Resultados do estudo urodinâmico em pacientes diabéticos com sintomas do trato urinário inferior e aumento prostático

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Dib, Paulo Tadeu
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-19032007-132343/
Resumo: Introdução: Nos indivíduos diabéticos com sintomas do trato urinário inferior e aumento prostático, é imprescindível distinguir se os sintomas provêm de obstrução infravesical provocada pelo aumento da próstata, ou de alterações funcionais da bexiga, decorrentes de distúrbios neurogênicos, uma vez que estas doenças podem apresentar os mesmos sintomas. A importância do diagnóstico baseia-se no fato de que ambas possuem modalidades de tratamentos diferentes e específicos, considerando-se que nem todos os pacientes com estes sintomas apresentam melhora após o tratamento cirúrgico. Objetivos: O presente estudo tem por objetivos: determinar a prevalência da obstrução infravesical em pacientes diabéticos, com sintomas do trato urinário inferior e hiperplasia prostática benigna, e analisar o valor preditivo para obstrução infravesical dos métodos de avaliação menos invasivos, como: o escore internacional de sintomas prostáticos, fluxometria, resíduo pós-miccional e volume prostático nesses indivíduos. Casuística e Métodos: Cinqüenta pacientes foram selecionados e avaliados clinicamente, submetendo-se ao escore internacional de sintomas prostáticos, exames laboratoriais de imagens e estudo urodinâmico. Realizou-se avaliação urodinâmica para diagnóstico de obstrução infravesical, fundamentando-se nos critérios da Sociedade Internacional de Continência. Nos casos duvidosos, utilizou-se o nomograma de Schäfer para classificar os pacientes como obstruídos ou não. Resultados: O diagnóstico de obstrução infravesical foi realizado através do estudo pressão/fluxo, o qual classificou 24 pacientes (48%) como obstruídos e 26 (52%) como não obstruídos, onde os sintomas poderiam decorrer de cistopatia diabética. O escore internacional dos sintomas prostáticos não se correlacionou com obstrução infravesical documentada pela urodinâmica, demonstrando não ser bom parâmetro para o seu diagnóstico. O volume prostático foi maior nos pacientes obstruídos. O resíduo pós-miccional foi semelhante em ambos os grupos. A fluxometria nessa população teve baixo valor preditivo, pois o índice de hipocontratilidade vesical teve alta prevalência nesses indivíduos. Conclusão: A avaliação urodinâmica justifica-se como obrigatória em pacientes com sintomas do trato urinário inferior, aumento prostático e Diabetes mellitus, uma vez que medidas menos invasivas - como: o escore internacional de sintomas prostáticos, fluxometria, mensuração do resíduo urinário e do volume prostático -, não têm sensibilidade nem especificidade adequadas para o diagnóstico de obstrução infravesical. A indicação de cirurgia de forma aleatória, neste grupo, pode levar a um alto índice de insucesso. Somente o estudo urodinâmico apresenta sensibilidade e especificidade adequadas para o diagnóstico de obstrução infravesical nesta população. Seu custo, grau de invasibilidade e morbidade são pequenos quando comparados aos de uma cirurgia desnecessária, justificando sua indicação nestes casos.
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A importância do diagnóstico baseia-se no fato de que ambas possuem modalidades de tratamentos diferentes e específicos, considerando-se que nem todos os pacientes com estes sintomas apresentam melhora após o tratamento cirúrgico. Objetivos: O presente estudo tem por objetivos: determinar a prevalência da obstrução infravesical em pacientes diabéticos, com sintomas do trato urinário inferior e hiperplasia prostática benigna, e analisar o valor preditivo para obstrução infravesical dos métodos de avaliação menos invasivos, como: o escore internacional de sintomas prostáticos, fluxometria, resíduo pós-miccional e volume prostático nesses indivíduos. Casuística e Métodos: Cinqüenta pacientes foram selecionados e avaliados clinicamente, submetendo-se ao escore internacional de sintomas prostáticos, exames laboratoriais de imagens e estudo urodinâmico. Realizou-se avaliação urodinâmica para diagnóstico de obstrução infravesical, fundamentando-se nos critérios da Sociedade Internacional de Continência. Nos casos duvidosos, utilizou-se o nomograma de Schäfer para classificar os pacientes como obstruídos ou não. Resultados: O diagnóstico de obstrução infravesical foi realizado através do estudo pressão/fluxo, o qual classificou 24 pacientes (48%) como obstruídos e 26 (52%) como não obstruídos, onde os sintomas poderiam decorrer de cistopatia diabética. O escore internacional dos sintomas prostáticos não se correlacionou com obstrução infravesical documentada pela urodinâmica, demonstrando não ser bom parâmetro para o seu diagnóstico. O volume prostático foi maior nos pacientes obstruídos. O resíduo pós-miccional foi semelhante em ambos os grupos. A fluxometria nessa população teve baixo valor preditivo, pois o índice de hipocontratilidade vesical teve alta prevalência nesses indivíduos. Conclusão: A avaliação urodinâmica justifica-se como obrigatória em pacientes com sintomas do trato urinário inferior, aumento prostático e Diabetes mellitus, uma vez que medidas menos invasivas - como: o escore internacional de sintomas prostáticos, fluxometria, mensuração do resíduo urinário e do volume prostático -, não têm sensibilidade nem especificidade adequadas para o diagnóstico de obstrução infravesical. A indicação de cirurgia de forma aleatória, neste grupo, pode levar a um alto índice de insucesso. Somente o estudo urodinâmico apresenta sensibilidade e especificidade adequadas para o diagnóstico de obstrução infravesical nesta população. Seu custo, grau de invasibilidade e morbidade são pequenos quando comparados aos de uma cirurgia desnecessária, justificando sua indicação nestes casos.Introduction: In diabetics with lower urinary tract symptoms and prostatic hypertrophy it is extremely important to distinguish whether these symptoms come from bladder outlet obstruction due to the increasing of the prostate or from bladder dysfunctions due to the neurogenic disturbs, because these pathologies can present the same symptoms. The importance of the diagnosis is due to the fact that both have different and specific form of treatments, believing that not all patients with these symptoms present improvement after surgery. Aims: This study presents the scope to know the bladder outlet obstruction prevalence in the diabetic patients with lower urinary tract symptoms and benign prostatic enlargement and the analysis of the predictive value to bladder outlet obstruction in relationship to the less invasive methods such as: international score of prostatic symptoms, uroflowmetry, residual urine and prostatic volume in these patients. Methods: Fifty patients have been selected and clinically evaluated using the international score of prostatic symptoms, laboratory exams, images and urodynamic study. Urodynamic evaluation was done to the diagnosis of bladder outlet obstruction, following the criteria of the International Continence Society. In doubtful cases, the Shaffer nomogram was used to classify the patients with obstruction or not. Results: The bladder outlet obstruction diagnose was done by the pressure/flow study, which 24 (48%) of the obstructed patients and 26 (52%) no obstructed have been classified, and the symptoms were probably due to the diabetic cistopathy. The international score of prostatic symptoms were not correlated with bladder outlet obstruction showed by urodynamic. The prostatic volume was greater in the obstructed patients. The residual urine was almost the same in both groups. The flowmetry in these cases had the predictive value lower, because the detrusor underactivity had high prevalence in these patients. Conclusions: The urodynamic evaluation is mandatory in the patients with lower urinary tract symptoms, prostatic enlargement and diabetes mellitus once the less invasive measurements as: international score of prostatic symptoms, uroflowmetry, residual urine measurement and prostatic volume, have not the adequate sensitivity and specificity for the bladder outlet obstruction diagnose. The indication for surgery without criteria in this group of patients can lead to a high level of bad results. Only the urodynamic study can present adequate sensitivity and specificity for the bladder outlet obstruction diagnose in such cases. Its cost, invasion degree and morbidity are smaller if you compare it to the unnecessary surgery. So, it is worthwhile to do the urodynamic study in these cases.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRocha, Flavio Eduardo TrigoDib, Paulo Tadeu2004-04-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-19032007-132343/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:09:51Zoai:teses.usp.br:tde-19032007-132343Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:09:51Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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