Reflorestamento no Brasil e o Protocolo de Quioto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Gustavo D'Almeida Scarpinella
Orientador(a): Jose Manuel de Vasconcelos Martins
Banca de defesa: Celio Bermann, Arlindo Kamimura
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Interunidades em Energia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: https://doi.org/10.11606/D.86.2002.tde-12042010-112054
Resumo: A questão das mudanças climáticas vem ganhando destaque e sendo mais discutida à medida que se caminha para a ratificação do Protocolo de Quioto. No presente trabalho é analisada a viabilidade de um projeto de reflorestamento candidato ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, mecanismo de flexibilização proposto pelo Protocolo que permite a participação brasileira. São discutidos aspectos favoráveis e desfavoráveis à implementação de um projeto florestal, nas condições atuais. Para tal discussão propõe-se uma atividade de reflorestamento com espécies do gênero Eucalyptus, administrada por uma cooperativa florestal dentro da regional agrícola de Botucatu (SP). Os objetivos principais desta atividade são a obtenção de madeira para fins de serraria e a comercialização de créditos de carbono referentes ao volume de madeira serrada. Foram feitos cálculos de viabilidade econômica pela Taxa Interna de Retorno (TIR) e pelo Valor Presente Líquido (VPL) do projeto, com e sem o emprego do MDL. Verificou-se a viabilidade econômica nos dois casos, embora a diferença na receita não tenha sido considerável. Em projetos em que não há a participação do MDL, a TIR média foi de 7% para todas as áreas. Com a participação do MDL, houve uma variação da TIR de 6,2% a 7,3%, conforme as extensões das áreas adotadas e os preços pagos pela tonelada do carbono. Para pequenas áreas, o emprego do MDL pode inviabilizar o projeto. As atividades florestais para fins de serraria mostraram um rendimento muito baixo para o MDL, pelo fato de apenas um décimo da produção total ser aceito para comercialização dos créditos de carbono.
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