Influência das principais patologias gestacionais no estabelecimento do microbioma de recém-nascidos prematuros
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9142/tde-31032025-155159/ |
Resumo: | Durante a gestação, a mulher passa por diferentes tipos de mudanças e adaptações fisiológicas. Entretanto, por diferentes etiologias, a gestação pode vir acompanhada de patologias decorrentes de alterações fisiológicas do período gestacional. Tais alterações fisiológicas específicas da gestação também podem provocar mudanças na microbiota exercendo, assim, uma influência no comportamento do sistema imunológico. Dado que grande parte da microbiota aquirida pelo recém-nascido no início da vida é transmitida pela mãe, este estudo dedicou-se a avaliar o efeito das patologias gestacionais na microbiota do leite materno e na microbiota das fezes e cavidade oral de recém-nascidos prematuros sob cuidados de uma UTI neonatal, através da caracterização microbiana pelo sequenciamento do gene 16S rRNA e de seus produtos do metabolismo pela dosagem de ácidos graxos de cadeia curta. Embora não foram observadas alterações significativas na microbiota dos recém-nascidos associadas às patologias maternas, o tempo de vida demonstrou-se a principal variável responsável pela modulação microbiana nestes bebês. Foi observado uma diminuição da abundância relativa de Staphylococcus nas amostras de leite materno, ao longo das semanas de vida. A produção de ácidos graxos de cadeia curta nas amostras de fezes também demonstrou sofrer influência pelo tempo, apresentando maiores valores na última amostra. A microbiota oral dos bebês também não apresentou diferenças significativas em relação às patologias maternas, entretanto, observou-se o efeito do tempo, no qual nota-se que os gêneros Staphylococcus (p = 0,056) e Streptococcus (p = 0,01) apresentaram um enriquecimento em sua abundância. Em relação à microbiota do leite, o gênero Streptococcus teve um aumento em sua abundância relativa da primeira semana de vida até a quarta semana no grupo controle, enquanto Blautia, Corynebacterium, Staphylococcus e Faecalibacterium diminuíram. Sendo assim, conclui-se que o tempo de vida desses bebês apresentam maior influência no estabelecimento do microbioma de recém-nascidos prematuros do que as patologias gestacionais, o que demonstra que, assim como em bebês a termo, os eventos pós-natais e o tempo de exposição ao meio estão diretamente relacionados com o desenvolvimento e amadurecimento do microbioma. |
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Influência das principais patologias gestacionais no estabelecimento do microbioma de recém-nascidos prematurosInfluence of the main gestational pathologies on the establishment of the microbiome of premature newbornsGestaçãoMicrobiotaMicrobiotaNeonatologiaNeonatologyObstetríciaObstetricsPregnancyPrematuridadePrematurityDurante a gestação, a mulher passa por diferentes tipos de mudanças e adaptações fisiológicas. Entretanto, por diferentes etiologias, a gestação pode vir acompanhada de patologias decorrentes de alterações fisiológicas do período gestacional. Tais alterações fisiológicas específicas da gestação também podem provocar mudanças na microbiota exercendo, assim, uma influência no comportamento do sistema imunológico. Dado que grande parte da microbiota aquirida pelo recém-nascido no início da vida é transmitida pela mãe, este estudo dedicou-se a avaliar o efeito das patologias gestacionais na microbiota do leite materno e na microbiota das fezes e cavidade oral de recém-nascidos prematuros sob cuidados de uma UTI neonatal, através da caracterização microbiana pelo sequenciamento do gene 16S rRNA e de seus produtos do metabolismo pela dosagem de ácidos graxos de cadeia curta. Embora não foram observadas alterações significativas na microbiota dos recém-nascidos associadas às patologias maternas, o tempo de vida demonstrou-se a principal variável responsável pela modulação microbiana nestes bebês. Foi observado uma diminuição da abundância relativa de Staphylococcus nas amostras de leite materno, ao longo das semanas de vida. A produção de ácidos graxos de cadeia curta nas amostras de fezes também demonstrou sofrer influência pelo tempo, apresentando maiores valores na última amostra. A microbiota oral dos bebês também não apresentou diferenças significativas em relação às patologias maternas, entretanto, observou-se o efeito do tempo, no qual nota-se que os gêneros Staphylococcus (p = 0,056) e Streptococcus (p = 0,01) apresentaram um enriquecimento em sua abundância. Em relação à microbiota do leite, o gênero Streptococcus teve um aumento em sua abundância relativa da primeira semana de vida até a quarta semana no grupo controle, enquanto Blautia, Corynebacterium, Staphylococcus e Faecalibacterium diminuíram. Sendo assim, conclui-se que o tempo de vida desses bebês apresentam maior influência no estabelecimento do microbioma de recém-nascidos prematuros do que as patologias gestacionais, o que demonstra que, assim como em bebês a termo, os eventos pós-natais e o tempo de exposição ao meio estão diretamente relacionados com o desenvolvimento e amadurecimento do microbioma.During pregnancy, women go through different types of physiological changes and adaptations. However, due to different etiologies, pregnancy can be accompanied by pathologies resulting from the physiological alterations of the gestational period. These physiological changes specific to pregnancy can also cause changes in the microbiota, thus influencing the behavior of the immune system. Given that a large part of the microbiota acquired by the newborn at the beginning of life is transmitted by the mother, this study was dedicated to evaluating the effect of gestational pathologies on the microbiota of breast milk and the microbiota of feces and oral cavity of premature newborns under the care of a neonatal ICU, through microbial characterization by sequencing the 16S rRNA gene and its products of metabolism by measuring short-chain fatty acids by gas chromatography. Although no significant changes were observed in the microbiota of newborns associated with maternal pathologies, the length of life proved to be the main variable responsible for microbial modulation in these babies. A decrease in the relative abundance of Staphylococcus was observed over the weeks of life. The production of short-chain fatty acids in stool samples was also shown to be influenced by time, with higher values in the last sample. The oral microbiota of the babies also showed no significant differences in relation to maternal pathologies; however, the effect of time was observed, in which it was noted that the genera Staphylococcus (p = 0.056) and Streptococcus (p = 0.01) showed an increase in their abundance. Regarding the milk microbiota, the Streptococcus genus showed an increase in its relative abundance from the first week of life to the fourth week in the control group, while Blautia, Corynebacterium, Staphylococcus and Faecalibacterium decreased. It can therefore be concluded that the length of time these babies have been alive has a greater influence on the establishment of the microbiome of premature newborns than gestational pathologies, which demonstrates that, just as in full-term babies, postnatal events and the length of time they are exposed to the environment are directly related to the development and maturation of the microbiome.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTaddei, Carla RomanoSparvoli, Luiz Gustavo2024-08-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9142/tde-31032025-155159/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-10T13:46:02Zoai:teses.usp.br:tde-31032025-155159Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-10T13:46:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Durante a gestação, a mulher passa por diferentes tipos de mudanças e adaptações fisiológicas. Entretanto, por diferentes etiologias, a gestação pode vir acompanhada de patologias decorrentes de alterações fisiológicas do período gestacional. Tais alterações fisiológicas específicas da gestação também podem provocar mudanças na microbiota exercendo, assim, uma influência no comportamento do sistema imunológico. Dado que grande parte da microbiota aquirida pelo recém-nascido no início da vida é transmitida pela mãe, este estudo dedicou-se a avaliar o efeito das patologias gestacionais na microbiota do leite materno e na microbiota das fezes e cavidade oral de recém-nascidos prematuros sob cuidados de uma UTI neonatal, através da caracterização microbiana pelo sequenciamento do gene 16S rRNA e de seus produtos do metabolismo pela dosagem de ácidos graxos de cadeia curta. Embora não foram observadas alterações significativas na microbiota dos recém-nascidos associadas às patologias maternas, o tempo de vida demonstrou-se a principal variável responsável pela modulação microbiana nestes bebês. Foi observado uma diminuição da abundância relativa de Staphylococcus nas amostras de leite materno, ao longo das semanas de vida. A produção de ácidos graxos de cadeia curta nas amostras de fezes também demonstrou sofrer influência pelo tempo, apresentando maiores valores na última amostra. A microbiota oral dos bebês também não apresentou diferenças significativas em relação às patologias maternas, entretanto, observou-se o efeito do tempo, no qual nota-se que os gêneros Staphylococcus (p = 0,056) e Streptococcus (p = 0,01) apresentaram um enriquecimento em sua abundância. Em relação à microbiota do leite, o gênero Streptococcus teve um aumento em sua abundância relativa da primeira semana de vida até a quarta semana no grupo controle, enquanto Blautia, Corynebacterium, Staphylococcus e Faecalibacterium diminuíram. Sendo assim, conclui-se que o tempo de vida desses bebês apresentam maior influência no estabelecimento do microbioma de recém-nascidos prematuros do que as patologias gestacionais, o que demonstra que, assim como em bebês a termo, os eventos pós-natais e o tempo de exposição ao meio estão diretamente relacionados com o desenvolvimento e amadurecimento do microbioma. |
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