Quantos usuários de crack e/ou similares existem nas capitais brasileiras? Resultados de um inquérito nacional com a utilização da metodologia Network Scale-Up
| Ano de defesa: | 2014 |
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Resumo: | INTRODUÇÃO: Os usuários de crack ganharam especial visibilidade e se tornaram objeto da atenção dos meios de comunicação, da sociedade e dos gestores públicos por consumir a droga em locais públicos/abertos e em grupos, principalmente nos grandes centros urbanos. A formulação de políticas públicas para estas e outras populações deveria ter por base evidências empíricas consistentes. Contudo, não se sabia até o momento de realização do inquérito nacional, qual era a real magnitude do problema do crack em nosso país, com a devida precisão e abrangência. OBJETIVOS: O objetivo geral deste trabalho foi estimar o tamanho da população de usuários de crack e/ou similares nas 26 capitais federais e Distrito Federal, através de duas metodologias estatísticas distintas. MÉTODO: Foi realizado, em 2012, um inquérito domiciliar de amostragem complexa nas 27 capitais, com cerca de 25.000 indivíduos, visando estimar o número de usuários de drogas ilícitas (com exceção da maconha) e de usuários de crack e/ou similares para estes locais. Para tanto, as metodologias direta e indireta (Network Scale‐up ‐ NSUM) foram utilizadas. RESULTADOS: Estimou‐se com a metodologia NSUM que nas capitais brasileiras existem ~1.035.000 usuários regulares de drogas ilícitas (exceto maconha), o que corresponde a 2,28% desta população. Estimou‐se ainda que 0,81% da população residente nas capitais faz uso regular de crack e/ou similares, e que 14,8% deles são menores de idade. Com a metodologia direta, a estimativa gerada para o número de usuários regulares de crack e/ou similares foi de 0,15%. Se considerarmos que estimamos ~370 mil usuários de crack e/ou similares com a metodologia indireta e ~50 mil com a metodologia tradicional, temos que o número de usuários obtido pela metodologia direta é 6 vezes menor do que a obtida pelo Network Scale‐up. DISCUSSÃO: Uma etapa essencial à formulação, monitoramento e avaliação de ações elaboradas para subgrupos populacionais é ser capaz de proceder ao correto dimensionamento da magnitude desta população. Metodologias de estimação indireta são preferíveis para populações ocultas, pois não é necessário o contato direto com a população estimada, não expondo, desta forma, os comportamentos desses indivíduos, frequentemente estigmatizado, e eventualmente criminalizado. É possível ainda contabilizar populações que vivem nas ruas ou em abrigos, por exemplo, além de instituições fechadas, como o sistema carcerário e clínicas de tratamento, não passíveis de serem entrevistadas em inquéritos domiciliares tradicionais. A metodologia Network Scale‐ up apresenta‐se como um método promissor para estimar o tamanho de populações de difícil acesso, em áreas diversas como a Sociologia, a Criminologia, e, mais recentemente, a Saúde Pública. |
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Reis, Neilane Bertoni dosBastos, Francisco Inácio Pinkusfeld Monteiro2019-09-27T16:46:50Z2019-09-27T16:46:50Z2014REIS, Neilane Bertoni dos. Quantos usuários de crack e/ou similares existem nas capitais brasileiras? Resultados de um inquérito nacional com a utilização da metodologia Network Scale-Up. 2014. 104 f. Tese (Doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, 2014.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/35976INTRODUÇÃO: Os usuários de crack ganharam especial visibilidade e se tornaram objeto da atenção dos meios de comunicação, da sociedade e dos gestores públicos por consumir a droga em locais públicos/abertos e em grupos, principalmente nos grandes centros urbanos. A formulação de políticas públicas para estas e outras populações deveria ter por base evidências empíricas consistentes. Contudo, não se sabia até o momento de realização do inquérito nacional, qual era a real magnitude do problema do crack em nosso país, com a devida precisão e abrangência. OBJETIVOS: O objetivo geral deste trabalho foi estimar o tamanho da população de usuários de crack e/ou similares nas 26 capitais federais e Distrito Federal, através de duas metodologias estatísticas distintas. MÉTODO: Foi realizado, em 2012, um inquérito domiciliar de amostragem complexa nas 27 capitais, com cerca de 25.000 indivíduos, visando estimar o número de usuários de drogas ilícitas (com exceção da maconha) e de usuários de crack e/ou similares para estes locais. Para tanto, as metodologias direta e indireta (Network Scale‐up ‐ NSUM) foram utilizadas. RESULTADOS: Estimou‐se com a metodologia NSUM que nas capitais brasileiras existem ~1.035.000 usuários regulares de drogas ilícitas (exceto maconha), o que corresponde a 2,28% desta população. Estimou‐se ainda que 0,81% da população residente nas capitais faz uso regular de crack e/ou similares, e que 14,8% deles são menores de idade. Com a metodologia direta, a estimativa gerada para o número de usuários regulares de crack e/ou similares foi de 0,15%. Se considerarmos que estimamos ~370 mil usuários de crack e/ou similares com a metodologia indireta e ~50 mil com a metodologia tradicional, temos que o número de usuários obtido pela metodologia direta é 6 vezes menor do que a obtida pelo Network Scale‐up. DISCUSSÃO: Uma etapa essencial à formulação, monitoramento e avaliação de ações elaboradas para subgrupos populacionais é ser capaz de proceder ao correto dimensionamento da magnitude desta população. Metodologias de estimação indireta são preferíveis para populações ocultas, pois não é necessário o contato direto com a população estimada, não expondo, desta forma, os comportamentos desses indivíduos, frequentemente estigmatizado, e eventualmente criminalizado. É possível ainda contabilizar populações que vivem nas ruas ou em abrigos, por exemplo, além de instituições fechadas, como o sistema carcerário e clínicas de tratamento, não passíveis de serem entrevistadas em inquéritos domiciliares tradicionais. A metodologia Network Scale‐ up apresenta‐se como um método promissor para estimar o tamanho de populações de difícil acesso, em áreas diversas como a Sociologia, a Criminologia, e, mais recentemente, a Saúde Pública.BACKGROUND: Crack‐cocaine users have gained particular visibility and have been under permanent scrutiny of media, society and public managers, due to the fact its use has taken place in public places, among large groups of people, especially in major urban centers. The formulation of public policies targeting these and other at‐risk populations should be based on empirical evidence. However, until the present study, the magnitude of the crack‐ cocaine problem in our country was virtually unknown, when accuracy and comprehensiveness are taken into consideration. OBJECTIVE: The objective of this study was to estimate the size of the crack‐cocaine and/or similar users in the 26 Brazilian capitals and Distrito Federal, using two different statistical methodologies. METHODS: Was conducted, in 2012, a household survey with a complex sample, in Brazil's 27 capitals, with approximately 25,000 interviewees, to estimate the number of illicit drug users (except marijuana) and crack‐cocaine and/or similar users in these cities. For the sake of these estimates, both direct and indirect (Network Scale‐up ‐ NSUM) methodologies were used. RESULTS: Using the NSUM methodology, it was estimated that ~1,035,000 people were regular users of illicit drugs (except marijuana) in the 27 Brazilian capitals, what corresponds to an overall proportion of 2.28%. It was estimated that 0.81% of residents of the capitals were regular crack‐cocaine and/or other smoked cocaine users, 14.8% of them under 18 years old. With the direct methodology, regular crack‐cocaine and/or smoked cocaine users were estimated as being 0.15% of the general population. Considering, we estimated ~370,000 regular crack‐cocaine and/or other smoked cocaine users using the indirect methodology and ~50,000 with its classic (direct) counterpart, we realized the number of users estimated by the direct methodology was 6 times smaller than the estimates generated by the Network Scale‐up Method. DISCUSSION: One essential step for the formulation, monitoring and evaluation of initiatives targeting special subpopulations comprises the precisely estimation of the magnitude of such populations. Indirect methods are preferable for hidden populations because they do not comprise face‐to‐face interaction, then averting any exposure of such individuals, who are frequently stigmatized and sometimes criminalized. Indirect methods also make possible to estimate the homeless and those who live in shelters, or people who live in closed institutions such as prisons and clinical treatment centers, not likely to be reached by traditional household surveys. The Network Scale‐up methodology seems to be promising method to estimate hidden populations, in different areas such as Sociology, Criminology and more recently, Public Health.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porUsuários de DrogasCrackPopulações OcultasNetwork Scale‐upBrasilDrug UsersCrack‐CocaineHidden PopulationNetwork Scale‐upBrazilUsuários de DrogasCocaína CrackRede SocialBrasilMetodologiaPopulações OcultasQuantos usuários de crack e/ou similares existem nas capitais brasileiras? Resultados de um inquérito nacional com a utilização da metodologia Network Scale-UpHow many crack users and / or similar exist in state capitals? Results of a national survey using the methodology Network Scale-Upinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2014Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Fundação Oswaldo CruzFundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde PúblicaRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/12a0e4b8-aeb9-4f34-92d6-3f8a0138b98e/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALve_Neilane_Bertoni_ENSP_2014application/pdf1096509https://arca.fiocruz.br/bitstreams/bdf7371f-74d8-4cf8-bf3c-ef625d7d2167/downloadf6e11cb5634357e9ab687e17fa054304MD52trueAnonymousREADTEXTve_Neilane_Bertoni_ENSP_2014.txtve_Neilane_Bertoni_ENSP_2014.txtExtracted texttext/plain115615https://arca.fiocruz.br/bitstreams/99b1d6ad-2034-4114-b451-a1fd3aea214d/download18c897046f93c70e90e62d3bd17b774bMD57falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Neilane_Bertoni_ENSP_2014.jpgve_Neilane_Bertoni_ENSP_2014.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3196https://arca.fiocruz.br/bitstreams/d7fd4973-e774-4a01-942a-553dc66341ac/download79dc911e932aa0de56442d8647a24b8fMD58falseAnonymousREADicict/359762025-07-29 23:43:00.548open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/35976https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T02:43Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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