Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Justa, Rute Mattos Dourado Esteves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-01102025-151521/
Resumo: O câncer de mama (CM) é a neoplasia mais comum no mundo e a principal entre as mulheres, representando 11,6% dos casos. Evidências sugerem que os ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 (PUFAs &omega;-3) podem influenciar o prognóstico no CM, modulando a inflamação e a composição da membrana celular. Nesta perspectiva, o presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre os PUFAs &omega;-3 incorporados às membranas eritrocitárias e marcadores de estresse oxidativos e inflamatórios em mulheres com CM. Trata-se de um estudo observacional, transversal, multicêntrico, realizado com 312 mulheres recém diagnosticadas com CM participantes da Coorte VIVA MULHER. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos, além de material biológico (sangue). Foi realizada análise de interleucinas e citocinas plasmáticas (IL-1&beta;, IL-6, TNF-&alpha;,MCP-1,10,IL-10), perfil lipídico e parâmetros de oxidação (TBARS, lag time e LDLox). A composição de ácidos graxos incorporados às membranas celulares foi analisada por meio de cromatografia gasosa. As análises estatísticas foram realizadas no software Stata 17.0, adotando-se um nível de significância de 5% (p < 0,05). A população estudada é composta predominantemente por mulheres casadas (62,1%), de etnia parda (73,5%) e baixa escolaridade (44,0% com <9 anos de estudo), com média de idade de 49,1±9,6 anos. Os casos de CM foram majoritariamente ductais (61,5%), com estadiamentos clínicos avançados (III/IV- 52,3%), tamanho tumoral <5 cm (57,8%), comprometimento linfonodal (55,7%) e ausência de metástase (90,3%). Pacientes com maiores níveis de ácido eicosapentaenoico eritrocitário (EPA>P50) exibiram perfil tumoral menos agressivo, com menor comprometimento linfonodal (59,5% vs. 39,5%; p=0,01), estadiamentos mais precoces (69,7% vs. 31,0%; p=0,02), maior prevalência de receptores de progesterona positivos (74,1% vs. 51,9%; p=0,004) e subtipos luminais (85,3% vs. 68,1%; p=0,001), além de menor peroxidação lipídica (TBARS: 3,12±0,92 vs. 3,50±0,90 nmol/mL; p=0,02). A análise multivariada ajustada confirmou que EPA>P50 associou-se a 55,6% menos chance de comprometimento linfonodal (OR=0,444; p=0,011) e 81,5% menos probabilidade de estadiamento avançado (OR=0,188; p=0,005). Também houve redução na chance de receptores hormonais negativos (progesterona: OR=0,32; estrogênio: OR=0,434) e subtipos não luminais (OR=0,268; p=0,004). Maiores concentrações de EPA associou-se a melhor prognóstico clínico tumoral em pacientes recém diagnosticadas com CM.
id USP_f697ee88a4f705c1c936d1bdb6c077bd
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-01102025-151521
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mamaAssociation of omega-3 incorporated into erythrocyte membranes with markers of oxidative stress and inflammation in women with breast cancerÁcidos Graxos Omega-3Breast CancerCâncer de MamaEstresse OxidativoInflamaçãoInflammationOmega-3 Fatty AcidsOxidative stressO câncer de mama (CM) é a neoplasia mais comum no mundo e a principal entre as mulheres, representando 11,6% dos casos. Evidências sugerem que os ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 (PUFAs &omega;-3) podem influenciar o prognóstico no CM, modulando a inflamação e a composição da membrana celular. Nesta perspectiva, o presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre os PUFAs &omega;-3 incorporados às membranas eritrocitárias e marcadores de estresse oxidativos e inflamatórios em mulheres com CM. Trata-se de um estudo observacional, transversal, multicêntrico, realizado com 312 mulheres recém diagnosticadas com CM participantes da Coorte VIVA MULHER. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos, além de material biológico (sangue). Foi realizada análise de interleucinas e citocinas plasmáticas (IL-1&beta;, IL-6, TNF-&alpha;,MCP-1,10,IL-10), perfil lipídico e parâmetros de oxidação (TBARS, lag time e LDLox). A composição de ácidos graxos incorporados às membranas celulares foi analisada por meio de cromatografia gasosa. As análises estatísticas foram realizadas no software Stata 17.0, adotando-se um nível de significância de 5% (p < 0,05). A população estudada é composta predominantemente por mulheres casadas (62,1%), de etnia parda (73,5%) e baixa escolaridade (44,0% com <9 anos de estudo), com média de idade de 49,1±9,6 anos. Os casos de CM foram majoritariamente ductais (61,5%), com estadiamentos clínicos avançados (III/IV- 52,3%), tamanho tumoral <5 cm (57,8%), comprometimento linfonodal (55,7%) e ausência de metástase (90,3%). Pacientes com maiores níveis de ácido eicosapentaenoico eritrocitário (EPA>P50) exibiram perfil tumoral menos agressivo, com menor comprometimento linfonodal (59,5% vs. 39,5%; p=0,01), estadiamentos mais precoces (69,7% vs. 31,0%; p=0,02), maior prevalência de receptores de progesterona positivos (74,1% vs. 51,9%; p=0,004) e subtipos luminais (85,3% vs. 68,1%; p=0,001), além de menor peroxidação lipídica (TBARS: 3,12±0,92 vs. 3,50±0,90 nmol/mL; p=0,02). A análise multivariada ajustada confirmou que EPA>P50 associou-se a 55,6% menos chance de comprometimento linfonodal (OR=0,444; p=0,011) e 81,5% menos probabilidade de estadiamento avançado (OR=0,188; p=0,005). Também houve redução na chance de receptores hormonais negativos (progesterona: OR=0,32; estrogênio: OR=0,434) e subtipos não luminais (OR=0,268; p=0,004). Maiores concentrações de EPA associou-se a melhor prognóstico clínico tumoral em pacientes recém diagnosticadas com CM.Breast Cancer (BC) is the most common neoplasm worldwide and the leading type among women, accounting for 11.6% of cases. Evidence suggests that omega-3 polyunsaturated fatty acids (&omega;-3 PUFAs) may influence BC prognosis by modulating inflammation and cellular membrane composition. In this context, this study aimed to evaluate the association between &omega;-3 PUFAs incorporated into erythrocyte membranes and markers of oxidative stress and inflammation in women with BC. This observational, crosssectional, multicenter study included 312 women newly diagnosed with BC from the VIVA MULHER Cohort. Sociodemographic, clinical, and anthropometric data were collected, along with biological samples (blood). Analyses included plasma interleukins and cytokines (IL-1&beta;, IL-6, TNF-&alpha;, MCP-1, IL-10), lipid profile, and oxidation parameters (TBARS, lag time, and oxLDL). Fatty acid composition in cell membranes was assessed via gas chromatography. Statistical analyses were performed using Stata 17.0, with a significance level of 5% (p < 0.05). The study population consisted predominantly of married women (62.1%), of mixed ethnicity (73.5%), and with low education (44.0% with <9 years of schooling), with a mean age of 49.1±9.6 years. BC cases were primarily ductal (61.5%), with advanced clinical stages (III/IV: 52.3%), tumor size <5 cm (57.8%), lymph node involvement (55.7%), and no metastasis (90.3%). Patients with higher erythrocyte eicosapentaenoic acid levels (EPA>P50) exhibited a less aggressive tumor profile, including reduced lymph node involvement (59.5% vs. 39.5%; p=0.01), earlier clinical stages (69.7% vs. 31.0%; p=0.02), higher prevalence of positive progesterone receptors (74.1% vs. 51.9%; p=0.004), and luminal subtypes (85.3% vs. 68.1%; p=0.001), alongside lower lipid peroxidation (TBARS: 3.12±0.92 vs. 3.50±0.90 nmol/mL; p=0.02). Adjusted multivariate analysis confirmed that EPA>P50 was associated with 55.6% lower odds of lymph node involvement (OR=0.444; 95%CI=0.2380.828; p=0.011) and 81.5% reduced likelihood of advanced staging (OR=0.188; 95%CI=0.0580.600; p=0.005). Additionally, lower odds of negative hormone receptors (progesterone: OR=0.32; 95%CI=0.1560.654; p=0.002; estrogen: OR=0.434; 95%CI=0.2020.930; p=0.032) and non-luminal subtypes (OR=0.268; 95%CI=0.1080.662; p=0.004) were observed. Higher EPA concentrations were associated with improved tumor clinical prognosis in newly diagnosed BC patients.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDamasceno, Nágila Raquel TeixeiraJusta, Rute Mattos Dourado Esteves2025-08-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-01102025-151521/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-07T13:58:02Zoai:teses.usp.br:tde-01102025-151521Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-07T13:58:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.none.fl_str_mv Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
Association of omega-3 incorporated into erythrocyte membranes with markers of oxidative stress and inflammation in women with breast cancer
title Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
spellingShingle Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
Justa, Rute Mattos Dourado Esteves
Ácidos Graxos Omega-3
Breast Cancer
Câncer de Mama
Estresse Oxidativo
Inflamação
Inflammation
Omega-3 Fatty Acids
Oxidative stress
title_short Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
title_full Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
title_fullStr Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
title_full_unstemmed Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
title_sort Associação do ômega 3 incorporado às membranas eritrocitárias com marcadores de estresse oxidativo e inflamação em mulheres com câncer de mama
author Justa, Rute Mattos Dourado Esteves
author_facet Justa, Rute Mattos Dourado Esteves
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Damasceno, Nágila Raquel Teixeira
dc.contributor.author.fl_str_mv Justa, Rute Mattos Dourado Esteves
dc.subject.por.fl_str_mv Ácidos Graxos Omega-3
Breast Cancer
Câncer de Mama
Estresse Oxidativo
Inflamação
Inflammation
Omega-3 Fatty Acids
Oxidative stress
topic Ácidos Graxos Omega-3
Breast Cancer
Câncer de Mama
Estresse Oxidativo
Inflamação
Inflammation
Omega-3 Fatty Acids
Oxidative stress
description O câncer de mama (CM) é a neoplasia mais comum no mundo e a principal entre as mulheres, representando 11,6% dos casos. Evidências sugerem que os ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 (PUFAs &omega;-3) podem influenciar o prognóstico no CM, modulando a inflamação e a composição da membrana celular. Nesta perspectiva, o presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre os PUFAs &omega;-3 incorporados às membranas eritrocitárias e marcadores de estresse oxidativos e inflamatórios em mulheres com CM. Trata-se de um estudo observacional, transversal, multicêntrico, realizado com 312 mulheres recém diagnosticadas com CM participantes da Coorte VIVA MULHER. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos, além de material biológico (sangue). Foi realizada análise de interleucinas e citocinas plasmáticas (IL-1&beta;, IL-6, TNF-&alpha;,MCP-1,10,IL-10), perfil lipídico e parâmetros de oxidação (TBARS, lag time e LDLox). A composição de ácidos graxos incorporados às membranas celulares foi analisada por meio de cromatografia gasosa. As análises estatísticas foram realizadas no software Stata 17.0, adotando-se um nível de significância de 5% (p < 0,05). A população estudada é composta predominantemente por mulheres casadas (62,1%), de etnia parda (73,5%) e baixa escolaridade (44,0% com <9 anos de estudo), com média de idade de 49,1±9,6 anos. Os casos de CM foram majoritariamente ductais (61,5%), com estadiamentos clínicos avançados (III/IV- 52,3%), tamanho tumoral <5 cm (57,8%), comprometimento linfonodal (55,7%) e ausência de metástase (90,3%). Pacientes com maiores níveis de ácido eicosapentaenoico eritrocitário (EPA>P50) exibiram perfil tumoral menos agressivo, com menor comprometimento linfonodal (59,5% vs. 39,5%; p=0,01), estadiamentos mais precoces (69,7% vs. 31,0%; p=0,02), maior prevalência de receptores de progesterona positivos (74,1% vs. 51,9%; p=0,004) e subtipos luminais (85,3% vs. 68,1%; p=0,001), além de menor peroxidação lipídica (TBARS: 3,12±0,92 vs. 3,50±0,90 nmol/mL; p=0,02). A análise multivariada ajustada confirmou que EPA>P50 associou-se a 55,6% menos chance de comprometimento linfonodal (OR=0,444; p=0,011) e 81,5% menos probabilidade de estadiamento avançado (OR=0,188; p=0,005). Também houve redução na chance de receptores hormonais negativos (progesterona: OR=0,32; estrogênio: OR=0,434) e subtipos não luminais (OR=0,268; p=0,004). Maiores concentrações de EPA associou-se a melhor prognóstico clínico tumoral em pacientes recém diagnosticadas com CM.
publishDate 2025
dc.date.none.fl_str_mv 2025-08-06
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-01102025-151521/
url https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-01102025-151521/
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv
dc.rights.driver.fl_str_mv Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.coverage.none.fl_str_mv
dc.publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
dc.source.none.fl_str_mv
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1848370469639553024