Sistemas digitais para policiamento, controle social e desigualdades raciais: um estudo comparado entre polícias de São Paulo e Nova York

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Gomes, Letícia Pereira Simões
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-10032026-104341/
Resumo: Esta tese se propõe a investigar as formas pelas quais a adoção de tecnologias digitais baseadas em dados (data-driven) contemporaneamente co-produzem raça no fazer policial ostensivo, a partir da análise de dois casos empíricos: o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, Estados Unidos da América) e a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP, Brasil). A contribuição deste trabalho é o mapeamento de mecanismos pelos quais a cultura policial (ou o senso comum policial) interage com sistemas digitais em ordenamentos sociais racializados. Assim, o foco de análise se encontra nas representações, dinâmicas organizacionais e práticas que circundam o emprego cotidiano de tecnologias nas atividades de policiamento reativo e proativo. Analisou-se como sistemas digitais são usados para fim de policiamento ostensivo, do planejamento à sua consecução, nas suas modalidades de policiamento proativo e reativo. Para tanto, recorreu-se a métodos mistos, com análise documental, realização de entrevistas semi-estruturadas e observações de campo, além de aplicação de questionário remoto. Essa pesquisa argumenta que formas de quantificação e de modernização estiveram associadas à atualização dessas ordens sociais racializadas. Porém, nos casos estudados, as relações entre práticas de quantificação e assujeitamento racial são distintas. Em São Paulo, isso se dá pela possibilidade de vigilância diferencial para corpos negros \'fora do lugar\', e pela destinação de policiamentos distintos ao longo do espaço urbano. Em Nova York, por sua vez, pela produção de memórias e densidade informacional diferenciais, que contribuem para a associação entre crime e pessoas não-brancas
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