E se eu não for um homem com "H"? As narrativas de si das transmasculinidades do Vale do Taquari/RS
| Ano de defesa: | 2025 |
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Não Informado pela instituição
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PPGAD;Ambiente e Desenvolvimento
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| Palavras-chave em Português: | |
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| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10737/5397 |
Resumo: | Desde 2008 o Brasil é considerado o país que mais mata pessoas trans no mundo de acordo com levantamento realizado pela Organização Não Governamental Transgender Europe (TEGEU, 2025), entre os efeitos da transfobia estrutural, que cerceia nossa comunidade no país, estão a marginalização, o apagamento das nossas existências e de nossos corpos, o baixo acesso à educação, à saúde e à cidadania. Este trabalho tem como objetivo compreender e registrar as linhas da vida de um grupo de pessoas transmasculinas no Vale do Taquari, uma região localizada na parte central do Rio Grande do Sul, escrevo esta dissertação, enquanto pessoa integrante da comunidade trans que habita este recorte territorial e busco assim estratégias que possibilitem que as vozes de minha comunidade sejam reconhecidas e validadas. Para construir a pesquisa fiz três movimentos metodológicos, primeiramente, realizei um mapeamento das pesquisas relacionadas à temática na região, através do qual pude perceber que as vidas transmasculinas são invisibilizadas ao ponto de não serem reconhecidas enquanto uma possibilidade nem dentro da própria comunidade LGBTQIAPN+. O segundo movimento foi o de construir um referencial teórico baseado nos estudos queer acerca do conceito de gênero, através do qual é possível apresentar ao leitor as amarras ciscoloniais que cercam os corpos cis e trans, através da construção de discursos, normas e padrões rígidos que hierarquizam os corpos e as existências. Para finalizar, entrevistei quatro pessoas transmasculinas com o objetivo de registrar e analisar suas linhas da vida à luz dos estudos queer. Através deste estudo, foi possível compreender que as experiências trans são diversas e que o binarismo de gênero, pensado a partir de uma perspectiva ciscolonial, não passa de uma utopia utilizada em no jogo de poderes responsável por colonizar corpos. |
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Mattos, Cândido Norberto Bronzoni dePinheiro, Fernanda Storckhttp://lattes.cnpq.br/2051002287550023Munhoz, Angélica VierTuratti, LucianaCarvalho, Murillo Medeiroshttps://lattes.cnpq.br/0394214442103441Souza, Tainã de2026-01-22T13:32:53Z2026-01-22T13:32:53Z2026-122025-12-18Desde 2008 o Brasil é considerado o país que mais mata pessoas trans no mundo de acordo com levantamento realizado pela Organização Não Governamental Transgender Europe (TEGEU, 2025), entre os efeitos da transfobia estrutural, que cerceia nossa comunidade no país, estão a marginalização, o apagamento das nossas existências e de nossos corpos, o baixo acesso à educação, à saúde e à cidadania. Este trabalho tem como objetivo compreender e registrar as linhas da vida de um grupo de pessoas transmasculinas no Vale do Taquari, uma região localizada na parte central do Rio Grande do Sul, escrevo esta dissertação, enquanto pessoa integrante da comunidade trans que habita este recorte territorial e busco assim estratégias que possibilitem que as vozes de minha comunidade sejam reconhecidas e validadas. Para construir a pesquisa fiz três movimentos metodológicos, primeiramente, realizei um mapeamento das pesquisas relacionadas à temática na região, através do qual pude perceber que as vidas transmasculinas são invisibilizadas ao ponto de não serem reconhecidas enquanto uma possibilidade nem dentro da própria comunidade LGBTQIAPN+. O segundo movimento foi o de construir um referencial teórico baseado nos estudos queer acerca do conceito de gênero, através do qual é possível apresentar ao leitor as amarras ciscoloniais que cercam os corpos cis e trans, através da construção de discursos, normas e padrões rígidos que hierarquizam os corpos e as existências. Para finalizar, entrevistei quatro pessoas transmasculinas com o objetivo de registrar e analisar suas linhas da vida à luz dos estudos queer. Através deste estudo, foi possível compreender que as experiências trans são diversas e que o binarismo de gênero, pensado a partir de uma perspectiva ciscolonial, não passa de uma utopia utilizada em no jogo de poderes responsável por colonizar corpos.Since 2008 Brazil has been considered the country that kills the most transgender people in the world, according to a survey conducted by the non-governmental organization Transgender Europe (TEGEU, 2025). Among the effects of structural transphobia, which restricts our community in the country, are marginalization, the erasure of our existence and our bodies, and limited access to education, healthcare, and citizenship. This work aims to understand and record the life stories of a group of transmasculine people in the Vale do Taquari, a region located in the central part of Rio Grande do Sul. I write this dissertation as a member of the trans community that inhabits this territorial area and thus seek strategies that enable the voices of my community to be recognized and validated. To construct the research, I took three methodological steps. First, I mapped the research related to the theme in the region, through which I realized that transmasculine lives are invisible to the point of not being recognized as a possibility even within the LGBTQIAPN+ community itself. The second step was to construct a theoretical framework based on queer studies about the concept of gender, through which it is possible to present to the reader the ciscolonial bonds that surround cis and trans bodies, through the construction of discourses, norms, and rigid standards that hierarchize bodies and existences. Finally, I interviewed four transmasculine individuals with the aim of recording and analyzing their lifelines based on queer studies. Through this study, it was possible to understand that trans experiences are diverse and that gender binarism, conceived from a ciscolonial perspective, is nothing more than a utopia used in the power game responsible for colonizing bodies.-1SOUZA, Tainã de. E se eu não for um homem com "H"? As narrativas de si das transmasculinidades do Vale do Taquari/RS. 2025. Dissertação (Mestrado) – Curso de Ambiente e Desenvolvimento, Universidade do Vale do Taquari - Univates, Lajeado, 18 dez. 2025. Disponível em: http://hdl.handle.net/10737/5397. http://hdl.handle.net/10737/5397Attribution-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCBTransmasculinidadesVale do TaquariQueerLinhas da vidaLGBTQIAPN+TransmasculinitiesLifelinesE se eu não for um homem com "H"? 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