Modelagem da infecção do vírus Influenza em células neurais derivadas de células-tronco pluripotentes induzidas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-30052025-112237/ |
Resumo: | O vírus Influenza A, o agente etiológico da \"gripe\", pertence à família Orthomyxoviridae e é classificado em quatro subtipos principais: Influenza A, B, C e D. Além de afetar o trato respiratório, a Influenza também pode impactar o sistema nervoso, influenciando particularmente o desenvolvimento cerebral dos fetos, embora esses mecanismos ainda não estejam totalmente elucidados. Para investigar a fisiopatologia da Influenza dentro do sistema nervoso central (SNC), este estudo empregou células neuroprogenitoras (NPCs) derivadas de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) para examinar os efeitos da infecção no cérebro em desenvolvimento. Este esforço exigiu a padronização do protocolo de infecção viral, dado que a cepa viral utiliza uma protease específica para completar seu ciclo infeccioso. Consequentemente, desenvolvemos um protocolo para determinar a concentração ideal de tripsina para facilitar a transdução viral. Nossas descobertas demonstraram que o vírus Influenza A (subtipo H1N1, cepa pdm09) é capaz de infectar NPCs. A infecção foi confirmada por meio de ensaios molecular no sobrenadante celular, usando qPCR, e ensaios celulares, usando imunofluorescência com anticorpos. Além disso, as células mostraram uma tendência inflamatória. A comparação de NPCs infectados e não infectados (controle), ambos submetidos à concentração de tripsina estabelecida para aumentar a transdução viral, revelou que as células de controle sucumbiram à morte antes das células expostas ao vírus, sugerindo que o Influenza A pode induzir a expressão de proteínas que ativam vias de sobrevivência celular em células neurais. Notavelmente, o potencial do vírus Influenza para estender a sobrevivência celular pode estar associado à ação sinérgica entre proteínas virais e celulares, o que pode ser explorado para futuras intervenções terapêuticas. |
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Modelagem da infecção do vírus Influenza em células neurais derivadas de células-tronco pluripotentes induzidasModeling Influenza Virus Infection in Induced Pluripotent Stem Cell-Derived Neural CellsCélulas NeuroprogenitorasCélulas-tronco pluripotentes induzidas (iPSC)Central Nervous Systeminduced pluripotent stem cells (iPSC)InfluenzaInfluenzaNeurodesenvolvimentoNeurodevelopmentNeuroprogenitor CellsSistema Nervoso CentralO vírus Influenza A, o agente etiológico da \"gripe\", pertence à família Orthomyxoviridae e é classificado em quatro subtipos principais: Influenza A, B, C e D. Além de afetar o trato respiratório, a Influenza também pode impactar o sistema nervoso, influenciando particularmente o desenvolvimento cerebral dos fetos, embora esses mecanismos ainda não estejam totalmente elucidados. Para investigar a fisiopatologia da Influenza dentro do sistema nervoso central (SNC), este estudo empregou células neuroprogenitoras (NPCs) derivadas de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) para examinar os efeitos da infecção no cérebro em desenvolvimento. Este esforço exigiu a padronização do protocolo de infecção viral, dado que a cepa viral utiliza uma protease específica para completar seu ciclo infeccioso. Consequentemente, desenvolvemos um protocolo para determinar a concentração ideal de tripsina para facilitar a transdução viral. Nossas descobertas demonstraram que o vírus Influenza A (subtipo H1N1, cepa pdm09) é capaz de infectar NPCs. A infecção foi confirmada por meio de ensaios molecular no sobrenadante celular, usando qPCR, e ensaios celulares, usando imunofluorescência com anticorpos. Além disso, as células mostraram uma tendência inflamatória. A comparação de NPCs infectados e não infectados (controle), ambos submetidos à concentração de tripsina estabelecida para aumentar a transdução viral, revelou que as células de controle sucumbiram à morte antes das células expostas ao vírus, sugerindo que o Influenza A pode induzir a expressão de proteínas que ativam vias de sobrevivência celular em células neurais. Notavelmente, o potencial do vírus Influenza para estender a sobrevivência celular pode estar associado à ação sinérgica entre proteínas virais e celulares, o que pode ser explorado para futuras intervenções terapêuticas.Influenza A virus, the etiological agent of flu, belongs to the Orthomyxoviridae family and is classified into four main subtypes: Influenza A, B, C, and D. In addition to affecting the respiratory tract, Influenza can also impact the nervous system, particularly influencing fetal brain development. However, these mechanisms are not yet fully elucidated. To investigate the pathophysiology of Influenza within the central nervous system (CNS), this study employed neuroprogenitor cells (NPCs) derived from induced pluripotent stem cells (iPSCs) to examine the effects of infection on the developing brain. This effort required standardization of the viral infection protocol, given that the viral strain utilizes a specific protease to complete its infectious cycle. Consequently, we developed a protocol to determine the optimal trypsin concentration to facilitate viral transduction. Our findings demonstrated that Influenza A virus (subtype H1N1, strain pdm09) can infect NPCs. Infection was confirmed by molecular assays in cell supernatant using qPCR and cellular assays using immunofluorescence with antibodies. Furthermore, the cells showed an inflammatory tendency. A comparison of infected and uninfected (control) NPCs, both subjected to the established trypsin concentration to increase viral transduction, revealed that control cells succumbed to death before cells were exposed to the virus, suggesting that Influenza A may induce the expression of proteins that activate cell survival pathways in neural cells. Notably, the potential of the Influenza virus to extend cell survival may be associated with the synergistic action between viral and cellular proteins, which can be exploited for future therapeutic interventions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBraga, Patricia Cristina Baleeiro BeltraoCano, Amanda Caroline dos Santos Siqueira2024-11-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-30052025-112237/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-03T14:56:02Zoai:teses.usp.br:tde-30052025-112237Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-03T14:56:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O vírus Influenza A, o agente etiológico da \"gripe\", pertence à família Orthomyxoviridae e é classificado em quatro subtipos principais: Influenza A, B, C e D. Além de afetar o trato respiratório, a Influenza também pode impactar o sistema nervoso, influenciando particularmente o desenvolvimento cerebral dos fetos, embora esses mecanismos ainda não estejam totalmente elucidados. Para investigar a fisiopatologia da Influenza dentro do sistema nervoso central (SNC), este estudo empregou células neuroprogenitoras (NPCs) derivadas de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) para examinar os efeitos da infecção no cérebro em desenvolvimento. Este esforço exigiu a padronização do protocolo de infecção viral, dado que a cepa viral utiliza uma protease específica para completar seu ciclo infeccioso. Consequentemente, desenvolvemos um protocolo para determinar a concentração ideal de tripsina para facilitar a transdução viral. Nossas descobertas demonstraram que o vírus Influenza A (subtipo H1N1, cepa pdm09) é capaz de infectar NPCs. A infecção foi confirmada por meio de ensaios molecular no sobrenadante celular, usando qPCR, e ensaios celulares, usando imunofluorescência com anticorpos. Além disso, as células mostraram uma tendência inflamatória. A comparação de NPCs infectados e não infectados (controle), ambos submetidos à concentração de tripsina estabelecida para aumentar a transdução viral, revelou que as células de controle sucumbiram à morte antes das células expostas ao vírus, sugerindo que o Influenza A pode induzir a expressão de proteínas que ativam vias de sobrevivência celular em células neurais. Notavelmente, o potencial do vírus Influenza para estender a sobrevivência celular pode estar associado à ação sinérgica entre proteínas virais e celulares, o que pode ser explorado para futuras intervenções terapêuticas. |
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