A relação entre a experiência de abuso sexual na infância e queixas de dor pélvica crônica e disfunção sexual masculina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Pap, Amanda Diogo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-03072019-112349/
Resumo: INTRODUÇÃO: Estudos realizados com mulheres apontam para a importância de se fazer uma avaliação de ocorrência de abuso sexual infantil em pacientes com disfunções sexuais e dor pélvica crônica, pois o histórico de abuso aumenta o risco de apresentarem problemas sexuais na vida adulta. O Abuso sexual infantil é um fenômeno universal que atinge todas as idades, classes sociais e culturas. No Brasil é a segundo maior tipo de violência entre crianças de 0 a 9 anos. Diferentemente de mulheres, há poucos estudos relacionam a experiência de abuso sexual infantil e o desenvolvimento de queixas urológicas que afetem a função sexual masculina. OBJETIVO: Avaliar a relação entre a experiência de abuso sexual na infância e as queixas de dor pélvica crônica (DPC), disfunção erétil (DE) e/ou ejaculação precoce (EP). MÉTODO: Trata-se de um estudo cross-section. A amostra foi composta por oitenta homens, entre 30 e 59 anos, pacientes da Divisão de Clínica Urológica do Hospital das Clínicas, que apresentavam EP, DE e/ou DPC. Os dados foram coletados por um ano. O antecedente de abuso sexual na infância foi avaliado por meio do questionário de Childhood Sexual Experiences Questionnai, traduzido e testado para uso na pesquisa. Também foi avaliado o tipo de abuso, pessoas envolvidas, idade de inicio e tempo de duração do abuso, opção sexual, estado civil e fatores de risco (cardiopatia, hipertensão, diabetes e doenças psiquiáticas) para EP, DE e DPC. Na análise estatística o teste de Qui Quadrado foi utilizado para avaliar as variáveis categóricas e o GLM univariado para avaliar as variáveis contínuas, representadas por média ± desvio padrão. Os dados contínuos foram representados em frequência absoluta e percentual (%). RESULTADOS: A amostra se caracterizou por homens predominantemente heterossexuais e em união estável. A média de idade foi de 50,2 anos. O grupo com DE apresentou maior índice de diabetes comparado com os demais. Não houve diferença significativa entre os grupos em relação à hipertensão, cardiopatia e transtornos psiquiátricos. Não houve diferença entre os grupos quanta a prevalência de abuso. 10% do total da amostra relatam ter sofrido abuso com ou tentativa de penetração A média de idade do inicio do abuso foi de 9,6 anos. A maioria dos abusos durou mais de um ano sendo que em todos os episódios a pessoa envolvida era conhecida da criança. CONCLUSÃO: A alta prevalência de abuso sexual infantil na amostra revela um problema na notificação dos casos ocorridos com o gênero masculino, pelo estigma do abuso com meninos, conceito restrito de abuso (focados em casos graves), despreparo dos profissionais de saúde e educação em identificar os casos. A literatura indica maiores taxas de abuso com a população feminina, mesmo comparado com estes dados a prevalência de violência sexual infantil é maior nesta pesquisa, reforçando a hipótese de que o antecedente de violência sexual é um fator de risco para o desenvolvimento de problemas de saúde que afetam a sexualidade masculina
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Diferentemente de mulheres, há poucos estudos relacionam a experiência de abuso sexual infantil e o desenvolvimento de queixas urológicas que afetem a função sexual masculina. OBJETIVO: Avaliar a relação entre a experiência de abuso sexual na infância e as queixas de dor pélvica crônica (DPC), disfunção erétil (DE) e/ou ejaculação precoce (EP). MÉTODO: Trata-se de um estudo cross-section. A amostra foi composta por oitenta homens, entre 30 e 59 anos, pacientes da Divisão de Clínica Urológica do Hospital das Clínicas, que apresentavam EP, DE e/ou DPC. Os dados foram coletados por um ano. O antecedente de abuso sexual na infância foi avaliado por meio do questionário de Childhood Sexual Experiences Questionnai, traduzido e testado para uso na pesquisa. Também foi avaliado o tipo de abuso, pessoas envolvidas, idade de inicio e tempo de duração do abuso, opção sexual, estado civil e fatores de risco (cardiopatia, hipertensão, diabetes e doenças psiquiáticas) para EP, DE e DPC. Na análise estatística o teste de Qui Quadrado foi utilizado para avaliar as variáveis categóricas e o GLM univariado para avaliar as variáveis contínuas, representadas por média ± desvio padrão. Os dados contínuos foram representados em frequência absoluta e percentual (%). RESULTADOS: A amostra se caracterizou por homens predominantemente heterossexuais e em união estável. A média de idade foi de 50,2 anos. O grupo com DE apresentou maior índice de diabetes comparado com os demais. Não houve diferença significativa entre os grupos em relação à hipertensão, cardiopatia e transtornos psiquiátricos. Não houve diferença entre os grupos quanta a prevalência de abuso. 10% do total da amostra relatam ter sofrido abuso com ou tentativa de penetração A média de idade do inicio do abuso foi de 9,6 anos. A maioria dos abusos durou mais de um ano sendo que em todos os episódios a pessoa envolvida era conhecida da criança. CONCLUSÃO: A alta prevalência de abuso sexual infantil na amostra revela um problema na notificação dos casos ocorridos com o gênero masculino, pelo estigma do abuso com meninos, conceito restrito de abuso (focados em casos graves), despreparo dos profissionais de saúde e educação em identificar os casos. A literatura indica maiores taxas de abuso com a população feminina, mesmo comparado com estes dados a prevalência de violência sexual infantil é maior nesta pesquisa, reforçando a hipótese de que o antecedente de violência sexual é um fator de risco para o desenvolvimento de problemas de saúde que afetam a sexualidade masculinaINTRODUCTION: Child sexual abuse is a universal phenomenon that affects all ages, social classes and cultures. In Brazil it is the second largest type of violence among children from 0 to 9 years old. Many studies point to the importance of evaluating the ocurrence of child sexual abuse in patients with sexual disfunctions and chronic pelvic pain, since the history of abuse increases the risc of presenting sexual problems in the adult life. Unlinke women, there are few studies that relate the experience of child sexual abuse and the development of utological complaints the affect male sexual function. OBJECTIVE: To evaluate the relationship of sexual abuse experience in childhood and chronic pelvic pain (CPP), erectile dysfunction (ED) and premature ejaculation (PE). METHOD: This is a cross sectional study. The sample consisted of eighty men, between 30 and 59 years old, patients of the Urological Clinic Dividion of the Hospital das Clínicas in São Paulo, Brazil. The patients presented chronic pelvic pain, erectile dysfunction and or premature ejaculation. Data were collected during one year. The history of childhood sexual abuse was assessed using the Childhood Sexual Experience Questionnaire, translated and tested for use in research. The type of abuse, people involved, age of onset and duration of abuse, sexual choice, marital status and risk factors (heart disease, hypertension, diabetes and psychiatric diseases) were also evaluated. Chi Square test was used to evaluate the categorical variables and univariate GLM to evaluate the continuous variables, represented by mean ± standard deviation. The continuous data were represented in absolute frequency and percentage (%). RESULTS: The sample was characterized by predominantly married and heterossexual men wich mean age of 50.2 years. The ED group presented a higher diabetes index compared to the CPP and PE groups. There were no statistical difference between groups in prevalence of abuse. The mean age at onset of abuse was 9.6 years. Most of the abuses lasted more than a year and in all episodes the person involved was known to the child. COCLUSION: The high prevalence of child sexual abuse in the sample reveals a problem in the notification of cases with the male gender. The stigma of child abuse, restricted concept of abuse (focused on serious cases), unprepared health professional in identify the cases. The literature indicates higher rates of abuse with the famale population. Even compared to these data, the prevalence of child sexual violence is higher in this research, reinforcing the hypothesis that the antecedente of sexual violence is a risk fator for the development of health problems which affect male sexualityBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCohen, ClaudioPap, Amanda Diogo2019-04-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-03072019-112349/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-07-04T17:50:27Zoai:teses.usp.br:tde-03072019-112349Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-07-04T17:50:27Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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