O caso Morel: investigações (im)possíveis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2000
Autor(a) principal: Andrade, Fernando dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-29122022-121930/
Resumo: Este trabalho teve como ponto de partida o questionamento sobre a problemática recepção do primeiro romance de Rubem Fonseca, \"O Caso Morel\". A hipótese levantada era de que o livro não diferia muito de Lúcia McCartney, livro bem recebido pela crítica, diferentemente do que ocorreu com o romance. A investigação consistia em perceber se algo mudou na crítica ou no estilo do autor, ou se ambos mudaram, e em que medida, a partir de um denominador comum: a cultura de massa. Finalidades à parte, concretamente, não se chegou a tanto. O trabalho acompanhou as mudanças de postura da sociedade e, particularmente, da crítica em relação à cultura de massa. Inicialmente, houve uma valorização da cultura de massa como elemento de coesão social, relacionada ao populismo. Depois, esses componentes foram incorporados à alta cultura. Por fim, passou-se a uma desconfiança em relação aos produtos da indústria cultural. Essa trajetória pode ser observada comparando-se como os livros de Rubem Fonseca incorporam elementos da cultura de massa e como a crítica os vê. Nos dois primeiros livros, o autor mostra a nova ética moderna, mas sem se entregar à forma de tal ética - o seu tema é basicamente o atraso \'versus\' a modernidade. Os críticos o saúdam como um renovador do gênero conto. Em Lúcia McCartney, Rubem Fonseca adota a forma da cultura de massa para falar dessa nova realidade. Nesse ponto, a crítica se espanta com a radicalização experimental do autor. Já em relação a \"O Caso Morel\", que apresenta elementos semelhantes ao do livro anterior, a recepção não foi tão calorosa. Talvez o mérito do trabalho tenha sido distinguir com mais exatidão os elementos da cultura de massa na obra do autor e levantar algumas reflexões sobre seu significado. Reflexão incompleta mas que tenta se inserir no que talvez seja o grande desafio para a Crítica Literária, pensar em novos parâmetros para a crítica
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