Deleção de elastase-2 previne aneurisma da aorta abdominal induzido por angiotensina II em camundongos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-24092025-104921/ |
Resumo: | O Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) é uma condição grave e frequentemente subdiagnosticada, com uma incidência crescente, especialmente em indivíduos acima de 65 anos, sendo mais prevalente em homens. Estima-se que a prevalência global de AAA em homens idosos seja superior a 4%, com taxas ainda maiores entre fumantes e pessoas com histórico familiar da doença. O AAA envolve o remodelamento da matriz extracelular da parede aórtica, comprometendo o suporte biomecânico e aumentando o risco de dissecção e ruptura aórtica, que pode ser fatal caso não tratado. Atualmente, não existem tratamentos farmacológicos eficazes para o AAA, sendo as opções limitadas à vigilância e à intervenção cirúrgica em estágios avançados da doença. Isso destaca a importância de novas abordagens terapêuticas. A ativação do Sistema Renina-Angiotensina (SRA) está envolvida no controle do sistema cardiovascular. Um modelo animal estabelecido na literatura para estudar AAA consiste na administração contínua de Angiotensina II (Ang II) por infusão durante 28 dias, período em que os camundongos desenvolvem AAA. A Elastase-2, inicialmente denominada CELA-2a e atualmente designada CELA2A (chymotrypsin-like elastase family member 2A), é uma serino protease codificada pelo gene CELA2A em humanos e CELA-2a em camundongos. A CELA-2a foi identificada e caracterizada como uma enzima geradora de AngII, desempenhando papel relevante no RAS. Esta pesquisa investigou os efeitos da deleção de CELA-2a no desenvolvimento de AAA induzido por infusão de Ang II. Para isso, camundongos machos das linhagens C57Bl/6J (Wild Type, WT) e knockout para ELA-2 (ELA-2KO), com idades entre 10 e 15 semanas, foram infundidos com AngII (1.500 ng/kg/min) durante 28 dias. Os camundongos WT que receberam Ang II desenvolveram AAA e apresentaram aumento do diâmetro aórtico, remodelamento estrutural da aorta, fibrose e inflamação. Por outro lado, os camundongos ELA-2KO que receberam Ang II tiveram essas alterações significativamente atenuadas. A análise da aorta abdominal revelou modificações na parede aórtica, atividade gelatinolítica, infiltração de macrófagos e estresse oxidativo nos camundongos WT tratados com Ang II. Por outro lado, a deleção de CELA-2a impediu o desenvolvimento desses efeitos observados nos WT+Ang II. Em conclusão, a deleção de CELA-2a preveniu o desenvolvimento do AAA e o remodelamento vascular induzido por Ang II. A modulação da atividade de CELA-2a pode representar uma nova estratégia terapêutica para retardar a progressão do AAA. |
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Deleção de elastase-2 previne aneurisma da aorta abdominal induzido por angiotensina II em camundongosDeletion of elastase-2 prevents angiotensin II-induced abdominal aortic aneurysm in miceAbdominal aortic aneurysmAneurisma da aorta abdominalAngiotensina IIAngiotensina IIElastase-2 knoukout (Ela-2KO)Elastase-2KO (ELA-2KO)Remodelamento vascularVascular remodelingO Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) é uma condição grave e frequentemente subdiagnosticada, com uma incidência crescente, especialmente em indivíduos acima de 65 anos, sendo mais prevalente em homens. Estima-se que a prevalência global de AAA em homens idosos seja superior a 4%, com taxas ainda maiores entre fumantes e pessoas com histórico familiar da doença. O AAA envolve o remodelamento da matriz extracelular da parede aórtica, comprometendo o suporte biomecânico e aumentando o risco de dissecção e ruptura aórtica, que pode ser fatal caso não tratado. Atualmente, não existem tratamentos farmacológicos eficazes para o AAA, sendo as opções limitadas à vigilância e à intervenção cirúrgica em estágios avançados da doença. Isso destaca a importância de novas abordagens terapêuticas. A ativação do Sistema Renina-Angiotensina (SRA) está envolvida no controle do sistema cardiovascular. Um modelo animal estabelecido na literatura para estudar AAA consiste na administração contínua de Angiotensina II (Ang II) por infusão durante 28 dias, período em que os camundongos desenvolvem AAA. A Elastase-2, inicialmente denominada CELA-2a e atualmente designada CELA2A (chymotrypsin-like elastase family member 2A), é uma serino protease codificada pelo gene CELA2A em humanos e CELA-2a em camundongos. A CELA-2a foi identificada e caracterizada como uma enzima geradora de AngII, desempenhando papel relevante no RAS. Esta pesquisa investigou os efeitos da deleção de CELA-2a no desenvolvimento de AAA induzido por infusão de Ang II. Para isso, camundongos machos das linhagens C57Bl/6J (Wild Type, WT) e knockout para ELA-2 (ELA-2KO), com idades entre 10 e 15 semanas, foram infundidos com AngII (1.500 ng/kg/min) durante 28 dias. Os camundongos WT que receberam Ang II desenvolveram AAA e apresentaram aumento do diâmetro aórtico, remodelamento estrutural da aorta, fibrose e inflamação. Por outro lado, os camundongos ELA-2KO que receberam Ang II tiveram essas alterações significativamente atenuadas. A análise da aorta abdominal revelou modificações na parede aórtica, atividade gelatinolítica, infiltração de macrófagos e estresse oxidativo nos camundongos WT tratados com Ang II. Por outro lado, a deleção de CELA-2a impediu o desenvolvimento desses efeitos observados nos WT+Ang II. Em conclusão, a deleção de CELA-2a preveniu o desenvolvimento do AAA e o remodelamento vascular induzido por Ang II. A modulação da atividade de CELA-2a pode representar uma nova estratégia terapêutica para retardar a progressão do AAA.Abdominal Aortic Aneurysm (AAA) is a severe and often underdiagnosed condition with an increasing incidence, particularly in individuals over 65 years old, being more prevalent in men. It is estimated that the global prevalence of AAA in elderly men exceeds 4%, with even higher rates among smokers and individuals with a family history of the disease. AAA involves the remodeling of the extracellular matrix of the aortic wall, compromising biomechanical support and increasing the risk of aortic dissection and rupture, which can be fatal if left untreated. Currently, there are no effective pharmacological treatments for AAA, with available options limited to surveillance and surgical intervention in advanced stages of the disease. This highlights the need for new therapeutic approaches. The activation of the Renin-Angiotensin System (RAS) plays a crucial role in the regulation of the cardiovascular system. An established animal model used to study AAA involves the continuous infusion of Angiotensin II (AngII) for 28 days, during which mice develop AAA. Elastase-2 (CELA-2a ou ELA-2), a serine protease involved in AngII formation, has been described as participating in local processes within cardiovascular tissues. This study investigated the effects of CELA-2a deletion on the development of AngII-induced AAA. To this end, male C57Bl/6J mice, either Wild Type (WT) or knockout for CELA-2a (ELA-2KO), aged between 8 and 10 weeks, were infused with AngII (1,500 ng/kg/min) for 28 days. WT mice that received AngII developed AAA, showing an increase in aortic diameter, structural remodeling of the aorta, fibrosis, and inflammation. Conversely, ELA-2KO mice that received AngII exhibited a significant attenuation of these changes. Abdominal aorta analysis revealed modifications in the aortic wall, gelatinolytic activity, macrophage infiltration, and oxidative stress in WT mice treated with AngII. On the other hand, CELA-2a deletion prevented the development of these effects observed in WT+AngII mice. In conclusion, CELA-2a deletion prevented the development of AAA and the vascular remodeling induced by AngII. The modulation of CELA-2a activity may represent a novel therapeutic strategy to slow the progression of AAA.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRibeiro, Christiane BecariMestriner, Fabiola Leslie Antunes Cardoso2025-07-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-24092025-104921/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-08T14:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-24092025-104921Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-08T14:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) é uma condição grave e frequentemente subdiagnosticada, com uma incidência crescente, especialmente em indivíduos acima de 65 anos, sendo mais prevalente em homens. Estima-se que a prevalência global de AAA em homens idosos seja superior a 4%, com taxas ainda maiores entre fumantes e pessoas com histórico familiar da doença. O AAA envolve o remodelamento da matriz extracelular da parede aórtica, comprometendo o suporte biomecânico e aumentando o risco de dissecção e ruptura aórtica, que pode ser fatal caso não tratado. Atualmente, não existem tratamentos farmacológicos eficazes para o AAA, sendo as opções limitadas à vigilância e à intervenção cirúrgica em estágios avançados da doença. Isso destaca a importância de novas abordagens terapêuticas. A ativação do Sistema Renina-Angiotensina (SRA) está envolvida no controle do sistema cardiovascular. Um modelo animal estabelecido na literatura para estudar AAA consiste na administração contínua de Angiotensina II (Ang II) por infusão durante 28 dias, período em que os camundongos desenvolvem AAA. A Elastase-2, inicialmente denominada CELA-2a e atualmente designada CELA2A (chymotrypsin-like elastase family member 2A), é uma serino protease codificada pelo gene CELA2A em humanos e CELA-2a em camundongos. A CELA-2a foi identificada e caracterizada como uma enzima geradora de AngII, desempenhando papel relevante no RAS. Esta pesquisa investigou os efeitos da deleção de CELA-2a no desenvolvimento de AAA induzido por infusão de Ang II. Para isso, camundongos machos das linhagens C57Bl/6J (Wild Type, WT) e knockout para ELA-2 (ELA-2KO), com idades entre 10 e 15 semanas, foram infundidos com AngII (1.500 ng/kg/min) durante 28 dias. Os camundongos WT que receberam Ang II desenvolveram AAA e apresentaram aumento do diâmetro aórtico, remodelamento estrutural da aorta, fibrose e inflamação. Por outro lado, os camundongos ELA-2KO que receberam Ang II tiveram essas alterações significativamente atenuadas. A análise da aorta abdominal revelou modificações na parede aórtica, atividade gelatinolítica, infiltração de macrófagos e estresse oxidativo nos camundongos WT tratados com Ang II. Por outro lado, a deleção de CELA-2a impediu o desenvolvimento desses efeitos observados nos WT+Ang II. Em conclusão, a deleção de CELA-2a preveniu o desenvolvimento do AAA e o remodelamento vascular induzido por Ang II. A modulação da atividade de CELA-2a pode representar uma nova estratégia terapêutica para retardar a progressão do AAA. |
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