Escuro: uma dramaturgia cúmplice

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Moreira, Leonardo Faria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27155/tde-17022011-145632/
Resumo: Este estudo pretende usar conceitos relacionados a mídias de comunicação interativa e coletiva como ferramentas de análise e de proposição em um processo de criação dramatúrgica: um diagrama de peças potenciais que resultou no espetáculo Escuro. Em outras palavras, acompanhase o processo de criação do espetáculo, analisandoo através do transporte metafórico de conceitos propostos por Janet H. Murray ao descrever narrativas em ambiente virtual (imersão, agência e autoria procedimental) e comparandoo a outros dramaturgos contemporâneos que serviram de modelo à criação. A primeira parte deste texto trata do ambiente digital a partir principalmente das teorias de Janet H. Murray. A idéia é apontar terminologias particulares e descrever as principais características do ambiente digital, conceitos esses que serão utilizados como instrumentos de análise e metáforas para se falar de criação dramatúrgica. Na segunda parte, concretizase o transporte metafórico entre teatro e meio digital através de breves análises de fragmentos de dramaturgias contemporâneas que serviram de modelo à criação de Escuro, particularmente as excursões à linguagem cotidiana e as paisagens do francês Michel Vinaver; o texto híbrido, que transita entre a realidade e o lirismo, do argentino Federico Léon; e um registro cênico do Theatre de Complicitè. Chegamos a um terceiro momento e centro do trabalho quando, ao invés de usar conceitos do ambiente digital como ferramentas de leitura e análise, passase a utilizálos como ferramentas de proposição, ou seja, de escrita. Unindo a teoria apresentada à experimentação prática, descrevese o processo criativo do espetáculo Escuro. A pesquisa abrange não só a análise do texto teatral, mas também a análise de sua construção. Não se trata, é claro, da documentação de um espetáculo em fase de preparação, mas de uma reflexão teórica sobre um processo de criação. Por fim, é apresentado o mapa dramatúrgico criado em processo com a colaboração de dez atores e um possível agenciamento, isto é, uma possível organização do hipertexto dramático.
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A idéia é apontar terminologias particulares e descrever as principais características do ambiente digital, conceitos esses que serão utilizados como instrumentos de análise e metáforas para se falar de criação dramatúrgica. Na segunda parte, concretizase o transporte metafórico entre teatro e meio digital através de breves análises de fragmentos de dramaturgias contemporâneas que serviram de modelo à criação de Escuro, particularmente as excursões à linguagem cotidiana e as paisagens do francês Michel Vinaver; o texto híbrido, que transita entre a realidade e o lirismo, do argentino Federico Léon; e um registro cênico do Theatre de Complicitè. Chegamos a um terceiro momento e centro do trabalho quando, ao invés de usar conceitos do ambiente digital como ferramentas de leitura e análise, passase a utilizálos como ferramentas de proposição, ou seja, de escrita. Unindo a teoria apresentada à experimentação prática, descrevese o processo criativo do espetáculo Escuro. A pesquisa abrange não só a análise do texto teatral, mas também a análise de sua construção. Não se trata, é claro, da documentação de um espetáculo em fase de preparação, mas de uma reflexão teórica sobre um processo de criação. Por fim, é apresentado o mapa dramatúrgico criado em processo com a colaboração de dez atores e um possível agenciamento, isto é, uma possível organização do hipertexto dramático.This study attempts to use concepts related to collective and interactive communication media as tools for analysis and proposition in a process of dramatic creation: a diagram of potential playwritings that resulted in the play Escuro. In other words, we follow the process of creating that play, analyzing it through the metaphorical transport of some concepts proposed by Janet H.Murray to describe narratives in virtual environment (immersion, agency and procedural authorship) and comparing it to other contemporary playwrights who have served as a model for the creation. The first part of this text deals with the digital environment, mainly from the theories of Janet H.Murray. The idea is to point out particular terminologies and describe the main features of the digital environment, these concepts will be used as analytical tools and metaphors to talk about creating drama. In the second part, we finalize the metaphorical transport between theater and digital media through brief analysis of fragments of contemporary dramaturgy that has served as a model for the creation of \"Escuro\", particularly excursions to the daily language and the landscapes of the Michel Vinaver; the hybrid text, which moves between reality and lyricism, of Federico Leon, and a textual record of a Theatre de Complicitès play. Then, we have reached a third time and the center of this work when, instead of using concepts of the digital environment for reading and analysis, we use them as tools of proposition, namely writing. Uniting the presented theory to the practice, the creative process of Escuro\" is described. The research covers not only the analysis of the theatrical text, but also the analysis of its construction. It is not, of course, the documentation of a performance in preparation, but a theoretical reflection on the process of creation. Finally, we present the map created in a dramaturgical process with the collaboration of ten actors and a possible agency, a possible organization to the dramatic hypertext.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLopes, Elisabeth SilvaMoreira, Leonardo Faria2010-10-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27155/tde-17022011-145632/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:28Zoai:teses.usp.br:tde-17022011-145632Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:28Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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