Fluxo de gases de efeito estufa no solo com deposição de fezes e urina de bovinos de corte na região Sudoeste da Amazônia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Chiavegato, Marilia Barbosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-22112010-171343/
Resumo: As emissões de gases de efeito estufa (GEE) para atmosfera representam um dos principais desafios da população mundial atualmente. A pecuária contribui para as emissões antrópicas principalmente de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) à tmosfera. O Brasil possui o maior rebanho bovino comercial do mundo e assim, possui importante participação nas emissões destes gases. As emissões de CH4 são provenientes principalmente da fermentação entérica e da deposição de fezes nos solos sob pastagem,.as emissões de N2O são provenientes da urina. Os fatores de emissão utilizados para quantificar as emissões na pecuária foram desenvolvidos pelo Intergovernamental Panel of Climate Change baseados em pesquisas realizadas em regiões de clima temperado. Dessa maneira faz-se necessária a determinação de fatores específicos as condições tropicais brasileiras possibilitando exatidão na quantificação das emissões de GEE. O presente trabalho teve como objetivo quantificar as emissões de CH4 provenientes das fezes e de N2O provenientes da urina de bovinos de corte depositadas em solos sob pastagens, assim como verificar a interferência de diferentes manejos dos animais, fatores climáticos e fatores intrínsecos aos dejetos nestas emissões. A pesquisa foi desenvolvida em propriedade privada (Agropecuária Nova Vida, localizada em Ariquemes, RO), produtora de bovinos de corte em sistemas de manejo à pasto e emi-confinamento. As emissões de CH4 e N2O foram quantificadas nos dejetos provenientes dos animais à pasto e em semi-confinamento, em duas áreas experimentais: pasto sem e com cobertura protegendo as amostras da insolação direta e precipitação pluvial. Durante o período de coleta dos gases (10 dias) foram verificados variações na umidade, temperatura e teor de carbono nas fezes, umidade e teor de nitrogênio no solo com adição de urina em diferentes profundidades (0-3 cm, 3-6 cm, 6-10 cm, 10-15 cm, 15-20 cm). Adicionalmente, foram quantificadas as emissões de CH4 e N2O provenientes do solo sem deposição de dejetos, como tratamento testemunha. Com relação às variáveis climáticas, verificou-se interação significativa da umidade das fezes com a produção de CH4 no bolo fecal. A produção de N2O é extremamente variável, apresentando variação temporal e sazonal. O efeito da dieta na produção dos gases nos dejetos não pode ser avaliado devido a problemas metodológicos. Os fatores de emissão encontrados foram: 0,6 kg C-CH4 animal-1 ano -1 e 0,05 kg N-N2O kg N aplicado-1, para fezes e urina depositadas no solo, respectivamente. O balanço das emissões de GEE na propriedade foi calculado considerando todas as fontes de emissão de CH4 e N2O e o estoque de C nas pastagens. A emissão líquida determinada foi de 5.350 Mg C-equivalente na propriedade no ano de 2009. Limitações metodológicas proporcionaram a geração de resultados considerados parciais. Futuras pesquisas são sugeridas para que o conhecimento das emissões de CH4 provenientes das fezes e N2O da urina de bovinos em clima tropical seja consolidado
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Os fatores de emissão utilizados para quantificar as emissões na pecuária foram desenvolvidos pelo Intergovernamental Panel of Climate Change baseados em pesquisas realizadas em regiões de clima temperado. Dessa maneira faz-se necessária a determinação de fatores específicos as condições tropicais brasileiras possibilitando exatidão na quantificação das emissões de GEE. O presente trabalho teve como objetivo quantificar as emissões de CH4 provenientes das fezes e de N2O provenientes da urina de bovinos de corte depositadas em solos sob pastagens, assim como verificar a interferência de diferentes manejos dos animais, fatores climáticos e fatores intrínsecos aos dejetos nestas emissões. A pesquisa foi desenvolvida em propriedade privada (Agropecuária Nova Vida, localizada em Ariquemes, RO), produtora de bovinos de corte em sistemas de manejo à pasto e emi-confinamento. As emissões de CH4 e N2O foram quantificadas nos dejetos provenientes dos animais à pasto e em semi-confinamento, em duas áreas experimentais: pasto sem e com cobertura protegendo as amostras da insolação direta e precipitação pluvial. Durante o período de coleta dos gases (10 dias) foram verificados variações na umidade, temperatura e teor de carbono nas fezes, umidade e teor de nitrogênio no solo com adição de urina em diferentes profundidades (0-3 cm, 3-6 cm, 6-10 cm, 10-15 cm, 15-20 cm). Adicionalmente, foram quantificadas as emissões de CH4 e N2O provenientes do solo sem deposição de dejetos, como tratamento testemunha. Com relação às variáveis climáticas, verificou-se interação significativa da umidade das fezes com a produção de CH4 no bolo fecal. A produção de N2O é extremamente variável, apresentando variação temporal e sazonal. O efeito da dieta na produção dos gases nos dejetos não pode ser avaliado devido a problemas metodológicos. Os fatores de emissão encontrados foram: 0,6 kg C-CH4 animal-1 ano -1 e 0,05 kg N-N2O kg N aplicado-1, para fezes e urina depositadas no solo, respectivamente. O balanço das emissões de GEE na propriedade foi calculado considerando todas as fontes de emissão de CH4 e N2O e o estoque de C nas pastagens. A emissão líquida determinada foi de 5.350 Mg C-equivalente na propriedade no ano de 2009. Limitações metodológicas proporcionaram a geração de resultados considerados parciais. Futuras pesquisas são sugeridas para que o conhecimento das emissões de CH4 provenientes das fezes e N2O da urina de bovinos em clima tropical seja consolidadoGlobal warming and greenhouse gases (GHG) emissions to the atmosphere represent one of the major challenges to modern society. Livestock production contributes mainly to methane (CH4) and nitrous oxide (N2O) emissions. Brazil has the largest commercial cattle herd in the world and accordingly contributes a significant amount to global emissions levels of these gases. Methane emissions are mainly from enteric fermentation and feces deposition on soils under pastures. Nitrous oxide emissions occur from urine deposition on soils under pastures. Emission factors that are used to quantify livestock emissions were defined by the Intergovernmental Panel on Climate Change and were developed based on studies conducted in temperate regions. However, it is necessary to determine specific emission factors that reflect the reality of Brazilian tropical conditions allowing accurate GHG emissions quantification. This study aims to quantify CH4 emissions from feces and N2O from urine of beef cattle deposited on soils under pastures. It also intends to verify the interference of different animal managements, weather and intrinsic manure factors on emissions levels. The research was conducted on a private property (Agropecuária Nova Vida) located in Ariquemes, RO. The Farms main activity is beef cattle production based on grazing and semi-confinement systems. Emissions of CH4 and N2O are quantified on two experimental areas: pasture without coverage and pastures with coverage protecting the samples from direct sunlight and rainfall. In addition to gases sampling (10 days) on feces moisture, temperature and carbon content are monitored. Moisture and nitrogen content in the soil with urine deposition are monitored at different depths (0-3 cm, 3-6 cm, 6-10 cm, 10-15 cm, 15-20 cm). Additionally, we have quantified CH4 and N2O emissions from soil without manure deposition as a control treatment. We have found statistically different emissions levels between soils with and without manure. Moisture on feces had a statistical significant effect on CH4 emissions from feces. Nitrous oxide production is extremely variable with temporal and seasonal variations. The effect of diet on gases production in manure is not evaluated due to methodological problems. The estimations for emission factors are: 0.6 kg CH4-C animal-1 year-1 and 0.05 kg N2O-N kg N-1 for feces and urine deposited in the soil, respectively. The GHG balance of the whole farm is calculated considering all sources of emission and the C stocks in pastures. The annual net emissions for the farm are determined as 5350 Mg C equivalent. Methodological limitations provided partial results. Future research is suggested to achieve better estimations on CH4 and N2O emissions from beef cattle feces and urine in tropical climateBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCerri, Carlos ClementeChiavegato, Marilia Barbosa2010-09-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-22112010-171343/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:12Zoai:teses.usp.br:tde-22112010-171343Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:12Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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