Memória, negacionismo, museu, exposição: um estudo preliminar sobre a Shoah e Educação
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-17072025-094420/ |
Resumo: | A dissertação Memória, negacionismo, museu, exposição: um estudo preliminar sobre a Shoah e Educação propõe, como objetivo, buscar uma melhor compreensão da relação entre Educação, Museologia e Shoah. Os objetivos específicos voltam-se, em uma abordagem educativa, para o estudo de repercussões da memória traumática, bem como para questões éticas vinculadas à musealização de Campos de Extermínio nos quais se deu a Shoah. A hipótese inicial da pesquisa afirma que as diferentes representações da Shoah que têm vindo à luz, como testemunhos, filmes, exposições, garantem que o evento não seja esquecido e nem negado. Servem, também, como instrumentos transformadores, no que se refere a fomentar o respeito à dor do outro. Metodologicamente, a pesquisa adotou abordagem qualitativa, teórico-documental, bibliográfica e reflexiva, de caráter exploratório e transversal sobre Educação, Museologia, trauma, negacionismo e memória traumática, contando também com um estudo de caso, que incluiu visita in loco em uma exposição na cidade de São Paulo, na Unibes Cultural, além de levantamento de referências e entrevistas com as curadorias. A fundamentação filosófica e teórica foi dada por autores como Celso Lafer, Georges Didi-Huberman, Theodor Adorno, Márcio Seligmann-Silva e Ulpiano Bezerra de Meneses, entre outros. A escolha de quatro modalidades de narrativas e estudos da Shoah possibilitou apresentar, discutir e refletir sobre os resultados da pesquisa em três capítulos. Um capítulo voltou-se para analisar as relações entre o sistema judiciário e o negacionismo que tenta se impor, contra todas as evidências. Outro capítulo deteve-se no tema da musealização de Campos de Extermínio, trazendo o pensamento de Didi-Huberman, Susan Sontag e Ruth Klüger. Finalizando com duas plataformas distintas em diálogo, a pesquisa procurou entrelaçar as autobiografias de duas meninas que tiveram o início de suas adolescências invadidas pela barbárie nazista, chegando, cada qual a seu modo, aos tempos atuais. A exposição mencionada foi idealizada a partir de O Diário de Anne Frank, reproduzindo o Anexo Secreto, que em Amsterdam está perpetuado no espaço que abrigou a família Frank e alguns amigos, dos quais moradores apenas o pai de Anne sobreviveu ao extermínio. A viagem espaço-temporal propiciada pelas instituições organizadoras da Exposição, com o cuidado atento das curadorias, dialoga, na dissertação, com a autobiografia da sobrevivente professora emérita Ruth Klüger, que apenas depois dos 60 anos retornou ao tempo-espaço de sua infância e adolescência, para dar testemunho do terrível sofrimento vivido. Assim, as quatro plataformas que serviram de base à pesquisa reforçam a importância da relação entre cultura e justiça, trazendo uma diversidade de instrumentos educacionais ligados à memória individual e coletiva, que possibilitam o aprendizado por meio da sensibilidade. Contribuem, ainda, para o fortalecimento da consciência histórica, a partir de uma abordagem crítica, que vai bem além da mera transmissão da informação e estimula o engajamento. |
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Memória, negacionismo, museu, exposição: um estudo preliminar sobre a Shoah e EducaçãoMemory, Denialism, Museum, Exhibition: A Preliminary Study on the Shoah and EducationEducação e MuseologiaEducation and MuseologyHolocaust DenialMemória traumáticaNegacionismoShoahShoahWitness and TestimonyA dissertação Memória, negacionismo, museu, exposição: um estudo preliminar sobre a Shoah e Educação propõe, como objetivo, buscar uma melhor compreensão da relação entre Educação, Museologia e Shoah. Os objetivos específicos voltam-se, em uma abordagem educativa, para o estudo de repercussões da memória traumática, bem como para questões éticas vinculadas à musealização de Campos de Extermínio nos quais se deu a Shoah. A hipótese inicial da pesquisa afirma que as diferentes representações da Shoah que têm vindo à luz, como testemunhos, filmes, exposições, garantem que o evento não seja esquecido e nem negado. Servem, também, como instrumentos transformadores, no que se refere a fomentar o respeito à dor do outro. Metodologicamente, a pesquisa adotou abordagem qualitativa, teórico-documental, bibliográfica e reflexiva, de caráter exploratório e transversal sobre Educação, Museologia, trauma, negacionismo e memória traumática, contando também com um estudo de caso, que incluiu visita in loco em uma exposição na cidade de São Paulo, na Unibes Cultural, além de levantamento de referências e entrevistas com as curadorias. A fundamentação filosófica e teórica foi dada por autores como Celso Lafer, Georges Didi-Huberman, Theodor Adorno, Márcio Seligmann-Silva e Ulpiano Bezerra de Meneses, entre outros. A escolha de quatro modalidades de narrativas e estudos da Shoah possibilitou apresentar, discutir e refletir sobre os resultados da pesquisa em três capítulos. Um capítulo voltou-se para analisar as relações entre o sistema judiciário e o negacionismo que tenta se impor, contra todas as evidências. Outro capítulo deteve-se no tema da musealização de Campos de Extermínio, trazendo o pensamento de Didi-Huberman, Susan Sontag e Ruth Klüger. Finalizando com duas plataformas distintas em diálogo, a pesquisa procurou entrelaçar as autobiografias de duas meninas que tiveram o início de suas adolescências invadidas pela barbárie nazista, chegando, cada qual a seu modo, aos tempos atuais. A exposição mencionada foi idealizada a partir de O Diário de Anne Frank, reproduzindo o Anexo Secreto, que em Amsterdam está perpetuado no espaço que abrigou a família Frank e alguns amigos, dos quais moradores apenas o pai de Anne sobreviveu ao extermínio. A viagem espaço-temporal propiciada pelas instituições organizadoras da Exposição, com o cuidado atento das curadorias, dialoga, na dissertação, com a autobiografia da sobrevivente professora emérita Ruth Klüger, que apenas depois dos 60 anos retornou ao tempo-espaço de sua infância e adolescência, para dar testemunho do terrível sofrimento vivido. Assim, as quatro plataformas que serviram de base à pesquisa reforçam a importância da relação entre cultura e justiça, trazendo uma diversidade de instrumentos educacionais ligados à memória individual e coletiva, que possibilitam o aprendizado por meio da sensibilidade. Contribuem, ainda, para o fortalecimento da consciência histórica, a partir de uma abordagem crítica, que vai bem além da mera transmissão da informação e estimula o engajamento.The dissertation titled \"Memory, Denialism, Museum, Exhibition: A Preliminary Study on the Shoah and Education\" seeks to deepen the understanding of the relationship between education, museology, and the Shoah. Its specific objectives focus on examining the repercussions of traumatic memory from an educational perspective, as well as exploring ethical issues related to the musealization of Extermination Camps where the Shoah occurred. The initial hypothesis posits that the various representations of the Shoahsuch as testimonies, films, and exhibitionsensure that the event is neither forgotten nor denied. These representations also serve as transformative tools, fostering respect for the pain of others. Methodologically, the research adopts a qualitative, theoretical-documentary, bibliographic, and reflective approach, exploring themes related to education, museology, trauma, denialism, and traumatic memory. It includes a case study involving an on-site visit to an exhibition at Unibes Cultural in São Paulo, as well as gathering references and conducting interviews with curators. The philosophical and theoretical framework is supported by authors such as Celso Lafer, Georges Didi-Huberman, Theodor Adorno, Márcio Seligmann-Silva, and Ulpiano Bezerra de Meneses, among others. The choice of four types of narratives and studies of the Shoah allowed for nuanced presentation, discussion, and reflection on the research findings across three chapters. One chapter analyzes the relationship between the judicial system and the denial that seeks to impose itself despite overwhelming evidence. Another chapter focuses on the musealization of Extermination Camps, drawing on the thoughts of Didi-Huberman, Susan Sontag, and Ruth Klüger. Concluding with a dialogue between two distinct platforms, the research intertwines the autobiographies of two girls whose early adolescence was disrupted by Nazi barbarism, each reaching the present time in their own way. That exhibition was conceived based on \"The Diary of Anne Frank,\" reproducing the Secret Annex in Amsterdam, where the Frank family and some friends lived in hiding, of whom only Anne\'s father survived the extermination. The temporal journey facilitated by the organizing institutions of the exhibition, along with the careful attention of the curators, resonates within the dissertation with the autobiography of survivor and emeritus professor Ruth Klüger, who only revisited the time-space of her childhood and adolescence after the age of 60 to testify to the terrible suffering experienced. Thus, the four platforms that served as the basis for the research reinforce the importance of the relationship between culture and justice, bringing a diversity of educational instruments related to individual and collective memory that enable learning through sensitivity. They also contribute to strengthening historical awareness, based on a critical approach that transcends more informative transmission, encouraging engagement.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFischmann, RoseliMorais, Marina Alves Mendes Itabaiana de2025-05-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-17072025-094420/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-25T16:04:01Zoai:teses.usp.br:tde-17072025-094420Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-25T16:04:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A dissertação Memória, negacionismo, museu, exposição: um estudo preliminar sobre a Shoah e Educação propõe, como objetivo, buscar uma melhor compreensão da relação entre Educação, Museologia e Shoah. Os objetivos específicos voltam-se, em uma abordagem educativa, para o estudo de repercussões da memória traumática, bem como para questões éticas vinculadas à musealização de Campos de Extermínio nos quais se deu a Shoah. A hipótese inicial da pesquisa afirma que as diferentes representações da Shoah que têm vindo à luz, como testemunhos, filmes, exposições, garantem que o evento não seja esquecido e nem negado. Servem, também, como instrumentos transformadores, no que se refere a fomentar o respeito à dor do outro. Metodologicamente, a pesquisa adotou abordagem qualitativa, teórico-documental, bibliográfica e reflexiva, de caráter exploratório e transversal sobre Educação, Museologia, trauma, negacionismo e memória traumática, contando também com um estudo de caso, que incluiu visita in loco em uma exposição na cidade de São Paulo, na Unibes Cultural, além de levantamento de referências e entrevistas com as curadorias. A fundamentação filosófica e teórica foi dada por autores como Celso Lafer, Georges Didi-Huberman, Theodor Adorno, Márcio Seligmann-Silva e Ulpiano Bezerra de Meneses, entre outros. A escolha de quatro modalidades de narrativas e estudos da Shoah possibilitou apresentar, discutir e refletir sobre os resultados da pesquisa em três capítulos. Um capítulo voltou-se para analisar as relações entre o sistema judiciário e o negacionismo que tenta se impor, contra todas as evidências. Outro capítulo deteve-se no tema da musealização de Campos de Extermínio, trazendo o pensamento de Didi-Huberman, Susan Sontag e Ruth Klüger. Finalizando com duas plataformas distintas em diálogo, a pesquisa procurou entrelaçar as autobiografias de duas meninas que tiveram o início de suas adolescências invadidas pela barbárie nazista, chegando, cada qual a seu modo, aos tempos atuais. A exposição mencionada foi idealizada a partir de O Diário de Anne Frank, reproduzindo o Anexo Secreto, que em Amsterdam está perpetuado no espaço que abrigou a família Frank e alguns amigos, dos quais moradores apenas o pai de Anne sobreviveu ao extermínio. A viagem espaço-temporal propiciada pelas instituições organizadoras da Exposição, com o cuidado atento das curadorias, dialoga, na dissertação, com a autobiografia da sobrevivente professora emérita Ruth Klüger, que apenas depois dos 60 anos retornou ao tempo-espaço de sua infância e adolescência, para dar testemunho do terrível sofrimento vivido. Assim, as quatro plataformas que serviram de base à pesquisa reforçam a importância da relação entre cultura e justiça, trazendo uma diversidade de instrumentos educacionais ligados à memória individual e coletiva, que possibilitam o aprendizado por meio da sensibilidade. Contribuem, ainda, para o fortalecimento da consciência histórica, a partir de uma abordagem crítica, que vai bem além da mera transmissão da informação e estimula o engajamento. |
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