Resultados do tratamento endoscópico da obstrução biliar maligna recorrente em pacientes com prótese metálica autoexpansível
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-06022025-152101/ |
Resumo: | Introdução: a drenagem biliar endoscópica com colocação de prótese metálica autoexpansível (PMAE) é a estratégia paliativa de preferência em pacientes com obstrução biliar maligna por neoplasia irressecável. Avanços recentes do tratamento oncológico dessas doenças malignas contribuíram para prolongar a sobrevida dos pacientes e, consequentemente, aumentar a chance de obstrução biliar recorrente (OBR). As causas de OBR incluem o crescimento de tumor através da malha das próteses ou das extremidades distais e proximais, hemobilia, impacção de alimentos, cálculos primários e migração. Objetivo: comparar os desfechos das diferentes abordagens endoscópicas em paciente com PMAE e OBR, quanto ao sucesso clínico e tempo para recidiva da obstrução biliar. Método: estudo retrospectivo incluindo todos os pacientes com PMAE biliar em razão de estenoses malignas, que foram submetidos à colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) entre janeiro de 2011 e dezembro de 2018, para avaliar as diferentes abordagens da OBR (passagem de nova PMAE, varredura biliar ou passagem de uma prótese plástica [PP] através da PMAE prévia). Para todos os testes estatísticos foram utilizados um nível de significância de 5%. As análises estatísticas foram realizadas com o uso do software estatístico SPSS 20.0 e STATA 12. Resultados: esta coorte incluiu 70 pacientes (média de idade de 61,3 [± 13,3] anos e 37 [52,9%] homens) que desenvolveram recidiva da obstrução biliar e necessidade de reintervenção endoscópica, alguns pacientes, mais de uma vez, levando a um total de 105 sessões de tratamento endoscópico. Não se verificaram associações entre sucesso clínico e as diferentes abordagens endoscópicas (PMAE, varredura biliar e PP). O tempo médio de patência foi de 252,8 dias (IC95%: 186,8-318,9), cerca de 8,4 meses e o tempo mediano de patência foi de 122,0 dias (IC95%: 87,6-156,4). No entanto, o tempo médio de patência (em dias) da PMAE foi superior ao da PP (PMAE 417,2 [250,0 a 584,4] versus PP 175,2 [124,0 a 226,5]; p = 0,002). Observou-se que não encontrar fator obstrutivo e por conseguinte não realizar nenhum procedimento foi preditor de insucesso clínico (RC = 0,17; p = 0,024). Conclusão: na avaliação do sucesso clínico, não houve diferença entre as três principais abordagens (PMAE, varredura, PP). A PMAE conferiu um tempo maior de patência em relação à PP. O achado de PMAE patente em paciente ictérico é preditor de insucesso clínico da abordagem endoscópica e sobrevida mais curt |
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Resultados do tratamento endoscópico da obstrução biliar maligna recorrente em pacientes com prótese metálica autoexpansívelResults of endoscopic treatment of recurrent malignant biliary obstruction in patients with self-expanding metallic stentBiliary tract neoplasmsCholangiopancreatography endoscopic retrogradeCholestasisColangiopancreatografia retrógrada endoscópicaColestaseIcterícia obstrutivaJaundice obstructiveNeoplasias do sistema biliarSelf-expandable metallic stentsStents metálicos autoexpansíveisIntrodução: a drenagem biliar endoscópica com colocação de prótese metálica autoexpansível (PMAE) é a estratégia paliativa de preferência em pacientes com obstrução biliar maligna por neoplasia irressecável. Avanços recentes do tratamento oncológico dessas doenças malignas contribuíram para prolongar a sobrevida dos pacientes e, consequentemente, aumentar a chance de obstrução biliar recorrente (OBR). As causas de OBR incluem o crescimento de tumor através da malha das próteses ou das extremidades distais e proximais, hemobilia, impacção de alimentos, cálculos primários e migração. Objetivo: comparar os desfechos das diferentes abordagens endoscópicas em paciente com PMAE e OBR, quanto ao sucesso clínico e tempo para recidiva da obstrução biliar. Método: estudo retrospectivo incluindo todos os pacientes com PMAE biliar em razão de estenoses malignas, que foram submetidos à colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) entre janeiro de 2011 e dezembro de 2018, para avaliar as diferentes abordagens da OBR (passagem de nova PMAE, varredura biliar ou passagem de uma prótese plástica [PP] através da PMAE prévia). Para todos os testes estatísticos foram utilizados um nível de significância de 5%. As análises estatísticas foram realizadas com o uso do software estatístico SPSS 20.0 e STATA 12. Resultados: esta coorte incluiu 70 pacientes (média de idade de 61,3 [± 13,3] anos e 37 [52,9%] homens) que desenvolveram recidiva da obstrução biliar e necessidade de reintervenção endoscópica, alguns pacientes, mais de uma vez, levando a um total de 105 sessões de tratamento endoscópico. Não se verificaram associações entre sucesso clínico e as diferentes abordagens endoscópicas (PMAE, varredura biliar e PP). O tempo médio de patência foi de 252,8 dias (IC95%: 186,8-318,9), cerca de 8,4 meses e o tempo mediano de patência foi de 122,0 dias (IC95%: 87,6-156,4). No entanto, o tempo médio de patência (em dias) da PMAE foi superior ao da PP (PMAE 417,2 [250,0 a 584,4] versus PP 175,2 [124,0 a 226,5]; p = 0,002). Observou-se que não encontrar fator obstrutivo e por conseguinte não realizar nenhum procedimento foi preditor de insucesso clínico (RC = 0,17; p = 0,024). Conclusão: na avaliação do sucesso clínico, não houve diferença entre as três principais abordagens (PMAE, varredura, PP). A PMAE conferiu um tempo maior de patência em relação à PP. O achado de PMAE patente em paciente ictérico é preditor de insucesso clínico da abordagem endoscópica e sobrevida mais curtIntroduction: endoscopic biliary drainage with self-expandable metallic stent (SEMS) placement is the standard treatment for unresectable malignant biliary obstruction. Recent advances in chemoradiation for unresectable pancreatobiliary malignancies have contributed to an increase in survival rates. Consequently, recurrent biliary obstruction (RBO) is becoming a more frequent occurrence in patients who have been palliated with biliary metal stents. Causes of RBO include tumor growth through the mesh of the stent or over one of its extremities, as well as hemobilia, food impaction, primary gallstones and stent migration. Objective: to compare the outcomes of different endoscopic approaches in patient with metallic biliary stent and OBR, regarding clinical success and time to recurrence of biliary obstruction. Method: retrospective study including all patients with a SEMS placed because of malignant biliary strictures who underwent endoscopic retrograde cholangiopancreatography (ERCP) between January 2011 and December 2018. We evaluated the results of different endoscopic interventions to RBO, including insertion of a new SEMS, stent cleaning, and insertion of a plastic stent (PS). A 5% significance level was considered for all statistical tests. The statistical analyses were conducted using the SPSS 20.0 and STATA 12 software. Results: This cohort included 70 patients who evolved with RBO and required endoscopic reintervention, some patients more than once, leading to 105 endoscopic treatment sessions. There were no associations between clinical success and the different endoscopic approaches (SEMS, mechanical stent cleaning and plastic stent [PS]). Mean patency time was 252.8 days (95%CI: 186.8-318.9), about 8.4 months, and median patency time was 122.0 days (95%CI: 87.6-156.4). However, the average patency time (in days) of SEMS was higher than PS (SEMS 417.2 [250.0 to 584.4] versus PS 175.2 [124.0 at 226.5]; p = 0.002). Not finding an obstructive factor and therefore not performing any procedure is predictor of clinical failure (OR = 0.17; p = 0.024). Conclusion: in terms of clinical success, there was no difference between the three main approaches (SEMS, mechanical stent cleaning and PS). Metallic stent provided a longer patency time compared to plastic stent. Finding of patent SMES in jaundiced patient is predictor of clinical failure of endoscopic approach and shorter survivalBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMaluf Filho, FauzeMachado, Lara Meireles de Azeredo Coutinho2024-09-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-06022025-152101/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-18T17:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-06022025-152101Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-18T17:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: a drenagem biliar endoscópica com colocação de prótese metálica autoexpansível (PMAE) é a estratégia paliativa de preferência em pacientes com obstrução biliar maligna por neoplasia irressecável. Avanços recentes do tratamento oncológico dessas doenças malignas contribuíram para prolongar a sobrevida dos pacientes e, consequentemente, aumentar a chance de obstrução biliar recorrente (OBR). As causas de OBR incluem o crescimento de tumor através da malha das próteses ou das extremidades distais e proximais, hemobilia, impacção de alimentos, cálculos primários e migração. Objetivo: comparar os desfechos das diferentes abordagens endoscópicas em paciente com PMAE e OBR, quanto ao sucesso clínico e tempo para recidiva da obstrução biliar. Método: estudo retrospectivo incluindo todos os pacientes com PMAE biliar em razão de estenoses malignas, que foram submetidos à colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) entre janeiro de 2011 e dezembro de 2018, para avaliar as diferentes abordagens da OBR (passagem de nova PMAE, varredura biliar ou passagem de uma prótese plástica [PP] através da PMAE prévia). Para todos os testes estatísticos foram utilizados um nível de significância de 5%. As análises estatísticas foram realizadas com o uso do software estatístico SPSS 20.0 e STATA 12. Resultados: esta coorte incluiu 70 pacientes (média de idade de 61,3 [± 13,3] anos e 37 [52,9%] homens) que desenvolveram recidiva da obstrução biliar e necessidade de reintervenção endoscópica, alguns pacientes, mais de uma vez, levando a um total de 105 sessões de tratamento endoscópico. Não se verificaram associações entre sucesso clínico e as diferentes abordagens endoscópicas (PMAE, varredura biliar e PP). O tempo médio de patência foi de 252,8 dias (IC95%: 186,8-318,9), cerca de 8,4 meses e o tempo mediano de patência foi de 122,0 dias (IC95%: 87,6-156,4). No entanto, o tempo médio de patência (em dias) da PMAE foi superior ao da PP (PMAE 417,2 [250,0 a 584,4] versus PP 175,2 [124,0 a 226,5]; p = 0,002). Observou-se que não encontrar fator obstrutivo e por conseguinte não realizar nenhum procedimento foi preditor de insucesso clínico (RC = 0,17; p = 0,024). Conclusão: na avaliação do sucesso clínico, não houve diferença entre as três principais abordagens (PMAE, varredura, PP). A PMAE conferiu um tempo maior de patência em relação à PP. O achado de PMAE patente em paciente ictérico é preditor de insucesso clínico da abordagem endoscópica e sobrevida mais curt |
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