Modo capitalista de produção e agricultura: a construção do conceito de agronegócio
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Autor(a) principal: | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-26062013-114407/ |
Resumo: | Esta tese investiga fatores que exerceram influência na construção da imagem da agricultura no modo capitalista de produção e sua representação através do conceito que passou a ser difundido como agronegócio. O uso deste termo se propagou tanto nos círculos acadêmicos, quanto nos meios políticos e de comunicação. A chamada industrialização da agricultura ocorre principalmente a partir dos anos 1950, em um contexto de crise de superacumulação de capital em nível mundial. No Brasil, este modelo ganha força principalmente a partir dos anos 1960 e combina a grande exploração agrícola com o estímulo ao uso de insumos industriais. É no período marcado pelo caráter monopolista ou imperialista do capital que se observa o processo de industrialização da agricultura, conhecido popularmente como agronegócio. A propriedade monopolista pressupõe a incorporação de todos os momentos da chamada cadeia produtiva, desde o controle sobre matérias primas até a circulação das mercadorias, considerando-se o papel essencial do capital financeiro. A internacionalização deste modelo através da exportação de capitais aprofundou a especialização dos monocultivos em determinados países e a divisão internacional do trabalho, a partir da herança colonial. A função do Estado como principal agente facilitador de financiamento para o agronegócio serve de alavanca para as determinações do capital financeiro. Observamos que a criação do conceito de agronegócio, como forma de gerar uma moldura ideológica para a intensificação da industrialização da agricultura, ocorre em um contexto determinado pela reprodução crítica do capital. Tal análise nos leva a entender a relação dialética entre acumulação e crise, como elementos simultâneos e permanentes na lógica do capital, mesmo que sua manifestação apareça de forma polarizada e cíclica. Desta forma, consideramos que na atual conjuntura de predominância do capital financeiro, ou seja, de dependência do agronegócio em relação ao mercado de dinheiro, seu o principal produto seria a própria dívida. |
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Modo capitalista de produção e agricultura: a construção do conceito de agronegócioAgriculture in the capitalist mode of production: the construction of the agribusiness conceptAgribusinessAgronegócioCapital financeiroCrise de superacumulaçãoCrisis of overaccumulationDebtDívidaFinancial capitalIndustrialização da agriculturaIndustrialization of agricultureEsta tese investiga fatores que exerceram influência na construção da imagem da agricultura no modo capitalista de produção e sua representação através do conceito que passou a ser difundido como agronegócio. O uso deste termo se propagou tanto nos círculos acadêmicos, quanto nos meios políticos e de comunicação. A chamada industrialização da agricultura ocorre principalmente a partir dos anos 1950, em um contexto de crise de superacumulação de capital em nível mundial. No Brasil, este modelo ganha força principalmente a partir dos anos 1960 e combina a grande exploração agrícola com o estímulo ao uso de insumos industriais. É no período marcado pelo caráter monopolista ou imperialista do capital que se observa o processo de industrialização da agricultura, conhecido popularmente como agronegócio. A propriedade monopolista pressupõe a incorporação de todos os momentos da chamada cadeia produtiva, desde o controle sobre matérias primas até a circulação das mercadorias, considerando-se o papel essencial do capital financeiro. A internacionalização deste modelo através da exportação de capitais aprofundou a especialização dos monocultivos em determinados países e a divisão internacional do trabalho, a partir da herança colonial. A função do Estado como principal agente facilitador de financiamento para o agronegócio serve de alavanca para as determinações do capital financeiro. Observamos que a criação do conceito de agronegócio, como forma de gerar uma moldura ideológica para a intensificação da industrialização da agricultura, ocorre em um contexto determinado pela reprodução crítica do capital. Tal análise nos leva a entender a relação dialética entre acumulação e crise, como elementos simultâneos e permanentes na lógica do capital, mesmo que sua manifestação apareça de forma polarizada e cíclica. Desta forma, consideramos que na atual conjuntura de predominância do capital financeiro, ou seja, de dependência do agronegócio em relação ao mercado de dinheiro, seu o principal produto seria a própria dívida.This thesis investigates factors that influenced the construction of the image of agriculture in the capitalist mode of production and its representation by the concept that was disseminated as agribusiness. The use of this word became common in academic and political spheres, as well as in the media. The so-called industrialization of agriculture was more prevalent particularly after 1950s, in a context of a crisis of over-accumulation of capital internationally. In Brazil, this production model was supported especially after 1960, and combined large plantations with the use of industrial inputs. The historical period identified as imperialist and characterized by monopolist capital coincides with the process of agriculture industrialization. Monopolist property includes all elements of the production chain, from the control over raw materials until commodity circulation, considering the role of financial capital. The internationalization of this system through capital export increased monocropping in some countries and the international division of labor, based on their colonial history. The role of the State as the main instrument to provide subsidies to agribusiness functioned as a stimulus to the predominance of financial capital. The concept of agribusiness was created as an ideological framework to intensify the industrialization of agriculture, in a context determined by the critical reproduction of capital. This analysis leads us to understand the dialectical relation between accumulation and crisis, as simultaneous and permanent elements in the logic of capital, even if they appear in a polarized and cyclical form. Therefore, in the current context of predominance of fictional capital, in other words, when agribusiness depends on financial markets, its main product is debt.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Ariovaldo Umbelino deMendonça, Maria Luisa Rocha Ferreira de2013-06-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-26062013-114407/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:36Zoai:teses.usp.br:tde-26062013-114407Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:36Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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