| Ano de defesa: | 2026 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-14052026-150124/ |
Resumo: | O SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2) foi detectado inicialmente em Wuhan, China, em dezembro de 2019, disseminando-se rapidamente e resultando na declaração de pandemia de COVID-19 em março de 2020. No Brasil, a pandemia se manifestou de forma severa, evidenciando marcada heterogeneidade espacial e profundas desigualdades sociais. Este estudo teve como objetivo investigar os padrões espaço-temporais da COVID-19 no município de São Paulo entre 2020 e 2024, com foco na dinâmica intramunicipal. A partir de dados públicos de casos e óbitos por distrito administrativo, foram aplicadas técnicas de estatística descritiva, análise espacial e varredura espaço-temporal para identificar padrões de distribuição, áreas de persistente vulnerabilidade e dinâmicas temporais. Os resultados revelaram diferentes perfis epidemiológicos ao longo do período do estudo, com características distintas de transmissão, gravidade e distribuição geográfica. Identificou-se uma dissociação espacial e temporal entre incidência e mortalidade, indicando que a distribuição de casos e óbitos foi governada por determinantes distintos. Além disso, foi detectada autocorrelação espacial significativa para incidência e mortalidade de COVID-19 com dinâmica de deslocamento de hotspots da periferia para o centro, ao longo da pandemia. Foi identificada associação espacial com densidade domiciliar, renda média e porcentagem de favelas, com inversão no tipo de associação entre o período inicial e final. Em síntese, a pandemia de COVID-19 no município de São Paulo não consistiu em uma única epidemia, mas em múltiplas epidemias que se sucederam e se sobrepuseram. Essa compreensão tem implicações cruciais para o planejamento de respostas a futuras emergências sanitárias, destacando a necessidade de uma vigilância epidemiológica que incorpore as dimensões espacial e sociodemográfica para identificar surtos precocemente e direcionar recursos com eficiência. |
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Análise espaço-temporal de COVID-19 no município de São Paulo: padrões de disseminação e associação espacial com determinantes sociaisSpatio-temporal analysis of COVID-19 in the city of São Paulo: dissemination patterns and spatial association with social determinantsFonzaghi, Camila Alves Maia da SilvaOliveira, Jaqueline Goes de JesusAnálise espacialEpidemiologia descritivaDesigualdades de saúdeCOVID-19Análise espaço-temporalEpidemiology descriptiveHealth inequitiesSpatial analysisSpatio-temporal analysisO SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2) foi detectado inicialmente em Wuhan, China, em dezembro de 2019, disseminando-se rapidamente e resultando na declaração de pandemia de COVID-19 em março de 2020. No Brasil, a pandemia se manifestou de forma severa, evidenciando marcada heterogeneidade espacial e profundas desigualdades sociais. Este estudo teve como objetivo investigar os padrões espaço-temporais da COVID-19 no município de São Paulo entre 2020 e 2024, com foco na dinâmica intramunicipal. A partir de dados públicos de casos e óbitos por distrito administrativo, foram aplicadas técnicas de estatística descritiva, análise espacial e varredura espaço-temporal para identificar padrões de distribuição, áreas de persistente vulnerabilidade e dinâmicas temporais. Os resultados revelaram diferentes perfis epidemiológicos ao longo do período do estudo, com características distintas de transmissão, gravidade e distribuição geográfica. Identificou-se uma dissociação espacial e temporal entre incidência e mortalidade, indicando que a distribuição de casos e óbitos foi governada por determinantes distintos. Além disso, foi detectada autocorrelação espacial significativa para incidência e mortalidade de COVID-19 com dinâmica de deslocamento de hotspots da periferia para o centro, ao longo da pandemia. Foi identificada associação espacial com densidade domiciliar, renda média e porcentagem de favelas, com inversão no tipo de associação entre o período inicial e final. Em síntese, a pandemia de COVID-19 no município de São Paulo não consistiu em uma única epidemia, mas em múltiplas epidemias que se sucederam e se sobrepuseram. Essa compreensão tem implicações cruciais para o planejamento de respostas a futuras emergências sanitárias, destacando a necessidade de uma vigilância epidemiológica que incorpore as dimensões espacial e sociodemográfica para identificar surtos precocemente e direcionar recursos com eficiência.SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2) was initially identified in Wuhan, China, in December 2019, exhibiting rapid dissemination and culminating in the formal proclamation of a COVID-19 pandemic in March 2020. In Brazil, the pandemic manifested with considerable severity, revealing pronounced spatial heterogeneity and deep-seated social disparities. This investigation sought to analyze the spatial-temporal patterns of COVID-19 within the city of São Paulo from 2020 to 2024, emphasizing intra-municipal dynamics. By utilizing publicly available data on cases and fatalities categorized by administrative district, descriptive statistics, spatial analytics, and space-time scanning methodologies were employed to discern distribution patterns, areas of sustained vulnerability, and temporal dynamics. The findings disclosed varying epidemiological profiles throughout the study duration, characterized by distinct transmission dynamics, severity levels, and geographical distribution. A spatial and temporal disjunction between incidence and mortality was uncovered, suggesting that the patterns of cases and deaths were influenced by disparate determinants. Furthermore, substantial spatial autocorrelation was observed concerning the incidence and mortality of COVID-19, alongside the dynamics of the migration of hotspots from peripheral regions to urban centers throughout the pandemic. A spatial correlation was established with household density, average income, and the proportion of favelas, accompanied by a reversal in the nature of the association from the initial to the final phases. In conclusion, the COVID-19 pandemic within the city of São Paulo did not represent a singular epidemic; rather, it encompassed multiple overlapping epidemics that occurred sequentially. This insight carries significant implications for the strategic planning of responses to prospective health crises, underscoring the necessity for epidemiological surveillance that integrates spatial and sociodemographic dimensions to facilitate the early identification of outbreaks and the efficient allocation of resources.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Medicina2026-05-152026-05-15T17:38:05Z2026-01-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-14052026-150124/10.11606/D.5.2026.tde-14052026-150124tde-14052026-150124Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPMestradomastersUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-15T17:38:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-14052026-150124 |
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O SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2) foi detectado inicialmente em Wuhan, China, em dezembro de 2019, disseminando-se rapidamente e resultando na declaração de pandemia de COVID-19 em março de 2020. No Brasil, a pandemia se manifestou de forma severa, evidenciando marcada heterogeneidade espacial e profundas desigualdades sociais. Este estudo teve como objetivo investigar os padrões espaço-temporais da COVID-19 no município de São Paulo entre 2020 e 2024, com foco na dinâmica intramunicipal. A partir de dados públicos de casos e óbitos por distrito administrativo, foram aplicadas técnicas de estatística descritiva, análise espacial e varredura espaço-temporal para identificar padrões de distribuição, áreas de persistente vulnerabilidade e dinâmicas temporais. Os resultados revelaram diferentes perfis epidemiológicos ao longo do período do estudo, com características distintas de transmissão, gravidade e distribuição geográfica. Identificou-se uma dissociação espacial e temporal entre incidência e mortalidade, indicando que a distribuição de casos e óbitos foi governada por determinantes distintos. Além disso, foi detectada autocorrelação espacial significativa para incidência e mortalidade de COVID-19 com dinâmica de deslocamento de hotspots da periferia para o centro, ao longo da pandemia. Foi identificada associação espacial com densidade domiciliar, renda média e porcentagem de favelas, com inversão no tipo de associação entre o período inicial e final. Em síntese, a pandemia de COVID-19 no município de São Paulo não consistiu em uma única epidemia, mas em múltiplas epidemias que se sucederam e se sobrepuseram. Essa compreensão tem implicações cruciais para o planejamento de respostas a futuras emergências sanitárias, destacando a necessidade de uma vigilância epidemiológica que incorpore as dimensões espacial e sociodemográfica para identificar surtos precocemente e direcionar recursos com eficiência. |
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