Naturales quaestiones: uma reavaliação da posição da física na filosofia de Sêneca

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Gonçalves, Willamy Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-05092025-115159/
Resumo: Partindo de dificuldades textuais no textus receptus de Ep. 65.15 e NQ 1, praef. 5, esta tese estabelece a relação entre as duas dificuldades, assim como sua relação com o entendimento da função da física enquanto estudo das coisas divinas na filosofia de Sêneca (capítulo 1). Fundamentando-se então na exploração de relações intertextuais internas à obra do filósofo romano, assim como de relações intertextuais no contexto mais amplo da filosofia greco-romana do Período Clássico, discutimos as interpretações da física senecana aportadas por Donini (1979, 2012b), que vê na física de Sêneca uma guinada platonizante (capítulo 2), e Inwood (2009), que interpreta a função da física em Sêneca de um modo excessivamente aristotelizante, vendo o estudo da física como um fim em si mesmo, não diretamente ligado a fins morais (capítulo 3). A seguir (capítulo 4), a tese recua para o intervalo de tempo entre Sócrates e os primeiros estoicos na busca por refundar em novas bases uma resposta à pergunta de Inwood: como os estoicos podem ao mesmo tempo se dizer socráticos e dar grande importância ao estudo da física, explicitamente rejeitado pelo filósofo ateniense? Para tanto, destacam-se os conceitos de amizade (?????) e avidez (?????????), assim como a oposição entre realeza e tirania e a relação entre pensamento indutivo e definição universal fundada, segundo Aristóteles, por Sócrates. Por fim (capítulo 5) são exploradas três alegoreses do mito de Hércules com o intuito de, de um ponto de vista imediato, diluir a dificuldade na interpretação de NQ 1, praef. 5, assim como, de um ponto de vista mais amplo, na busca por tornar mais clara a função da física no estoicismo de Sêneca
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