Tratamento da esporotricose felina com a criocirurgia associada ao itraconazol oral
| Ano de defesa: | 2016 |
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Resumo: | A esporotricose é uma micose de implantação causada por espécies do complexo Sporothrix schenckii que acomete seres humanos e diversas espécies animais, incluindo os gatos. Clinicamente, a esporotricose felina varia desde uma infecção subclínica, passando por lesão cutânea única até formas múltiplas e sistêmicas fatais. O diagnóstico definitivo dessa micose é obtido pelo isolamento do fungo em meios de cultura. O itraconazol é considerado o fármaco de escolha para o tratamento da esporotricose felina, entretanto, alguns casos não apresentam resposta clínica satisfatória. A criocirurgia é indicada no tratamento de dermatopatias inflamatórias e neoplásicas na medicina humana e veterinária. No entanto, estudos sobre a utilização dessa técnica como tratamento adjuvante nas micoses em seres humanos e animais são escassos. O objetivo deste estudo foi avaliar o uso da criocirurgia em lesões cutâneas felinas causadas por Sporothrix spp., associada ao itraconazol oral. Realizou-se um estudo interventivo não controlado, cuja população foi constituída por 28 gatos com esporotricose assistidos na Fiocruz no período de 2012 a 2015. Os gatos foram submetidos ao exame clínico, documentação fotográfica, coleta de amostras biológicas e a uma sessão de criocirurgia utilizando nitrogênio líquido como criógeno, na técnica de spray aberto com dois ciclos de congelamento-descongelamento. Adicionalmente, a terapia com itraconazol oral 100 mg/gato/dia foi mantida até o desfecho. A maioria dos gatos era macho, adulto e todos sem raça definida. A úlcera foi o tipo de lesão cutânea predominantemente submetida à criocirurgia (n=22; 78,6%), e os pavilhões auriculares, a localização mais frequente (n=10; 35,7%). Em relação aos gatos incluídos, sete (25%) eram virgens de tratamento e 21 (75%) faziam uso de itraconazol. Dentre os animais sob tratamento com itraconazol, 7 (33,3%) eram refratários e 14 (67,7%) não refratários. A cicatrização total das lesões após a criocirurgia ocorreu em 10 gatos (71,4%), e a cicatrização parcial em quatro gatos (28,6%) do grupo não refratário. No grupo dos gatos virgens, a cicatrização total ocorreu em quatro gatos (57,1%), e a cicatrização parcial em três gatos (42,9%). No grupo refratário, a cicatrização total das lesões após a criocirurgia ocorreu em dois gatos (28,6%), parcial em dois gatos (28,6%), e ausência de cicatrização em três gatos (42,9%). Os efeitos adversos clínicos relacionados ao itraconazol foram observados em 13 (46,4%) gatos, principalmente o emagrecimento relacionado à hiporexia (n=4; 30,7%). Os efeitos adversos relacionados à criocirurgia foram observados em oito gatos (28,6%), como a leucotriquia (n=3; 10,7%) e a perda tecidual considerável (n=3; 10,7%). Dos 28 gatos incluídos, 15 (53,5%) obtiveram a cura clínica como desfecho, e o tempo mediano de tratamento com itraconazol oral após a sessão de criocirurgia nesses gatos foi 12 semanas. De acordo com os resultados obtidos neste estudo, concluiu-se que o protocolo terapêutico proposto é uma opção viável nos casos de esporotricose felina que apresentam poucas lesões cutâneas |
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Pereira, Alessandra VieiraPereira, Sandro AntonioPacheco, Tânia Maria Valente2024-03-18T18:29:41Z2024-03-18T18:29:41Z2016PEREIRA, Alessandra Vieira. Tratamento da esporotricose felina com a criocirurgia associada ao itraconazol oral. 2016. 65 f. Tese (Doutorado em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas) - Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ, 2016.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/63109A esporotricose é uma micose de implantação causada por espécies do complexo Sporothrix schenckii que acomete seres humanos e diversas espécies animais, incluindo os gatos. Clinicamente, a esporotricose felina varia desde uma infecção subclínica, passando por lesão cutânea única até formas múltiplas e sistêmicas fatais. O diagnóstico definitivo dessa micose é obtido pelo isolamento do fungo em meios de cultura. O itraconazol é considerado o fármaco de escolha para o tratamento da esporotricose felina, entretanto, alguns casos não apresentam resposta clínica satisfatória. A criocirurgia é indicada no tratamento de dermatopatias inflamatórias e neoplásicas na medicina humana e veterinária. No entanto, estudos sobre a utilização dessa técnica como tratamento adjuvante nas micoses em seres humanos e animais são escassos. O objetivo deste estudo foi avaliar o uso da criocirurgia em lesões cutâneas felinas causadas por Sporothrix spp., associada ao itraconazol oral. Realizou-se um estudo interventivo não controlado, cuja população foi constituída por 28 gatos com esporotricose assistidos na Fiocruz no período de 2012 a 2015. Os gatos foram submetidos ao exame clínico, documentação fotográfica, coleta de amostras biológicas e a uma sessão de criocirurgia utilizando nitrogênio líquido como criógeno, na técnica de spray aberto com dois ciclos de congelamento-descongelamento. Adicionalmente, a terapia com itraconazol oral 100 mg/gato/dia foi mantida até o desfecho. A maioria dos gatos era macho, adulto e todos sem raça definida. A úlcera foi o tipo de lesão cutânea predominantemente submetida à criocirurgia (n=22; 78,6%), e os pavilhões auriculares, a localização mais frequente (n=10; 35,7%). Em relação aos gatos incluídos, sete (25%) eram virgens de tratamento e 21 (75%) faziam uso de itraconazol. Dentre os animais sob tratamento com itraconazol, 7 (33,3%) eram refratários e 14 (67,7%) não refratários. A cicatrização total das lesões após a criocirurgia ocorreu em 10 gatos (71,4%), e a cicatrização parcial em quatro gatos (28,6%) do grupo não refratário. No grupo dos gatos virgens, a cicatrização total ocorreu em quatro gatos (57,1%), e a cicatrização parcial em três gatos (42,9%). 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De acordo com os resultados obtidos neste estudo, concluiu-se que o protocolo terapêutico proposto é uma opção viável nos casos de esporotricose felina que apresentam poucas lesões cutâneasSporotrichosis is an implantation mycosis caused by Sporothrix schenckii species complex which infects a variety of species including humans and cats. Clinically, feline sporotrichosis varies from a subclinical infection that can progress to multiple skin lesions and even fatal systemic involvement. The definitive diagnosis of this mycosis is obtained by the fungal isolation in culture media. Itraconazole has been considered the drug of choice for feline sporotrichosis treatment. However, the outcome can be unsatisfactory in some cases. Cryosurgery is indicated for the treatment of inflammatory and neoplastic skin diseases in human and animal medicine. However, there are few studies related to cryosurgery for mycosis in humans and animals. The aim of this study was to evaluate the use of cryosurgery in skin lesions caused by Sporothrix spp., in combination with oral itraconazole. An uncontrolled intervention study was conducted, comprising a population of 28 cats, which were diagnosed with sporotrichosis and followed up at Fiocruz, between 2012 and 2015. The cats were submitted to clinical examination, photographic documentation and sample collection. One cryosurgery session with two freeze-thaw cycles was performed and open spray was the used technique. Additionally, oral itraconazole 100 mg/cat/day was maintained until outcome. Most cats included in the study were adult and male and all cats were mongrel. Ulcer was the main skin lesion submitted to cryosurgery (n=22; 78.6%) and lesions were located especially on pinna (n=10; 35.7%). As for the cats included, 7 (25%) of them were treatment-naive and 21 (75%) were under itraconazole treatment. Among the cats under itraconazole treatment, 7 (33.3%) of them were refractory and 14 (67.7%) were non-refractory. The total healing of the lesions after cryosurgery occurred in 10 cats (71.4%) and the partial healing in four cats (28.6%) in the non-refractory group. In the group of virgin cats, total healing occurred in four cats (57.1%) and the partial healing in three cats (42.9%). In the refractory group, the total healing of lesions after cryosurgery occurred in two cats ( 28.6%), the partial healing in two cats (28.6%) and absence of healing in three cats (42.9%). The adverse clinical effects related to itraconazole were observed in 13 (46.4%) cats, mainly weight loss related to hypoxia (n = 4; 30.7%). Adverse clinical effects related to itraconazole tretament were observed in 13 cats (46,4%), mainly weight loss associated with hyporexia (n=4; 30,7%). Adverse clinical effects related to cryosurgery were observed in eight cats (28,6%), as leucotriquia (n=3; 10,7%) and substantial loss of tissue (n=3; 10,7%). Among 28 studied cats, 15 (53.5%) achieved clinical cure and median time of itraconazole treatment was 12 weeks. According to the results found in this study, it is concluded that the proposed therapeutic regimen is a viable option for cats with sporotrichosis presenting few skin lesionsFundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porGatosEsporotricoseTratamentoItraconazolCriocirurgiaTerapia AdjuvanteCatsSporotrichosisTreatmentItraconazoleCryosurgeryAdjunctive TherapyEsporotricoseCriocirurgiaGatosItraconazolTratamento da esporotricose felina com a criocirurgia associada ao itraconazol oralinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2016Instituto Nacional de Infectologia Evandro ChagasFundação Oswaldo CruzRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosasinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/f69f1a79-806f-4d4d-8879-cfc055e21eba/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALalessandra_pereira_ini_dout_2016.pdfalessandra_pereira_ini_dout_2016.pdfapplication/pdf14670068https://arca.fiocruz.br/bitstreams/3114c817-b377-407c-8586-52b936f79f78/downloaddfe4f74f4d3086f2a91b5a1208a6b629MD52trueAnonymousREADTEXTalessandra_pereira_ini_dout_2016.pdf.txtalessandra_pereira_ini_dout_2016.pdf.txtExtracted texttext/plain102581https://arca.fiocruz.br/bitstreams/5b31ddaa-2ace-4b01-8c47-16bdb45f0546/download96b5001946d71e23f72eebe0e55780cfMD55falseAnonymousREADTHUMBNAILalessandra_pereira_ini_dout_2016.pdf.jpgalessandra_pereira_ini_dout_2016.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3108https://arca.fiocruz.br/bitstreams/93c11ad5-b0f2-44ef-a2f1-388b82351142/download8a7524c9476ecc7d2c59a68e4adab9a0MD56falseAnonymousREADicict/631092025-07-30 01:42:02.994open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/63109https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T04:42:02Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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