Estudo da morfologia dos microconstituintes eutetóides em ligas Fe-Cr-C E Fe-Cr-C-Mo transformadas isotermicamente em temperaturas acima da baía da curva TTT.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Cifuentes Bustos, John Alexander
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-09082024-135123/
Resumo: A decomposição isotérmica da austenita em agregados de ferrita mais carbonetos, principalmente em baixas temperaturas perto da baia da curva TTT foi estudada em duas ligas, uma liga ternária de alta pureza Fe-5,2%Cr-0,46%C e uma liga industrial Fe-5,7%Cr-0,8%C-1,29%Mo contendo ainda Nb, V, Mn e Si. A pesquisa foi dirigida de forma a melhorar o entendimento dos mecanismos que controlam as mudanças microestruturais nos produtos da decomposição isotérmica na medida em que a temperatura de transformação diminui. O tratamento térmico de austenitização e decomposição da austenita foi realizado em dilatômetro de têmpera. A morfologia dos microconstituintes foi caracterizada usando-se técnicas de microscopia óptica, MEV e MET. Difração de raios X foi usada para a identificação dos precipitados. As fases obtidas foram comparadas com os cálculos realizados com o programa computacional TermoCalc. Em altas temperaturas, observou-se a formação de um agregado lamelar de ferrita e carbonetos com morfologia nodular e interfaces lisas e as vezes facetadas semelhante a perlita clássica dos aços ao carbono. A medida em que a temperatura de transformação diminui, a morfologia dos produtos torna-se menos nodular e cada vez mais irregular. A estrutura apresenta um crescimento dendritico mostrando pontas orientadas com ângulos re-entrantes e diferentes orientações. Já nas baixas temperaturas, o crescimento é do tipo dendritico e o agregado de ferrita ecarboneto é formado por agulhas de carboneto com diferentes orientações cristalográficas, compostas por uma espinha central de carboneto, envolvidos por ferrita com uma morfologia que pode ser descrita como \"estrutura granular arborescente\". Os resultados obtidos por microscopia óptica foram confirmados por microscopia eletrônica (MEV e MET). A técnica de SAED-TEM permitiu caracterizar as relações de orientação do carboneto e da ferrita.
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