Análise da prevalência de zumbido em homens e mulheres pré e pós-menopáusicas com exposição ao ruído no trabalho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Halmenschlager, Luís Henrique Athaide lattes
Orientador(a): Coelho, Cláudia Couto de Barros lattes
Banca de defesa: Timmers, Luís Fernando Saraiva Macedo, Périco, Eduardo, Lavinsky, Joel
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PPGCM;Ciências Médicas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
CS
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10737/4337
Resumo: Esta dissertação tem por objetivo principal fazer uma análise comparativa da prevalência de zumbido entre trabalhadores homens, mulheres em idade fértil e pós-menopáusicas com uma maior propensão a danos otológicos devido à exposição ao ruído no trabalho. Zumbido e surdez são possíveis consequências irreversíveis após danos na orelha interna. Estudos recentes apontam para um possível efeito protetor do estrogênio contra tais injúrias. A avaliação foi feita por meio de um questionário de pesquisa, otoscopias e exames audiométricos. Foram analisadas presença, gravidade e intensidade do zumbido bem como os limiares audiométricos de cada trabalhador. Além disso, foram avaliados fatores de confusão associados ao zumbido, como condições clínicas (hipertensão arterial, doenças metabólicas, depressão e ansiedade) e grau de exposição ao ruído. Participaram do estudo 210 trabalhadores de quatro diferentes indústrias do Sul do Brasil, sendo 143 homens (68%), 57 mulheres em idade fértil (27%) e 8 mulheres pós-menopáusicas (4%). A prevalência de zumbido encontrada foi de 23% no grupo de homens, 12,3% nas mulheres em idade fértil e 12,5% nas pós-menopáusicas. Em todos os locais a prevalência de zumbido no grupo de homens foi maior. Embora as análises estatísticas não tenham encontrado significância, o valor-p limítrofe na maioria das análises (como por exemplo o valor-p de 0,06 quando se comparou homens e mulheres totais por regressão logística) aponta para uma tendência de maior prevalência de zumbido no grupo de homens, sendo que um provável aumento da amostra poderia resultar em resultados mais contundentes. A análise dos fatores de confusão, como doenças clínicas e grau de exposição ao ruído, apontou para uma uniformidade da amostra, sendo que tais fatores não parecem agir, pelo de menos não de forma significativa, como fatores que modificaram a análise da prevalência de zumbido. Já a avaliação das audiometrias mostrou de forma significativa um pior limiar audiométrico para o grupo de homens quando comparados às mulheres em idade fértil – tanto quando comparadas a frequência de 4000Hz isolada do pior ouvido, como quando comparadas as médias de todos os limiares audiométricos também do pior ouvido. Sendo assim, este estudo aponta para uma tendência de maiores danos otológicos (ou menor proteção a eles) no grupo de homens, a partir desta amostra avaliada em trabalhadores expostos ao ruído. Futuros estudos que poderão avaliar outras populações – bem como analisar mais diretamente os efeitos dos hormônios femininos, em especial do estrogênio – são fundamentais para que se consiga melhorar as possibilidades de tratamento ou prevenção de desfechos como o zumbido e a surdez.
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spelling Coelho, Cláudia Couto de Barroslattes.cnpq.br/1297407413125459Timmers, Luís Fernando Saraiva MacedoPérico, EduardoLavinsky, Joelhttp://lattes.cnpq.br/1710288400305148Halmenschlager, Luís Henrique Athaide2024-02-27T23:16:47Z2024-02-27T23:16:47Z2022-092022-09-28Esta dissertação tem por objetivo principal fazer uma análise comparativa da prevalência de zumbido entre trabalhadores homens, mulheres em idade fértil e pós-menopáusicas com uma maior propensão a danos otológicos devido à exposição ao ruído no trabalho. Zumbido e surdez são possíveis consequências irreversíveis após danos na orelha interna. Estudos recentes apontam para um possível efeito protetor do estrogênio contra tais injúrias. A avaliação foi feita por meio de um questionário de pesquisa, otoscopias e exames audiométricos. Foram analisadas presença, gravidade e intensidade do zumbido bem como os limiares audiométricos de cada trabalhador. Além disso, foram avaliados fatores de confusão associados ao zumbido, como condições clínicas (hipertensão arterial, doenças metabólicas, depressão e ansiedade) e grau de exposição ao ruído. Participaram do estudo 210 trabalhadores de quatro diferentes indústrias do Sul do Brasil, sendo 143 homens (68%), 57 mulheres em idade fértil (27%) e 8 mulheres pós-menopáusicas (4%). A prevalência de zumbido encontrada foi de 23% no grupo de homens, 12,3% nas mulheres em idade fértil e 12,5% nas pós-menopáusicas. Em todos os locais a prevalência de zumbido no grupo de homens foi maior. Embora as análises estatísticas não tenham encontrado significância, o valor-p limítrofe na maioria das análises (como por exemplo o valor-p de 0,06 quando se comparou homens e mulheres totais por regressão logística) aponta para uma tendência de maior prevalência de zumbido no grupo de homens, sendo que um provável aumento da amostra poderia resultar em resultados mais contundentes. A análise dos fatores de confusão, como doenças clínicas e grau de exposição ao ruído, apontou para uma uniformidade da amostra, sendo que tais fatores não parecem agir, pelo de menos não de forma significativa, como fatores que modificaram a análise da prevalência de zumbido. Já a avaliação das audiometrias mostrou de forma significativa um pior limiar audiométrico para o grupo de homens quando comparados às mulheres em idade fértil – tanto quando comparadas a frequência de 4000Hz isolada do pior ouvido, como quando comparadas as médias de todos os limiares audiométricos também do pior ouvido. Sendo assim, este estudo aponta para uma tendência de maiores danos otológicos (ou menor proteção a eles) no grupo de homens, a partir desta amostra avaliada em trabalhadores expostos ao ruído. Futuros estudos que poderão avaliar outras populações – bem como analisar mais diretamente os efeitos dos hormônios femininos, em especial do estrogênio – são fundamentais para que se consiga melhorar as possibilidades de tratamento ou prevenção de desfechos como o zumbido e a surdez.This dissertation has as its main objective to make a comparative analysis of the prevalence of tinnitus among male workers, women of childbearing age and post-menopausal women with a greater propensity for otological injury due to noise exposure at work. Tinnitus and deafness are possibly irreversible consequences after damage to the inner ear. Recent studies point to a possible protective effect of estrogen against such injuries. The evaluation was performed using a research questionnaire, otoscopies and audiometric tests. Presence, severity and intensity of tinnitus were analyzed, as well as the audiometric thresholds of each worker. Furthermore, disturbance factors associated with tinnitus, such as clinical conditions (arterial hypertension, metabolic diseases, depression and anxiety) and level of noise exposure were evaluated. A total of 210 workers from four different industries in southern Brazil participated in the study, 143 men (68%), 57 women of childbearing age (27%) and 8 postmenopausal women (4%). The prevalence of tinnitus found was 23% in the group of men, 12.3% in women of childbearing age and 12.5% in postmenopausal women. In all locations, the prevalence of tinnitus in the male group was higher. Although the statistical analyzes did not find significance, the borderline p-value in most analyzes (such as the p-value of 0.06 when comparing total men and women by logistic regression) points to a trend towards a higher prevalence of tinnitus in the group of men, and a probable increase in the sample could result in stronger results. The analysis of disturbance factors, such as clinical diseases and level of exposure to noise, pointed to a uniformity of the sample, and these factors do not seem to act, at least not significantly, as factors that modified the analysis of the prevalence of tinnitus. On the other hand, the audiometry evaluation showed a significantly worse audiometric threshold for the group of men when compared to women of childbearing age – both when comparing the frequency of 4000 Hz isolated from the worst ear, and when comparing the averages of all audiometric thresholds also from the worst ear. Thus, this study points to a trend of greater otological injuries (or less protection to them) in the group of men, based on this sample evaluated in workers exposed to noise. Future studies that will be able to evaluate other populations – as well as more directly analyze the effects of female hormones, especially estrogen – are essential to improve the possibilities of treatment or prevention of outcomes such as tinnitus and deafness.-1HALMENSCHLAGER, Luís Henrique Athaide. Análise da prevalência de zumbido em homens e mulheres pré e pós-menopáusicas com exposição ao ruído no trabalho. 2022. Dissertação (Mestrado) – Curso de Ciências Médicas, Universidade do Vale do Taquari - Univates, Lajeado, 28 set. 2022. Disponível em: http://hdl.handle.net/10737/4337. http://hdl.handle.net/10737/4337Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCSZumbidoSurdezExposição ao ruídoEstrogênioTinnitusDeafnessNoise exposureEstrogenAnálise da prevalência de zumbido em homens e mulheres pré e pós-menopáusicas com exposição ao ruído no trabalhoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisPPGCM;Ciências Médicasporreponame:Repositório Institucional da UNIVATES (Biblioteca Digital da Univates - BD)instname:Centro Universitário Univates (UNIVATES)instacron:UNIVATESORIGINALDISSERTAÇÃO ANÁLISE DE ZUMBIDO.pdfDISSERTAÇÃO ANÁLISE DE ZUMBIDO.pdfapplication/pdf1013041https://www.univates.br/bdu/bitstreams/d19b221e-0a25-493f-b6aa-66781c49e13d/download2a7723087d844568d3882a2dcf028d40MD51TEXTDISSERTAÇÃO ANÁLISE DE ZUMBIDO.pdf.txtDISSERTAÇÃO ANÁLISE DE ZUMBIDO.pdf.txtExtracted 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Noise exposure
Estrogen
dc.subject.por.fl_str_mv Zumbido
Surdez
Exposição ao ruído
Estrogênio
Tinnitus
Deafness
Noise exposure
Estrogen
description Esta dissertação tem por objetivo principal fazer uma análise comparativa da prevalência de zumbido entre trabalhadores homens, mulheres em idade fértil e pós-menopáusicas com uma maior propensão a danos otológicos devido à exposição ao ruído no trabalho. Zumbido e surdez são possíveis consequências irreversíveis após danos na orelha interna. Estudos recentes apontam para um possível efeito protetor do estrogênio contra tais injúrias. A avaliação foi feita por meio de um questionário de pesquisa, otoscopias e exames audiométricos. Foram analisadas presença, gravidade e intensidade do zumbido bem como os limiares audiométricos de cada trabalhador. Além disso, foram avaliados fatores de confusão associados ao zumbido, como condições clínicas (hipertensão arterial, doenças metabólicas, depressão e ansiedade) e grau de exposição ao ruído. Participaram do estudo 210 trabalhadores de quatro diferentes indústrias do Sul do Brasil, sendo 143 homens (68%), 57 mulheres em idade fértil (27%) e 8 mulheres pós-menopáusicas (4%). A prevalência de zumbido encontrada foi de 23% no grupo de homens, 12,3% nas mulheres em idade fértil e 12,5% nas pós-menopáusicas. Em todos os locais a prevalência de zumbido no grupo de homens foi maior. Embora as análises estatísticas não tenham encontrado significância, o valor-p limítrofe na maioria das análises (como por exemplo o valor-p de 0,06 quando se comparou homens e mulheres totais por regressão logística) aponta para uma tendência de maior prevalência de zumbido no grupo de homens, sendo que um provável aumento da amostra poderia resultar em resultados mais contundentes. A análise dos fatores de confusão, como doenças clínicas e grau de exposição ao ruído, apontou para uma uniformidade da amostra, sendo que tais fatores não parecem agir, pelo de menos não de forma significativa, como fatores que modificaram a análise da prevalência de zumbido. Já a avaliação das audiometrias mostrou de forma significativa um pior limiar audiométrico para o grupo de homens quando comparados às mulheres em idade fértil – tanto quando comparadas a frequência de 4000Hz isolada do pior ouvido, como quando comparadas as médias de todos os limiares audiométricos também do pior ouvido. Sendo assim, este estudo aponta para uma tendência de maiores danos otológicos (ou menor proteção a eles) no grupo de homens, a partir desta amostra avaliada em trabalhadores expostos ao ruído. Futuros estudos que poderão avaliar outras populações – bem como analisar mais diretamente os efeitos dos hormônios femininos, em especial do estrogênio – são fundamentais para que se consiga melhorar as possibilidades de tratamento ou prevenção de desfechos como o zumbido e a surdez.
publishDate 2022
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