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A deleção específica da dipeptidil peptidase 4 no túbulo proximal renal atenua o aumento de pressão arterial induzido por angiotensina II em camundongos machos e fêmeas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Martins, Flavia Leticia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5166/tde-13102025-121732/
Resumo: Os inibidores da enzima dipeptidil peptidase 4 (DPP4) são agentes antidiabéticos que exercem efeitos renoprotetores, para além do benefício glicêmico, em humanos e em modelos experimentais de doenças cardiovasculares e renais. Usando abordagens de bioquímica de proteínas demonstrou-se que a DPP4 se associa fisicamente à isoforma 3 do trocador de Na+/H+ (NHE3) em túbulo proximal renal e a relevância funcional. A inibição da DPP4 reduz a reabsorção de Na+ dependente de NHE3. Estudos subsequentes mostraram que inibidores da DPP4 reduzem a pressão arterial em modelos de hipertensão arterial e doença renal crônica (DRC) não associados ao diabetes. Entretanto, ainda não se sabe se esses efeitos estão total ou parcialmente relacionados ao papel da DPP4 no túbulo proximal. Nesse estudo, testamos a hipótese de que a deleção específica da Dpp4 no túbulo proximal renal influencia o manejo renal de sódio e os níveis de pressão arterial e que tais efeitos estão associados com a regulação do NHE3. Para isso, geramos camundongos com deleção específica de Dpp4 no túbulo proximal renal (Dpp4PT) e avaliamos os níveis de pressão arterial, a resposta natriurética a um desafio volêmico e os níveis de fosforilação de NHE3, tanto em condições basais quanto em resposta à infusão aguda de uma dose pressórica de angiotensina II (Ang II) (60 g/kg durante 1 h). Todos os experimentos foram realizados em machos e fêmeas para investigar o efeito do dimorfismo sexual, e os resultados foram comparados com camundongos com nocaute sistêmico de Dpp4, visando determinar a contribuição do túbulo proximal nas respostas observadas. Observamos que a deleção específica de Dpp4 no TP e sistêmica não alterou os valores de pressão arterial basal e que assim como já previamente reportado na literatura, camundongos fêmeas apresentam menores valores de pressão arterial quando comparado aos machos. Camundongos com deleção específica de Dpp4 no TP e sistêmica apresentam maior resposta diurética e natriurética frente ao desafio de sobrecarga salina. Conforme previamente reportado, a fosforilação de NHE3 na serina 552 (pS552-NHE3), indicativo de inibição do NHE3, em condição basal, foi maior em fêmeas Ctrl e wild-type do que em machos (158 ± 12 vs. 100 ± 5 % Ctrl macho, P < 0,01; e 271 ± 17 vs. 100 ± 3 % wild-type macho, P < 0,0001). Notavelmente, os níveis de pS552-NHE3 foram maiores em ambos os sexos de camundongos com deleção específica de Dpp4 no TP (machos: 247 ± 6 vs. 100 ± 5 % Ctrl macho, P < 0,0001; e fêmeas: 196 ± 6 vs. 100 ± 3 % Ctrl fêmea, P < 0,0001) e sistêmica (machos: 498 ± 25 vs. 100 ± 3 % wild-type macho, P < 0,0001; e fêmeas: 344 ± 18 vs. 100 ± 3 % wild-type fêmea, P < 0,0001). A estimulação aguda por Ang II aumentou a atividade da DPP4 renal em camundongos Ctrl e wild-type, tanto machos (167 ± 7 vs. 100 ± 6 % Ctrl, P <0,0001; e 153 ± 3 vs. 100 ± 2 % wild-type, P < 0,0001) quanto fêmeas (160 ± 6 vs. 100 ± 4 % Ctrl, P < 0,0001; e 131 ± 5 vs. 100 ± 2 % wildtype, P < 0,001). A atividade da DPP4 remanescente presente nos camundongos machos e fêmeas com deleção específica de Dpp4 no TP não foi estimulada pela administração de Ang II. Após o estímulo de Ang II, foi observado que camundongos machos e fêmeas com deleção de Dpp4 específica no TP (macho Dpp4PT: 17 ± 1 vs. 29 ± 1 mmHg, P < 0,0001 e fêmea Dpp4PT: 20 ± 1 vs. 28 ± 2 mmHg, P < 0,01) e sistêmica (macho Dpp4-/-: 24 ± 1 vs. 34 ± 2 mmHg, P < 0,0001 e fêmea Dpp4-/-: 25 ± 2 vs. 32 ± 3 mmHg, P < 0,05) apresentaram atenuação no aumento da pressão arterial induzido por Ang II. Após o estímulo pela Ang II, os níveis de pS552-NHE3 foram maiores em ambos os sexos de camundongos com deleção específica de Dpp4 no TP (machos: 331 ± 11 vs. 242 ± 14 % Ctrl macho, P < 0,0001; e fêmeas: 291 ± 11 vs. 193 ± 18 % Ctrl fêmea, P < 0,0001) e sistêmica (machos: 716 ± 32 vs. 469 ± 23 % wild-type macho, P<0,0001, e fêmea: 471 ± 23 vs. 316 ± 22 % wild-type fêmea, P < 0,0001). Em suma, neste estudo fornecemos evidências de a que a DPP4 desempenha papel importante sobre a regulação dos níveis de fosforilação da serina 552 do NHE3, manejo renal de sódio e mecanismo de natriurese pressórica. A similaridade nos fenótipos de camundongos Dpp4PT e Dpp4-/- sugere que todos esses efeitos são predominantemente dependentes da DPP4 presente no túbulo proximal renal.
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spelling A deleção específica da dipeptidil peptidase 4 no túbulo proximal renal atenua o aumento de pressão arterial induzido por angiotensina II em camundongos machos e fêmeasDeletion of renal proximal tubule dipeptidyl peptidase 4 attenuates Angiotensin II-induced blood pressure rise in male and female miceAngiotensin IIAngiotensina IIDipeptidil Peptidase 4Dipeptidyl Peptidase 4Kidney Tubules ProximalNatriureseNatriuresisSodium-Hydrogen Exchanger 3Trocador 3 de Sódio-HidrogênioTúbulos Renais ProximaisOs inibidores da enzima dipeptidil peptidase 4 (DPP4) são agentes antidiabéticos que exercem efeitos renoprotetores, para além do benefício glicêmico, em humanos e em modelos experimentais de doenças cardiovasculares e renais. Usando abordagens de bioquímica de proteínas demonstrou-se que a DPP4 se associa fisicamente à isoforma 3 do trocador de Na+/H+ (NHE3) em túbulo proximal renal e a relevância funcional. A inibição da DPP4 reduz a reabsorção de Na+ dependente de NHE3. Estudos subsequentes mostraram que inibidores da DPP4 reduzem a pressão arterial em modelos de hipertensão arterial e doença renal crônica (DRC) não associados ao diabetes. Entretanto, ainda não se sabe se esses efeitos estão total ou parcialmente relacionados ao papel da DPP4 no túbulo proximal. Nesse estudo, testamos a hipótese de que a deleção específica da Dpp4 no túbulo proximal renal influencia o manejo renal de sódio e os níveis de pressão arterial e que tais efeitos estão associados com a regulação do NHE3. Para isso, geramos camundongos com deleção específica de Dpp4 no túbulo proximal renal (Dpp4PT) e avaliamos os níveis de pressão arterial, a resposta natriurética a um desafio volêmico e os níveis de fosforilação de NHE3, tanto em condições basais quanto em resposta à infusão aguda de uma dose pressórica de angiotensina II (Ang II) (60 g/kg durante 1 h). Todos os experimentos foram realizados em machos e fêmeas para investigar o efeito do dimorfismo sexual, e os resultados foram comparados com camundongos com nocaute sistêmico de Dpp4, visando determinar a contribuição do túbulo proximal nas respostas observadas. Observamos que a deleção específica de Dpp4 no TP e sistêmica não alterou os valores de pressão arterial basal e que assim como já previamente reportado na literatura, camundongos fêmeas apresentam menores valores de pressão arterial quando comparado aos machos. Camundongos com deleção específica de Dpp4 no TP e sistêmica apresentam maior resposta diurética e natriurética frente ao desafio de sobrecarga salina. Conforme previamente reportado, a fosforilação de NHE3 na serina 552 (pS552-NHE3), indicativo de inibição do NHE3, em condição basal, foi maior em fêmeas Ctrl e wild-type do que em machos (158 ± 12 vs. 100 ± 5 % Ctrl macho, P < 0,01; e 271 ± 17 vs. 100 ± 3 % wild-type macho, P < 0,0001). Notavelmente, os níveis de pS552-NHE3 foram maiores em ambos os sexos de camundongos com deleção específica de Dpp4 no TP (machos: 247 ± 6 vs. 100 ± 5 % Ctrl macho, P < 0,0001; e fêmeas: 196 ± 6 vs. 100 ± 3 % Ctrl fêmea, P < 0,0001) e sistêmica (machos: 498 ± 25 vs. 100 ± 3 % wild-type macho, P < 0,0001; e fêmeas: 344 ± 18 vs. 100 ± 3 % wild-type fêmea, P < 0,0001). A estimulação aguda por Ang II aumentou a atividade da DPP4 renal em camundongos Ctrl e wild-type, tanto machos (167 ± 7 vs. 100 ± 6 % Ctrl, P <0,0001; e 153 ± 3 vs. 100 ± 2 % wild-type, P < 0,0001) quanto fêmeas (160 ± 6 vs. 100 ± 4 % Ctrl, P < 0,0001; e 131 ± 5 vs. 100 ± 2 % wildtype, P < 0,001). A atividade da DPP4 remanescente presente nos camundongos machos e fêmeas com deleção específica de Dpp4 no TP não foi estimulada pela administração de Ang II. Após o estímulo de Ang II, foi observado que camundongos machos e fêmeas com deleção de Dpp4 específica no TP (macho Dpp4PT: 17 ± 1 vs. 29 ± 1 mmHg, P < 0,0001 e fêmea Dpp4PT: 20 ± 1 vs. 28 ± 2 mmHg, P < 0,01) e sistêmica (macho Dpp4-/-: 24 ± 1 vs. 34 ± 2 mmHg, P < 0,0001 e fêmea Dpp4-/-: 25 ± 2 vs. 32 ± 3 mmHg, P < 0,05) apresentaram atenuação no aumento da pressão arterial induzido por Ang II. Após o estímulo pela Ang II, os níveis de pS552-NHE3 foram maiores em ambos os sexos de camundongos com deleção específica de Dpp4 no TP (machos: 331 ± 11 vs. 242 ± 14 % Ctrl macho, P < 0,0001; e fêmeas: 291 ± 11 vs. 193 ± 18 % Ctrl fêmea, P < 0,0001) e sistêmica (machos: 716 ± 32 vs. 469 ± 23 % wild-type macho, P<0,0001, e fêmea: 471 ± 23 vs. 316 ± 22 % wild-type fêmea, P < 0,0001). Em suma, neste estudo fornecemos evidências de a que a DPP4 desempenha papel importante sobre a regulação dos níveis de fosforilação da serina 552 do NHE3, manejo renal de sódio e mecanismo de natriurese pressórica. A similaridade nos fenótipos de camundongos Dpp4PT e Dpp4-/- sugere que todos esses efeitos são predominantemente dependentes da DPP4 presente no túbulo proximal renal.Dipeptidyl peptidase 4 (DPP4) inhibitors are antidiabetic agents that exert renoprotective effects, in addition to the glycemic benefit, in humans and in experimental models of cardiovascular and renal diseases. Using protein biochemistry approaches, we demonstrate that DPP4 physically associates with the Na+/H+ exchanger isoform 3 (NHE3) in the renal proximal tubule and its functional relevance. DPP4 inhibition reduces NHE3-dependent Na+ reabsorption. Subsequent studies have shown that DPP4 inhibitors decrease blood pressure in models of arterial hypertension and chronic kidney disease (CKD) not associated with diabetes. However, it remains unknown whether these effects are wholly or partially related to the role of DPP4 in the proximal tubule. In this study, we tested the hypothesis that specific deletion of Dpp4 influence renal sodium handling and blood pressure levels and that such effects are associated with the regulation of NHE3. To this end, we generated mice with specific deletion of Dpp4 in the renal proximal tubule (Dpp4PT) and evaluated blood pressure levels, natriuretic response to a saline challenge and NHE3 phosphorylation levels, both under basal conditions and in response to acute administration of a pressor dose of angiotensin II (Ang II) (60 g/kg for 1 h). All experiments were performed in males and females to investigate the effect of sexual dimorphism, and the results were compared with mice with systemic knockout of Dpp4, which will determine the contribution of the proximal tubule in the observed responses. We observed that specific in the PT and systemic deletion of Dpp4 did not alter basal blood pressure values and that, as previously reported in the literature, female mice had lower blood pressure values when compared to males. Mice with specific in the PT and systemic deletion of Dpp4 had a higher diuretic and natriuretic response to the salt overload challenge. As previously reported, phosphorylation of NHE3 at serine 552 (pS552- NHE3), indicative of NHE3 inhibition, under basal conditions, was higher in Ctrl and wild-type females than in males (158 ± 12 vs. 100 ± 5 % Ctrl male, P < 0.01; and 271 ± 17 vs. 100 ± 3 % wild-type male, P < 0.0001). Notably, pS552-NHE3 levels were higher in both sexes of mice with specific deletion of Dpp4 in the WT (males: 247 ± 6 vs. 100 ± 5 % Ctrl male, P < 0.0001; and females: 196 ± 6 vs. 100 ± 3 % Ctrl female, P < 0.0001) and systemically (males: 498 ± 25 vs. 100 ± 3 % wild-type male, P < 0.0001; and females: 344 ± 18 vs. 100 ± 3 % wild-type female, P < 0.0001). Acute Ang II stimulation increased renal DPP4 activity in both Ctrl and wild-type mice male (167 ± 7 vs. 100 ± 6% Ctrl, P < 0.0001; and 153 ± 3 vs. 100 ± 2% wild-type, P < 0.0001) and female (160 ± 6 vs. 100 ± 4% Ctrl, P < 0.0001; and 131 ± 5 vs. 100 ± 2% wildtype, P < 0.001). The remaining DPP4 activity present in male and female mice with a specific Dpp4 deletion in the PT was not stimulated by Ang II administration. After Ang II stimulation, it was observed that male and female mice with specific Dpp4 deletion in PT (male Dpp4PT: 17 ± 1 vs. 29 ± 1 mmHg, P < 0.0001 and female Dpp4PT: 20 ± 1 vs. 28 ± 2 mmHg, P < 0.01) and systemic (male Dpp4-/-: 24 ± 1 vs. 34 ± 2 mmHg, P < 0.0001 and female Dpp4-/-: 25 ± 2 vs. 32 ± 3 mmHg, P < 0.05) showed attenuation in the Ang II-induced rise in blood pressure. After Ang II stimulation, pS552-NHE3 levels were higher in both sexes of mice with specific Dpp4 deletion in the PT (males: 331 ± 11 vs. 242 ± 14 % Ctrl male, P < 0.0001; and females: 291 ± 11 vs. 193 ± 18 % Ctrl female, P < 0.0001) and systemic (males: 716 ± 32 vs. 469 ± 23 % wild-type male, P < 0.0001; and females: 471 ± 23 vs. 316 ± 22 % wild-type female, P < 0.0001). In summary, in this study we provide evidence that DPP4 plays an important role in the regulation of NHE3 serine 552 phosphorylation levels, renal sodium handling and pressure natriuresis mechanism. The similarity in the phenotypes of Dpp4PT and Dpp4-/- mice suggests that all these effects are predominantly dependent on DPP4 present in the renal proximal tubule.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGirardi, Adriana Castello CostaMartins, Flavia Leticia2024-12-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5166/tde-13102025-121732/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-13T15:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-13102025-121732Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-13T15:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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