Candida albicans isoladas de pacientes com HIV são mais resistentes aos antifúngicos? Revisão sistemática e metanálise
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58138/tde-27082025-084644/ |
Resumo: | Pacientes infectados pelo HIV frequentemente utilizam mais medicações antifúngicas para tratamento de infecções ou profilaxias, favorecendo o surgimento de cepas de Candida albicans resistentes. Esta revisão sistemática investigou se a prevalência de resistência antifúngica em C. albicans isoladas da cavidade oral e orofaríngea é maior em pacientes infectados pelo HIV do que em pacientes não infectados. A questão foi estruturada pela estratégia PECO: População (P) - pacientes infectados e não infectados pelo HIV; Exposição (E) - Infecção pelo HIV; Controle (C) - pacientes sistemicamente saudáveis; Desfecho (O) - prevalência de C. albicans resistentes à antifúngicos. O protocolo foi registrado no PROSPERO (CRD42022350141). A busca foi realizada em cinco bases de dados (PubMed, EMBASE, Scopus, LiVivo, Lilacs, Web of Science) e Google Scholar, incluindo estudos publicados até maio de 2024. Dois revisores independentes realizaram a triagem, extração de dados e avaliaram a qualidade metodológica com a ferramenta Joanna Briggs Institute. Uma metanálise para cada antifúngico foi conduzida utilizando modelos de efeitos fixos e o método de Peto para estimar log odds ratio. De 5425 registros, 13 estudos, envolvendo dados de nove países, foram incluídos na metanálise. Todos os estudos eram observacionais transversais. A análise demonstrou maior prevalência de resistência ao fluconazol em pacientes infectados pelo HIV. Para uma concentração inibitória mínima (MIC) de 8 µg/mL, a razão de chances (OR) foi 3,53 (log OR: 1,2623; IC 95%: 1,29-2,40; p = 0,029). Com MIC >64 µg/mL, a OR foi 2,33. Resistências aos demais antifúngicos - itraconazol, voriconazol, cetoconazol, nistatina, anfotericina B e flucitosina - foram similares entre os grupos de pacientes infectados e não infectados pelo HIV. A baixa heterogeneidade entre os estudos indicou consistência nos resultados, apesar da variabilidade metodológica na determinação da resistência antifúngica. Concluímos que a resistência ao fluconazol em C. albicans é significativamente maior em pacientes infectados pelo HIV, possivelmente associada ao uso prolongado e indiscriminado deste antifúngico. Em contrapartida, nossos achados indicaram resistência baixa ou ausente a outros azóis, flucitosina e polienos, sugerindo que esses antifúngicos continuam sendo opções de tratamento eficazes para ambas as populações estudadas. |
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Candida albicans isoladas de pacientes com HIV são mais resistentes aos antifúngicos? Revisão sistemática e metanáliseAre Candida albicans isolates from people living with HIV more resistant to antifungals? A systematic review and meta-analysisCandida albicansCandida albicansAIDSAIDSAntifungal resistanceFluconazolFluconazoleHIVHIVResistência antifúngicaRevisão sistemáticaSystematic reviewPacientes infectados pelo HIV frequentemente utilizam mais medicações antifúngicas para tratamento de infecções ou profilaxias, favorecendo o surgimento de cepas de Candida albicans resistentes. Esta revisão sistemática investigou se a prevalência de resistência antifúngica em C. albicans isoladas da cavidade oral e orofaríngea é maior em pacientes infectados pelo HIV do que em pacientes não infectados. A questão foi estruturada pela estratégia PECO: População (P) - pacientes infectados e não infectados pelo HIV; Exposição (E) - Infecção pelo HIV; Controle (C) - pacientes sistemicamente saudáveis; Desfecho (O) - prevalência de C. albicans resistentes à antifúngicos. O protocolo foi registrado no PROSPERO (CRD42022350141). A busca foi realizada em cinco bases de dados (PubMed, EMBASE, Scopus, LiVivo, Lilacs, Web of Science) e Google Scholar, incluindo estudos publicados até maio de 2024. Dois revisores independentes realizaram a triagem, extração de dados e avaliaram a qualidade metodológica com a ferramenta Joanna Briggs Institute. Uma metanálise para cada antifúngico foi conduzida utilizando modelos de efeitos fixos e o método de Peto para estimar log odds ratio. De 5425 registros, 13 estudos, envolvendo dados de nove países, foram incluídos na metanálise. Todos os estudos eram observacionais transversais. A análise demonstrou maior prevalência de resistência ao fluconazol em pacientes infectados pelo HIV. Para uma concentração inibitória mínima (MIC) de 8 µg/mL, a razão de chances (OR) foi 3,53 (log OR: 1,2623; IC 95%: 1,29-2,40; p = 0,029). Com MIC >64 µg/mL, a OR foi 2,33. Resistências aos demais antifúngicos - itraconazol, voriconazol, cetoconazol, nistatina, anfotericina B e flucitosina - foram similares entre os grupos de pacientes infectados e não infectados pelo HIV. A baixa heterogeneidade entre os estudos indicou consistência nos resultados, apesar da variabilidade metodológica na determinação da resistência antifúngica. Concluímos que a resistência ao fluconazol em C. albicans é significativamente maior em pacientes infectados pelo HIV, possivelmente associada ao uso prolongado e indiscriminado deste antifúngico. Em contrapartida, nossos achados indicaram resistência baixa ou ausente a outros azóis, flucitosina e polienos, sugerindo que esses antifúngicos continuam sendo opções de tratamento eficazes para ambas as populações estudadas.Patients infected with HIV frequently require antifungal medications for the treatment or prophylaxis of infections, which may contribute to the emergence of resistant Candida albicans strains. This systematic review aimed to investigate whether the prevalence of antifungal resistance in C. albicans isolates from the oral and oropharyngeal cavities is higher in patients infected with HIV compared to HIV-uninfected individuals. The research question was structured using the Population, Exposure, Comparator, and Outcome (PECO) framework: (P) - Patients infected with HIV and HIV-uninfected individuals; (E) - HIV infection; (C) - HIV-uninfected individuals (systemically healthy); (O) - Prevalence of antifungal-resistant C. albicans; The protocol was registered in PROSPERO (CRD42022350141). The search was conducted in six databases (PubMed, EMBASE, Scopus, LiVivo, Lilacs, and Web of Science) and Google Scholar, including studies published up to May 2024. Two independent reviewers performed screening, data extraction, and methodological quality assessment using the Joanna Briggs Institute tool. A meta-analysis for each antifungal was conducted using fixed-effect models and the Peto method to estimate log odds ratios. Out of 5,425 records, 13 studies from nine countries were included in the meta-analysis. All studies were cross-sectional observational studies. The analysis demonstrated a higher prevalence of fluconazole resistance in patients infected with HIV. For a minimum inhibitory concentration (MIC) of 8 µg/mL, the odds ratio (OR) was 3.53 (log OR: 1.2623; 95% CI: 1.29-2.40; p = 0.029). For MIC >64 µg/mL, the OR was 2.33. Resistance to other antifungals - itraconazole, voriconazole, ketoconazole, nystatin, amphotericin B, and flucytosine - was similar between patients infected with HIV and HIV-uninfected individuals. Low heterogeneity across studies indicated consistency in the results, despite methodological variability in determining antifungal resistance. We conclude that fluconazole resistance in C. albicans is significantly higher in patients infected with HIV, likely due to prolonged and indiscriminate use of this antifungal. In contrast, our findings indicate low or absent resistance to other azoles, flucytosine, and polyenes, suggesting that these antifungals remain effective treatment options for both populations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLourenço, Alan GrupioniCostacurta, Maria Rita Rodon2025-04-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58138/tde-27082025-084644/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-04T19:52:02Zoai:teses.usp.br:tde-27082025-084644Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-04T19:52:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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