturada, assim como o seu modus operandi. Além disso, foi identificado o papel de cada um dos participantes do empreendimento multiempresas, o esforço com que cada um contribui para o sucesso da operação e quais motivações cada parte tem, incluindo expectativas de curto e de longo prazos. No balanço geral, foi percebido que a atuação simbiótica desses personagens trouxe ganhos para todos eles. O modelo, ainda novo, mostra o potencial da aplicação para gerar um fluxo de soluções vindas da carteira de startups investidas, sendo que parte das soluções são aproveitadas pelas próprias corporações patrocinadoras e parte delas pela cadeia de negócios em que estão inseridas. Os resultados ainda estão mais focados em ganhos incrementais de performance, havendo espaço para explorar soluções mais disruptivas, sendo necessário um trabalho de aprofundamento cultural nas corporações para buscar mais ganhos de longo prazo e maior impacto no modelo de negócio na indústria farmacêutica no Brasil. Ademais, o modelo também pode ser adotado em outros tipos de indústrias.The need of companies to survive in an increasingly fast changing world demands from organizations an effort to seek innovation. The classic model of research and development to build proprietary knowledge and technology lost strength in the 2nd half of the 20th century, due to phenomena such as the internet, high employee turnover and the emergence of new businesses that were disruptive to several industries. Another path that has emerged in this context is Open Innovation, through which companies seek a relationship with the startup ecosystem to follow market trends and thus be able to react more quickly, before being undermined by market changes. One of the most promising mechanisms of Open Innovation is the Corporate Venture Builder model, which brings a good cost-benefit relationship to organizations that use it. In this context, the main objective of this research was to analyze how the Corporate Venture Builder model can promote Open Innovation between companies and stakeholders of an innovation ecosystem (among them the innovation consultant partner, startups and angel-investors). To this end, qualitative research was carried out with the case study of the implementation of Corporate Venture Builder FARMA Ventures in Brazil. Primary data was collected through semi-structured interviews, refined through discourse analysis and coded based on the theoretical framework. The interviews were transcribed and helped to understand how the Corporate Venture Builder is structured and its modus operandi. Furthermore, the role of each of the participants in the multi-company venture was identified, the effort with which each contributes to the success of the operation, and what motivations each party has, including short and long terms expectations. In general, it was clear that the symbiotic action of these characters brings gains for each of them. The model, still new, shows the potential of the application to generate a flow of solutions coming from the portfolio of invested startups, with part of the solutions being used by the sponsoring corporations themselves, part of them by the business chain in which they are inserted. The results are still more focused on incremental performance gains, with room to explore more disruptive solutions. To this end, deeper cultural work in corporations is still necessary to seek more long- term gains and greater impact on the business model in the pharmaceutical industry in Brazil. In addition, the model can be adopted in other types of industries.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLuppe, Marcos RobertoBarbosa, Alexandre Augusto Lara2023-12-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-18032024-122801/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-04-16T20:36:03Zoai:teses.usp.br:tde-18032024-122801Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-04-16T20:36:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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