Impacto da COVID-19 na mortalidade materna no Estado de São Paulo entre 2020 e 2023

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: João, Priscila Cristina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-29102025-134024/
Resumo: Este estudo teve como objetivo analisar a letalidade materna entre gestantes e puérperas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo SARS-CoV-2 no Estado de São Paulo, entre fevereiro de 2020 e dezembro de 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico de coorte, com base populacional, utilizando dados extraídos do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe). No período analisado, foram notificados 5.640 casos de SRAG por COVID-19 em gestantes e puérperas, com maior concentração em 2021 (48,9%), ano marcado pela circulação da variante Gama, sobrecarga hospitalar e início da vacinação em gestantes. A letalidade materna por SRAG associada à COVID-19 foi de 6,6%. Fatores associados ao aumento do risco de óbito incluíram: residência no interior ou litoral do estado (OR: 1,85; IC95%: 1,113,06), presença de comorbidades prévias (OR: 1,78; IC95%: 1,272,51), ausência de tratamento adequado (OR: 2,1; IC95%: 1,353,03), internação em unidade de terapia intensiva (OR: 6,6; IC95%: 4,59,5) e necessidade de suporte ventilatório (OR: 3,2; IC95%: 2,05,1). O risco de mortalidade foi significativamente maior no período puerperal em comparação à gestação (OR: 0,36; IC95%: 0,250,51). Os achados demostram que a pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo na saúde materna no Estado de São Paulo, especialmente em 2021, período marcado pela predominância da variante Gama, pela sobrecarga dos serviços de saúde e pelo acesso limitado à vacinação.
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