Funk SP: entre a fábrica e o algoritmo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Escola de Comunicações e Artes |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-23042026-132613/ |
Resumo: | O Funk Paulista é considerado um símbolo cultural que salta do periférico para o mainstream , rompendo os limites do Estado de São Paulo e alcançando visibilidade global , mas há um custo para tudo isso. Esta dissertação analisa de que forma a pressão pelo cumprimento de metas para alimentar um alto volume de lançamentos, apoiada por interesses comerciais e por uma nova lógica algorítmica, vem reorganizando a produção musica l e as relações de trabalho no setor. A pesquisa segue uma abordagem histórico - sociocultural, conectando a trajetória do gênero a processos que remetem a uma engrenagem industrial marcada pelo desgaste de seus atores, em que transformações tecnológicas e o uso de inteligência artificial podem intensificar uma realidade já bastante frágil. Foram realizadas entrevistas com MCs, DJs, produtores musicais e profissionais ligados ao mercado, além de coleta de dados em plataformas digitais e acompanhamento de camp o em produtoras. Os resultados indicam que a exigência de lançamentos contínuos contribui para um mecanismo de precarização que negligencia tempo de criação, fragiliza formas de remuneração e expectativas de carreira e , ainda , tensiona a invisibilidade aut oral e a saúde mental dos artistas, que buscam afirmar sua singularidade em um ambiente regido por métricas, contratos desiguais e vigilância digital. Nesse quadro, o Funk Paulista sintetiza os conflitos entre quantidade e qualidade, evidenciando abusos e aprofundando a precarização do trabalho artístico. |
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