Ozonioterapia uterina em éguas com endometrite persistente pós-cobertura: efeitos sobre hemodinâmica e microbiota uterinas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Thaís de Oliveira Cardoso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-19122024-110441/
Resumo: Entre as afecções que acometem o trato reprodutivo das éguas, a endometrite é apontada como a principal causa de infertilidade. Neste sentido, o diagnóstico e o tratamento precoces podem melhorar as condições uterinas e contribuir para o aumento dos índices de fertilidade. Desta forma, os objetivos deste trabalho foram avaliar a eficácia e os efeitos da ozonioterapia sobre a endometrite persistente pós-cobertura (EPPC), quanto à hemodinâmica, microbiota e citologia endometriais. Para isso foram utilizados 49 ciclos estrais de 21 éguas, que foram submetidas a palpação e ultrassonografia transretais para acompanhamento folicular e uterino. A ovulação foi induzida na presença de um folículo ≥35mm e morfoecogenicidade (ME) uterina ≥3 (1-4). A inseminação artificial (IA) foi realizada imediatamente após a ovulação com sêmen congelado, o qual teve uma amostra colhida para análise microbiológica. Em cada ciclo, as éguas foram avaliadas imediatamente antes da IA (T0, tempo controle), 48 horas após a IA (T48, momento para diagnosticar a EPPC) e 24 horas após o tratamento (T72, 72 horas após a IA) por ultrassonografia nos modos B (conteúdo uterino), color Doppler (escore de 1 a 4) e espectral (RI, 0- 1), e quanto à microbiologia e citologia endometriais. Com base nos resultados de citologia obtidos 48 horas após a IA, as éguas foram classificadas em: Negativas (N) ou Positivas (P) à EPPC. Foram consideradas positivas à EPPC quando na citologia apresentaram >10% PMN 48h pós-IA. Os ciclos que apresentaram >10% PMN antes da IA foram excluídos do estudo. Os ciclos estrais das éguas (N e P) foram distribuídos de forma alternada em dois tratamentos uterinos: um recebeu somente lavado uterino com Ringer com Lactato de Sódio (RL) e o outro recebeu, após o lavado com RL, a infusão com RL Ozonizado (O3). O experimento seguiu um arranjo fatorial 2x2: endometrite (N e P) x tratamento (RL e O3), resultando em quatro grupos experimentais: NRL, NO3, PRL e PO3. O tratamento foi realizado no T48, imediatamente após as avaliações, e 24 horas após o tratamento (T72) as éguas foram novamente avaliadas. O diagnóstico de gestação foi realizado no D14, e as éguas com diagnóstico de gestação negativo eram novamente acompanhadas para IA, sendo cada ciclo estral considerado como o “n” amostral. Os dados foram avaliados por ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey. Somente 38 dos 49 ciclos estrais foram considerados para o estudo. As porcentagens de PMNs foram similares (p>0,05) ao se comparar os grupos negativos (NRL=2,39±0,41% e NO3=3,10±0,65%) e positivos (PRL=3,31±0,54% e PO3=2,60±0,51%) para EPPC, no momento pré-IA (T0). Enquanto, após a IA (T48), as porcentagens de PMNs foram maiores (p<0,05) para os grupos positivos (PRL=21,12±4,94% e PO3=15,95±2,02%) do que para os negativos (NRL=3,37±0,54% e NO3=4,82±0,82%). Comparando- se os momentos pré (T0) e pós-IA (T48) os grupos positivos para EPPC (PRL e PO3), apresentaram aumento significativo (p<0,05) na porcentagem de PMNs. Após 24 horas dos tratamentos (T72), pode- se observar que os grupos positivos à EPPC (PRL=15,11±4,19% e PO3=13,10±3,83%) mantiveram a porcentagem de PMNs aumentada em comparação aos grupos negativos (NRL=9,33±2,19% e NO3=5,58±1,41%). Nenhum efeito (p>0,05) foi observado em relação a porcentagem de PMNs quando os tratamentos foram comparados (RL e O3), nos grupos positivos e negativos. No exame microbiológico, foi encontrado no T0 crescimento microbiano em 57,1% dos ciclos do grupo NRL (8/14), 88,8% do NO3 (8/9), 77,7% do PRL (7/9) e 83,3% do PO3 (5/6). No T48 observou-se que esse percentual foi de 71,4% para NRL (10/14), 77,7% para NO3 (7/9) e 100% para os PRL (9/9) e PO3 (6/6). Após o tratamento (T72) notou-se para os grupos negativos 78,5% para NRL (11/14) e 88,8% para NO3 (8/9), sendo mantidos 100% de crescimento microbiano para os dois grupos positivos, PRL (9/9) e PO3 (6/6). As bactérias isoladas com mais frequência nos grupos negativos foram Escherichia coli, Citrobacter koseri e Klebsiella spp. e nos positivos foram Escherichia coli, Klebsiella spp. e Serratia marcescens. Após os tratamentos (T72) em ambos os grupos positivos e negativos a bactéria de maior frequência foi Pseudomonas spp. Em relação à avaliação da hemodinâmica uterina, não houve diferença significativa no escore de perfusão vascular, nem no índice de resistência (RI) da artéria uterina entre os grupos e momentos de avaliação. A terapia com solução ozonizada não demonstrou eficácia na redução da inflamação ou erradicação dos microrganismos uterinos, até 24 horas após sua aplicação, o que pode sugerir a necessidade de realizar ajustes na duração ou na forma de administração do ozônio (O3), bem como nas técnicas e tempo de avaliação dos efeitos do tratamento.
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A ovulação foi induzida na presença de um folículo ≥35mm e morfoecogenicidade (ME) uterina ≥3 (1-4). A inseminação artificial (IA) foi realizada imediatamente após a ovulação com sêmen congelado, o qual teve uma amostra colhida para análise microbiológica. Em cada ciclo, as éguas foram avaliadas imediatamente antes da IA (T0, tempo controle), 48 horas após a IA (T48, momento para diagnosticar a EPPC) e 24 horas após o tratamento (T72, 72 horas após a IA) por ultrassonografia nos modos B (conteúdo uterino), color Doppler (escore de 1 a 4) e espectral (RI, 0- 1), e quanto à microbiologia e citologia endometriais. Com base nos resultados de citologia obtidos 48 horas após a IA, as éguas foram classificadas em: Negativas (N) ou Positivas (P) à EPPC. Foram consideradas positivas à EPPC quando na citologia apresentaram >10% PMN 48h pós-IA. Os ciclos que apresentaram >10% PMN antes da IA foram excluídos do estudo. Os ciclos estrais das éguas (N e P) foram distribuídos de forma alternada em dois tratamentos uterinos: um recebeu somente lavado uterino com Ringer com Lactato de Sódio (RL) e o outro recebeu, após o lavado com RL, a infusão com RL Ozonizado (O3). O experimento seguiu um arranjo fatorial 2x2: endometrite (N e P) x tratamento (RL e O3), resultando em quatro grupos experimentais: NRL, NO3, PRL e PO3. O tratamento foi realizado no T48, imediatamente após as avaliações, e 24 horas após o tratamento (T72) as éguas foram novamente avaliadas. O diagnóstico de gestação foi realizado no D14, e as éguas com diagnóstico de gestação negativo eram novamente acompanhadas para IA, sendo cada ciclo estral considerado como o “n” amostral. Os dados foram avaliados por ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey. Somente 38 dos 49 ciclos estrais foram considerados para o estudo. As porcentagens de PMNs foram similares (p>0,05) ao se comparar os grupos negativos (NRL=2,39±0,41% e NO3=3,10±0,65%) e positivos (PRL=3,31±0,54% e PO3=2,60±0,51%) para EPPC, no momento pré-IA (T0). Enquanto, após a IA (T48), as porcentagens de PMNs foram maiores (p<0,05) para os grupos positivos (PRL=21,12±4,94% e PO3=15,95±2,02%) do que para os negativos (NRL=3,37±0,54% e NO3=4,82±0,82%). Comparando- se os momentos pré (T0) e pós-IA (T48) os grupos positivos para EPPC (PRL e PO3), apresentaram aumento significativo (p<0,05) na porcentagem de PMNs. Após 24 horas dos tratamentos (T72), pode- se observar que os grupos positivos à EPPC (PRL=15,11±4,19% e PO3=13,10±3,83%) mantiveram a porcentagem de PMNs aumentada em comparação aos grupos negativos (NRL=9,33±2,19% e NO3=5,58±1,41%). Nenhum efeito (p>0,05) foi observado em relação a porcentagem de PMNs quando os tratamentos foram comparados (RL e O3), nos grupos positivos e negativos. No exame microbiológico, foi encontrado no T0 crescimento microbiano em 57,1% dos ciclos do grupo NRL (8/14), 88,8% do NO3 (8/9), 77,7% do PRL (7/9) e 83,3% do PO3 (5/6). No T48 observou-se que esse percentual foi de 71,4% para NRL (10/14), 77,7% para NO3 (7/9) e 100% para os PRL (9/9) e PO3 (6/6). Após o tratamento (T72) notou-se para os grupos negativos 78,5% para NRL (11/14) e 88,8% para NO3 (8/9), sendo mantidos 100% de crescimento microbiano para os dois grupos positivos, PRL (9/9) e PO3 (6/6). As bactérias isoladas com mais frequência nos grupos negativos foram Escherichia coli, Citrobacter koseri e Klebsiella spp. e nos positivos foram Escherichia coli, Klebsiella spp. e Serratia marcescens. Após os tratamentos (T72) em ambos os grupos positivos e negativos a bactéria de maior frequência foi Pseudomonas spp. Em relação à avaliação da hemodinâmica uterina, não houve diferença significativa no escore de perfusão vascular, nem no índice de resistência (RI) da artéria uterina entre os grupos e momentos de avaliação. A terapia com solução ozonizada não demonstrou eficácia na redução da inflamação ou erradicação dos microrganismos uterinos, até 24 horas após sua aplicação, o que pode sugerir a necessidade de realizar ajustes na duração ou na forma de administração do ozônio (O3), bem como nas técnicas e tempo de avaliação dos efeitos do tratamento.Among the conditions affecting the reproductive tract of mares, endometritis has been identified as the main cause of infertility. Early diagnosis and treatment can improve uterine conditions and help increase fertility rates. The aims of this study were to evaluate the efficacy and effects of ozone therapy on persistent post-breeding endometritis (PPBE), in terms of hemodynamics, microbiota and endometrial cytology. For this purpose, 49 estrous cycles of 21 mares were used, which underwent transrectal palpation and ultrasound for follicular and uterine monitoring. Ovulation was induced in the presence of a follicle ≥35mm and uterine morphoechogenicity (ME) ≥3 (1-4). Artificial insemination (AI) was carried out immediately after ovulation with frozen semen, a sample of which was taken for microbiological analysis. In each cycle, the mares were evaluated immediately before AI (T0, control time), 48 hours after AI (T48, time to diagnose PPBE) and 24 hours after treatment (T72, 72 hours after AI) by B-mode (uterine content), color Doppler (score from 1 to 4) and spectral (RI, 0-1) ultrasound, as well as endometrial microbiology and cytology. Based on the cytology results obtained 48 hours after AI, the mares were classified as: Negative (N) or Positive (P) to PPBE. They were considered PPBE positive when the cytology showed >10% PMN 48 hours post-AI. Cycles with >10% PMN before AI were excluded from the study. The mares′ estrous cycles (N and P) were alternately assigned to two uterine treatments: one received only uterine lavage with Sodium Ringer′s Lactate (RL) and the other received, after lavage with RL, infusion with Ozonized RL (O3). The experiment followed a 2x2 factorial arrangement: endometritis (N and P) x treatment (RL and O3), resulting in four experimental groups: NRL, NO3, PRL and PO3. The treatment was carried out at T48, immediately after the evaluations, and 24 hours after the treatment (T72) the mares were evaluated again. The pregnancy diagnosis was made on D14, and mares with a negative pregnancy diagnosis were followed up again for AI, with each estrous cycle considered to be the “n” sample. The data was evaluated using ANOVA and the means were compared using Tukey′s test. Only 38 of the 49 estrous cycles were considered for the study. The percentages of PMNs were similar (p>0.05) when comparing the negative (NRL=2.39±0.41% and NO3=3.10±0.65%) and positive (PRL=3.31±0.54% and PO3=2.60±0.51%) groups for PPBE, at the pre- AI moment (T0). After AI (T48), the percentages of PMNs were higher (p<0.05) for the positive groups (PRL=21.12±4.94% and PO3=15.95±2.02%) than for the negative groups (NRL=3.37±0.54% and NO3=4.82±0.82%). Comparing the pre- (T0) and post-AI (T48) moments, the PPBE-positive groups (PRL and PO3) showed a significant increase (p<0.05) in the percentage of PMNs. After 24 hours of treatment (T72), it can be seen that the PPBE-positive groups (PRL=15.11±4.19% and PO3=13.10±3.83%) maintained the increased percentage of PMNs compared to the negative groups (NRL=9.33±2.19% and NO3=5.58±1.41%). No effect (p>0.05) was observed in relation to the percentage of PMNs when the treatments were compared (RL and O3), in the positive and negative groups. In the microbiological examination, microbial growth was found at T0 in 57.1% of the cycles in the NRL group (8/14), 88.8% in the NO3 group (8/9), 77.7% in the PRL group (7/9) and 83.3% in the PO3 group (5/6). At T48, this percentage was 71.4% for NRL (10/14), 77.7% for NO3 (7/9) and 100% for PRL (9/9) and PO3 (6/6). After treatment (T72), 78.5% for NRL (11/14) and 88.8% for NO3 (8/9) were noted for the negative groups, while 100% microbial growth was maintained for the two positive groups, PRL (9/9) and PO3 (6/6). The most frequently isolated bacteria in the negative groups were Escherichia coli, Citrobacter koseri and Klebsiella spp. and in the positive groups were Escherichia coli, Klebsiella spp. and Serratia marcescens. After the treatments (T72), in both the positive and negative groups, the most frequent bacteria was Pseudomonas spp. Regarding the evaluation of uterine hemodynamics, there was no significant difference in the vascular perfusion score or the resistance index (RI) of the uterine artery between the groups and evaluation times. Therapy with ozonated solution did not prove to be effective in reducing inflammation or eradicating uterine microorganisms up to 24 hours after its application, which may suggest the need to make adjustments to the duration or form of administration of ozone (O3), as well as to the techniques and timing for evaluating the effects of the treatment.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCeleghini, Eneiva Carla CarvalhoSilva, Thaís de Oliveira Cardoso2024-11-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-19122024-110441/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-15T14:02:06Zoai:teses.usp.br:tde-19122024-110441Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-15T14:02:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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