Confiabilidade teste-reteste de estimativas de minutos de atividade física semanal em diferentes intensidades obtidas por meio do questionário internacional de atividade física e smartphone em adultos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Alves, Douglas Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-25112024-091305/
Resumo: Os objetivos do presente estudo foram (1) verificar a existência de um possível erro sistemático associado às estimativas da atividade física (AF) de indivíduos adultos obtidas por meio do Questionário Internacional de Atividade física (IPAQ) e smartphone ao longo de diferentes semanas; (2) verificar o grau de confiabilidade teste-reteste destas estimativas; (3) comparar esta confiabilidade com uso de estimativas únicas e média das estimativas de duas semanas; assim como (4) verificar o impacto de um período de monitoramento superior à uma semana sobre estas medidas de confiabilidade e no nível de precisão das estimativas de AF realizadas para cada sujeito em cada semana de monitoramento. Participaram 64 indivíduos de ambos os sexos, com idade média de 27.70 anos (95% IC = 26.99 28.42). Eles foram submetidos a um screening presencial ou remoto para coletar dados antropométricos e sociodemográficos, preencheram o questionário de prontidão para atividades físicas (PAR-Q), foram familiarizados com uma versão adaptada do IPAQ longo, instalaram um aplicativo móvel e seu smartphone e foram instruídos a mantê-lo no bolso pelo máximo tempo possível diariamente ao longo de cinco semanas. Foi observado um efeito do tempo somente sobre as estimativas de caminhada semanal, não sendo observado um possível erro sistemático associado às demais estimativas obtidas ao longo de cinco semanas. Adicionalmente, observou-se que tanto o IPAQ quanto o smartphone fornecem estimativas de confiabilidade de moderada à excelente (ICC > 0,5), porém de alto erro padrão, sendo observado que estas estimativas são mais confiáveis quando se utiliza a média aritmética delas ao invés das estimativas de cada semana independentemente. Além disso, observou-se que um período de monitoramento superior à uma semana não foi benéfico para todos os desfechos quando se utilizam as estimativas de cada semana independentemente, porém foi benéfico caso se considere a utilização da média aritmética das estimativas obtidas. Por fim, obteve-se que quanto maior o nível de confiabilidade das estimativas obtidas, mais precisas estas são. Concluindo, pôde-se observar a inexistência de um erro sistemático associado às estimativas de atividade física obtidas ao longo de cinco semanas, sendo que, aquelas obtidas em um período de monitoramento de duas semanas, apesar de serem de confiabilidade considerada moderada a excelente, são de alto erro padrão, sendo mais confiáveis quando são baseadas na média aritmética das estimativas obtidas em diferentes semanas. Adicionalmente, pode-se concluir que, apesar de um período de monitoramento superior a uma semana não ter aumentado expressivamente a confiabilidade teste-reteste analisada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (ICC), gerou uma redução no erro padrão da medida (EPM), principalmente no estimado com base na média. Por fim, pode-se concluir que, quanto maior a confiabilidade teste-reteste das estimativas obtidas por meio do IPAQ e smartphone, maior o nível de precisão destas.
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Participaram 64 indivíduos de ambos os sexos, com idade média de 27.70 anos (95% IC = 26.99 28.42). Eles foram submetidos a um screening presencial ou remoto para coletar dados antropométricos e sociodemográficos, preencheram o questionário de prontidão para atividades físicas (PAR-Q), foram familiarizados com uma versão adaptada do IPAQ longo, instalaram um aplicativo móvel e seu smartphone e foram instruídos a mantê-lo no bolso pelo máximo tempo possível diariamente ao longo de cinco semanas. Foi observado um efeito do tempo somente sobre as estimativas de caminhada semanal, não sendo observado um possível erro sistemático associado às demais estimativas obtidas ao longo de cinco semanas. Adicionalmente, observou-se que tanto o IPAQ quanto o smartphone fornecem estimativas de confiabilidade de moderada à excelente (ICC > 0,5), porém de alto erro padrão, sendo observado que estas estimativas são mais confiáveis quando se utiliza a média aritmética delas ao invés das estimativas de cada semana independentemente. Além disso, observou-se que um período de monitoramento superior à uma semana não foi benéfico para todos os desfechos quando se utilizam as estimativas de cada semana independentemente, porém foi benéfico caso se considere a utilização da média aritmética das estimativas obtidas. Por fim, obteve-se que quanto maior o nível de confiabilidade das estimativas obtidas, mais precisas estas são. Concluindo, pôde-se observar a inexistência de um erro sistemático associado às estimativas de atividade física obtidas ao longo de cinco semanas, sendo que, aquelas obtidas em um período de monitoramento de duas semanas, apesar de serem de confiabilidade considerada moderada a excelente, são de alto erro padrão, sendo mais confiáveis quando são baseadas na média aritmética das estimativas obtidas em diferentes semanas. Adicionalmente, pode-se concluir que, apesar de um período de monitoramento superior a uma semana não ter aumentado expressivamente a confiabilidade teste-reteste analisada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (ICC), gerou uma redução no erro padrão da medida (EPM), principalmente no estimado com base na média. Por fim, pode-se concluir que, quanto maior a confiabilidade teste-reteste das estimativas obtidas por meio do IPAQ e smartphone, maior o nível de precisão destas.The objectives of the present study were: (1) to verify the existence of a possible systematic error associated with the physical activity (PA) estimates of adult individuals obtained through the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) and a smartphone over different weeks; (2) to verify the test-retest reliability of these estimates; (3) to compare this reliability using single estimates and the average of estimates over two weeks; and (4) to assess the impact of a monitoring period longer than one week on these reliability measures and the precision of PA estimates made for each subject in each monitoring week. Sixty-four individuals of both sexes participated, with an average age of 27.70 years (95% CI = 26.99 28.42). They underwent a face-to-face or remote screening to collect anthropometric and sociodemographic data, completed the Physical Activity Readiness Questionnaire (PAR-Q), were familiarized with an adapted version of the long-form IPAQ, installed a mobile application on their smartphones, and were instructed to keep it in their pocket for as much time as possible daily for five weeks. A time effect was observed only on the weekly walking estimates, with no systematic error associated with the other estimates obtained over the five weeks. Additionally, both IPAQ and smartphone provided reliability estimates ranging from moderate to excellent, though with high standard error. It was found that these estimates are more reliable when using the arithmetic mean rather than weekly estimates independently. Furthermore, a monitoring period longer than one week was not beneficial for all outcomes when using weekly estimates independently, but it was beneficial when considering the use of the arithmetic mean of the estimates obtained. Finally, it was found that the higher the reliability of the estimates, the more precise they are. In conclusion, no systematic error was associated with the PA estimates obtained over five weeks. Estimates obtained during a two-week monitoring period, although considered to have moderate to excellent reliability, showed a high standard error, and were more reliable when based on the arithmetic mean of estimates obtained over different weeks. Additionally, it can be concluded that, although a monitoring period longer than one week did not significantly increase the test-retest reliability analyzed by the intraclass correlation coefficient (ICC), it reduced the standard error of measurement (SEM), especially when based on the average. Finally, it can be concluded that the higher the test-retest reliability of the estimates obtained through IPAQ and smartphone, the higher their precisionBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAsano, Ricardo YukioGoroso, Daniel GustavoAlves, Douglas Silva2024-10-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100139/tde-25112024-091305/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-17T19:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-25112024-091305Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-17T19:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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