Desenvolvimento de sistemas nanoparticulados de cloridrato de mefloquina para incremento na velocidade de dissolução

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gouveia, Giovana Couto
Orientador(a): Rocha, Helvécio Vinícius Antunes, Patrício, Beatriz Ferreira de Carvalho
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/69138
Resumo: O cloridrato de mefloquina é o fármaco de escolha para o tratamento e profilaxia da malária, no entanto de acordo com o SCB o MQ.HCl, ainda apresenta controvérsias quanto a sua classe e por não existir certeza quanto a sua permeabilidade é classificado como II e IV. Além disso, o sabor amargo do fármaco dificulta a adesão no tratamento pedriátrico, trazendo desafios quanto a palatabilidade. Neste sentido, a abordagem de redução do tamanho de partícula pode promover um incremento na solubilidade, dissolução, biodisponibilidade e também influenciar no sabor amargo apresentado.A nanotecnologia é a mais indicada e mais moderna estratégia para esta reduação, trabalham com diversos nanossistemas na escala de 1 a 1000 nanometros Se destacam os nanocristais são partículas da própria substância ativa reduzidas para uma escala nanométrica e formado por um fármaco sólido, cristalino ou amorfo são sistemas compostos de aproximadamente 90% de fármaco e não possuem materiais carreadores como as nanopartículas poliméricas, outro nanossistema promissor para estes desafios, são partículas coloidais e podem ser ou não biocompatíveis possuem capacidade de atingir tamanhos entre 20 a 100nm e são elaboradas a partir de polímeros que podem ter origem natural ou sintética. Para isso foram feitas caracterizações no IFA e também nos excipientes pré escolhidos para os dois sistemas. As amostras de nanocristais foram desenvolvidas por diferentes estratégias como aparato TubeDrive, Ultraturrax, Moinho coloidal e por último o moinho de pérola com secagem por spray drying. Em nenhuma destas tentativas os nanocristais atingiram a escala nanométrica, resultado este que pode ser confirmado por leituras feitas nos equipamentos MasterSizer e ZetaSizer, sendo então considerada para os testes seguintes como microcristais Foi feita dissolução em 120 minutos da microssuspensão e pó seco obtidos em comparação ao IFA e foi possível perceber um incremento na velocidade de dissolução. As nanopartículas poliméricas foram desenvolvidas pelo método de nanoprecipitação, foram processadas em centrífuga com auxílio de filtro Amicon e em ultracentífuga para avaliação do tamanho e verificação da melhor estratégia. Foi obtida uma amostra por ultracentrifugação para ensaio de liberação em 120 minutos, mostrando que a liberação é baixa. Levando em consideração que podem ser absorvidas como nanossistemas existe a possibilidade de com maiores estudos e testes se confirmar que este resultado influenciaria positivamente na permeação e na diminuição do sabor amargo.
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Neste sentido, a abordagem de redução do tamanho de partícula pode promover um incremento na solubilidade, dissolução, biodisponibilidade e também influenciar no sabor amargo apresentado.A nanotecnologia é a mais indicada e mais moderna estratégia para esta reduação, trabalham com diversos nanossistemas na escala de 1 a 1000 nanometros Se destacam os nanocristais são partículas da própria substância ativa reduzidas para uma escala nanométrica e formado por um fármaco sólido, cristalino ou amorfo são sistemas compostos de aproximadamente 90% de fármaco e não possuem materiais carreadores como as nanopartículas poliméricas, outro nanossistema promissor para estes desafios, são partículas coloidais e podem ser ou não biocompatíveis possuem capacidade de atingir tamanhos entre 20 a 100nm e são elaboradas a partir de polímeros que podem ter origem natural ou sintética. Para isso foram feitas caracterizações no IFA e também nos excipientes pré escolhidos para os dois sistemas. As amostras de nanocristais foram desenvolvidas por diferentes estratégias como aparato TubeDrive, Ultraturrax, Moinho coloidal e por último o moinho de pérola com secagem por spray drying. Em nenhuma destas tentativas os nanocristais atingiram a escala nanométrica, resultado este que pode ser confirmado por leituras feitas nos equipamentos MasterSizer e ZetaSizer, sendo então considerada para os testes seguintes como microcristais Foi feita dissolução em 120 minutos da microssuspensão e pó seco obtidos em comparação ao IFA e foi possível perceber um incremento na velocidade de dissolução. As nanopartículas poliméricas foram desenvolvidas pelo método de nanoprecipitação, foram processadas em centrífuga com auxílio de filtro Amicon e em ultracentífuga para avaliação do tamanho e verificação da melhor estratégia. Foi obtida uma amostra por ultracentrifugação para ensaio de liberação em 120 minutos, mostrando que a liberação é baixa. Levando em consideração que podem ser absorvidas como nanossistemas existe a possibilidade de com maiores estudos e testes se confirmar que este resultado influenciaria positivamente na permeação e na diminuição do sabor amargo.Mefloquine hydrochloride is the drug of choice for the treatment and prophylaxis of malaria, however, according to the SCB, the MQ.HCl still presents controversies regarding its class and because there is no certainty about its permeability, it is classified as II and IV. In addition, the bitter taste of the drug hinders adherence in pediatric treatment, bringing challenges as to palatability. In this sense, the particle size reduction approach can promote an increase in solubility, dissolution, bioavailability, and also influence the bitter taste presented. Nanotechnology is the most indicated and modern strategy for this reduction, working with various nanosystems on the scale of 1 to 1000 nanometers, crystalline or amorphous systems are composed of approximately 90% of drug and have no carrier materials such as polymeric nanoparticles, another promising nano system for these challenges, are colloidal particles and may or may not be biocompatible are able to reach sizes between 20 to 100nm and are made from polymers that may be natural or synthetic origin. For this, characterizations were made on the API and also on the pre-chosen excipients for the two systems. The nanocrystal samples were developed by different strategies such as TubeDrive apparatus, Ultraturrax, colloidal mill and finally the pearl mill with spray drying. In none of these attempts the nanocrystals reached the nanometric scale, a result that could be confirmed by readings made in the MasterSizer and ZetaSizer equipment, being then considered for the following tests as microcrystals. The obtained microsuspension and dry powder were dissolved in 120 minutes in comparison to the API, and an increase in dissolution speed was observed. The polymeric nanoparticles were developed by the nanoprecipitation method, were processed in a centrifuge with the aid of an Amicon filter and in an ultracentrifuge to evaluate the size and verify the best strategy A sample was obtained by ultracentrifugation for release test in 120 minutes, showing that the release is low. Taking into consideration that they can be absorbed as nano-systems, there is the possibility, with further studies and tests, to confirm that this result would positively influence permeation and the reduction of the bitter taste.Fundação Oswaldo Cruz. Instituto de Tecnologia em Fármacos. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porCloridrato de MefloquinaNanocristalNanopartícula PoliméricaDissoluçãoSistemas NanoparticuladosNanossistemasCloridrato de mefloquinaNanocristalNanopartícula poliméricaDissoluçãoSistemas nanoparticuladosNanossistemasDesenvolvimento de sistemas nanoparticulados de cloridrato de mefloquina para incremento na velocidade de dissoluçãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2023Instituto de Tecnologia em FármacosFundação Oswaldo CruzMestrado AcadêmicoRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Pesquisa Translacional em Fármacos e Medicamentosinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Fiocruz (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/eb6f1970-b1a4-498f-a8af-939e5caafba1/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALgiovana_gouveia_far_mest_2023.pdfapplication/pdf14201213https://arca.fiocruz.br/bitstreams/f181506b-dc99-4228-90a2-a25c0e6af39d/download9bc9b94ad865fa24291ae683650d57e8MD52trueAnonymousREADTEXTgiovana_gouveia_far_mest_2023.pdf.txtgiovana_gouveia_far_mest_2023.pdf.txtExtracted texttext/plain102756https://arca.fiocruz.br/bitstreams/d49652e9-0871-45aa-a109-960002fb64af/downloadf7571dcdbd9a056c114c6414deb894bbMD57falseAnonymousREADTHUMBNAILgiovana_gouveia_far_mest_2023.pdf.jpggiovana_gouveia_far_mest_2023.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg16168https://arca.fiocruz.br/bitstreams/057cbdee-072b-454d-a8a8-7db8afa5d4c6/downloade3d6a71522058ace6ecfb9126bc80644MD58falseAnonymousREADicict/691382026-01-02 16:05:05.754open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/69138https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352026-01-02T19:05:05Repositório Institucional da Fiocruz (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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