Análise da evolução de parâmetros bioquímicos do sangue e de alterações dentárias em ratos diabéticos sob a ação terapêutica do chá-verde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Rodrigues, Pamella Angélica Lisbôa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25142/tde-18082010-095635/
Resumo: O diabetes é um problema de saúde que vem aumentando cada vez mais na população mundial. Suas principais causas estão relacionadas aos comportamentos da vida moderna, como a má alimentação e o sedentarismo. O tratamento extremo da doença é a aplicação de insulina exógena, mas atualmente, busca-se terapias alternativas, menos invasivas e dispendiosas, e mais práticas, como o uso do chá-verde, por seu possível efeito antihiperglicêmico. Neste estudo, o objetivo foi analisar os efeitos do chá em alguns parâmetros bioquímicos do sangue e histológicos dos tecidos dentários de ratos diabéticos. Foram utilizados 80 ratos Wistar, sendo que 40 constituíram o grupo experimental diabético e 40, o grupo controle. Estes grupos foram subdivididos em dois cada, os tratados com chá-verde e os que não receberam tratamento. Seguiu-se uma terceira subdivisão em grupos de 5 animais (n=5) de acordo com os períodos experimentais de 15 dias, 1, 2 e 3 meses. A indução do diabetes foi conseguida pela injeção de 50 mg/kg de estreptozotocina intra-peritoneal em animais com 2 meses de idade. Após 1 semana o diabetes foi diagnosticado por exames clínicos e glicemia maior do que 180 mg/dL. A partir daí, os animais tratados tiveram a ingestão hídrica substituída pela ingestão de chá-verde por 24 h ao dia. O chá-verde foi preparado com 7 g da folha desidratada / L água, em infusão por 10 min. Ao completarem-se os períodos experimentais, o sangue foi colhido, os animais foram mortos e suas mandíbulas extraídas e preparadas para a análise histológica. A avaliação histomorfométrica mostrou uma redução do volume de fibras entre os grupos de 3 meses em relação ao de 15 dias. As lesões cariosas foram verificadas e apresentaram-se nos períodos de 2 e 3 meses da doença, sendo que o chá-verde provavelmente inibiu em 50% as cáries nos animais diabéticos aos 2 meses experimentais. Os níveis glicêmicos sofreram um aumento significante entre os períodos de 15 dias a 1 mês da doença e, então, mantiveram-se constantes, sendo que o chá-verde parece ter apresentado efeito anti-hiperglicêmicos neste período. Os níveis de uréia aumentaram gradualmente nos animais diabéticos, mas diminuíram aos 3 meses da doença nos animais tratados (diabéticos e controle). Os níveis de albumina mostraram-se menores somente nos diabéticos tratados aos 3 meses. Os níveis de proteínas totais foram menores desde os quinze dias de diabetes nos animais sem chá em relação aos tratados. Os níveis de colesterol acompanharam a curva de crescimento da glicemia através do tempo nos diabéticos sem tratamento. Um achado curioso foi a menor média de colesterol, aos quinze dias, do grupo diabético tratado com chá-verde. Os níveis de triglicérides só foram afetados pela doença ao terceiro mês, quando o maior nível de triglicérides foi o do grupo diabético tratado. No primeiro mês do experimento, os animais diabéticos apresentaram níveis maiores de creatinina do que os do grupo controle, mas com o chá-verde este aumento foi significativamente menor. Com base nestes dados, podemos inferir que cháverde, ingerido regularmente por via-oral, pode controlar inicialmente o avanço da cárie dentária, da glicemia e outros compostos sangüíneos, mas com o passar do tempo esse efeito parece diminuir sobre alguns produtos enquanto aumentar sobre outros.
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Foram utilizados 80 ratos Wistar, sendo que 40 constituíram o grupo experimental diabético e 40, o grupo controle. Estes grupos foram subdivididos em dois cada, os tratados com chá-verde e os que não receberam tratamento. Seguiu-se uma terceira subdivisão em grupos de 5 animais (n=5) de acordo com os períodos experimentais de 15 dias, 1, 2 e 3 meses. A indução do diabetes foi conseguida pela injeção de 50 mg/kg de estreptozotocina intra-peritoneal em animais com 2 meses de idade. Após 1 semana o diabetes foi diagnosticado por exames clínicos e glicemia maior do que 180 mg/dL. A partir daí, os animais tratados tiveram a ingestão hídrica substituída pela ingestão de chá-verde por 24 h ao dia. O chá-verde foi preparado com 7 g da folha desidratada / L água, em infusão por 10 min. Ao completarem-se os períodos experimentais, o sangue foi colhido, os animais foram mortos e suas mandíbulas extraídas e preparadas para a análise histológica. A avaliação histomorfométrica mostrou uma redução do volume de fibras entre os grupos de 3 meses em relação ao de 15 dias. As lesões cariosas foram verificadas e apresentaram-se nos períodos de 2 e 3 meses da doença, sendo que o chá-verde provavelmente inibiu em 50% as cáries nos animais diabéticos aos 2 meses experimentais. Os níveis glicêmicos sofreram um aumento significante entre os períodos de 15 dias a 1 mês da doença e, então, mantiveram-se constantes, sendo que o chá-verde parece ter apresentado efeito anti-hiperglicêmicos neste período. Os níveis de uréia aumentaram gradualmente nos animais diabéticos, mas diminuíram aos 3 meses da doença nos animais tratados (diabéticos e controle). Os níveis de albumina mostraram-se menores somente nos diabéticos tratados aos 3 meses. Os níveis de proteínas totais foram menores desde os quinze dias de diabetes nos animais sem chá em relação aos tratados. Os níveis de colesterol acompanharam a curva de crescimento da glicemia através do tempo nos diabéticos sem tratamento. Um achado curioso foi a menor média de colesterol, aos quinze dias, do grupo diabético tratado com chá-verde. Os níveis de triglicérides só foram afetados pela doença ao terceiro mês, quando o maior nível de triglicérides foi o do grupo diabético tratado. No primeiro mês do experimento, os animais diabéticos apresentaram níveis maiores de creatinina do que os do grupo controle, mas com o chá-verde este aumento foi significativamente menor. Com base nestes dados, podemos inferir que cháverde, ingerido regularmente por via-oral, pode controlar inicialmente o avanço da cárie dentária, da glicemia e outros compostos sangüíneos, mas com o passar do tempo esse efeito parece diminuir sobre alguns produtos enquanto aumentar sobre outros.The diabetes is a increasing all around the world. The most probable causes are the problems related to the dietry and the lack of physical exercises. The best treatment known is the insulin, however, nowadays we have some efforts to discovery new types of treatment, chipper and more practical as the green tea. The green tea is wideness know like a anti-hyperglycemic agent. In our study, we aim to analyze the biochemical effects in the blood and the histology of the dental tissues in diabetic rats submitted to the therapy of green tea. For that we used 80 Wistar rats divided first in 2 groups, control and diabetic induced by streptozotocin. So on, the groups of 40 we divided again in 2 groups, each one recived water or green tea. Each 5 animals (n=5) of each group were killed according to the periods (15, 30, 60 and 90 days). The induction was achieved by the intraperitoneal injection of 50 mg/kg of weight body of streptozotocin. One week later the diabetes was diagnosed by clinical exams where the glycemic level reached 180 mg/dL. Then, the treatment started and the green tea groups had their liquid dietry of water substituted by green tea 24 h a day. The tea was prepared with 7 g/L of water in 10 min infusion. When the periods were completed the animals were killed and their maxillaries were removed and prepared for the histological analysis. The histomorphometrical evaluation showed a reduction in the fibers volume between the 15 and 90 days experimental periods. The caries injuries were presented in the periods of 60 and 90 days, but only in the diabetical group, and the green tea was able to prevent in 50% the number of caries in 60 days of treatment. The glycemic level was pretty higher in 30 days when compared to the 15 days, after that it didnt present any significant elevation. In this gap of time (15 to 30 days) the green tea showed anti-hyperglycemic and anticholesterol effects and also decreased the creatinina level in diabetics. The urea level increased through the time in the diabetic animals, but decreased after 90 days of green tea treatment. The albumin level responded in the same way. Based on this evaluations, we are able to infer that the green tea ingested via-oral is capable of control inicially the caries and some biochemical substancies in the blood. However, these effects seam to decrease over some levels and increased in others while the time goes on presenting cumulative effects.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAssis, Gerson Francisco deRodrigues, Pamella Angélica Lisbôa2010-07-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25142/tde-18082010-095635/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:09Zoai:teses.usp.br:tde-18082010-095635Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:09Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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