A coordenação estadual no contexto das relações intergovernamentais do SUS: a experiência da pandemia de COVID-19
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | A tese aborda a coordenação estadual da resposta à COVID-19 no contexto das relações intergovernamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). Os objetivos foram analisar os fatores condicionantes, as dimensões e os padrões da coordenação estadual, buscando extrair lições. O estudo qualitativo exploratório incluiu análise documental, bibliográfica e entrevistas com representantes dos 26 estados e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), focando no período de reconhecimento da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) da COVID-19 no Brasil. As informações foram interpretadas com base no referencial neoinstitucionalista. Os limites do estudo incluem a restrição ao período da pandemia e o uso de documentos e entrevistas que podem não representar completamente o fenômeno. A análise dos fatores condicionantes considerou o papel do Conass em cada período de gestão do Ministério da Saúde (MS), assim como os aspectos históricos no plano estadual e conjunturais no plano nacional. A análise da coordenação estadual foi realizada segundo nove dimensões correspondentes às funções do ente estadual no SUS. Os arranjos de coordenação estadual foram tipificados considerando três padrões – independente, centralizado e integrado. A maioria dos estados adotou o padrão integrado, com forte liderança estadual e condução horizontalizada. As evidências mostram o protagonismo da gestão estadual do SUS, com variações nas ações executadas Os secretários estaduais equilibraram os interesses governamentais e a resposta à pandemia, influenciados por fatores como: [1] os perfis dos governadores e secretários estaduais, [2] o nível de concertação entre secretários estaduais, facilitado pelo Conass, [3] o grau de desenvolvimento das capacidades institucionais dos estados e [4] a integração entre a secretaria estadual e outros atores do SUS, mediada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB). As lições aprendidas destacam a necessidade de aperfeiçoar processos e estruturas e incorporar experiências positivas na gestão do SUS. A principal lição é que os entes federados não conseguem atuar isoladamente e que as instâncias de pactuação do SUS são essenciais para a cooperação intergovernamental. |
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Ferreira, Ana Cássia CopleLima, Luciana Dias de2024-10-11T17:18:45Z2024-10-11T17:18:45Z2024FERREIRA, Ana Cássia Cople. A coordenação estadual no contexto das relações intergovernamentais do SUS : a experiência da pandemia de COVID-19. 2024. 290 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2024.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/66476A tese aborda a coordenação estadual da resposta à COVID-19 no contexto das relações intergovernamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). Os objetivos foram analisar os fatores condicionantes, as dimensões e os padrões da coordenação estadual, buscando extrair lições. O estudo qualitativo exploratório incluiu análise documental, bibliográfica e entrevistas com representantes dos 26 estados e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), focando no período de reconhecimento da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) da COVID-19 no Brasil. As informações foram interpretadas com base no referencial neoinstitucionalista. Os limites do estudo incluem a restrição ao período da pandemia e o uso de documentos e entrevistas que podem não representar completamente o fenômeno. A análise dos fatores condicionantes considerou o papel do Conass em cada período de gestão do Ministério da Saúde (MS), assim como os aspectos históricos no plano estadual e conjunturais no plano nacional. A análise da coordenação estadual foi realizada segundo nove dimensões correspondentes às funções do ente estadual no SUS. Os arranjos de coordenação estadual foram tipificados considerando três padrões – independente, centralizado e integrado. A maioria dos estados adotou o padrão integrado, com forte liderança estadual e condução horizontalizada. As evidências mostram o protagonismo da gestão estadual do SUS, com variações nas ações executadas Os secretários estaduais equilibraram os interesses governamentais e a resposta à pandemia, influenciados por fatores como: [1] os perfis dos governadores e secretários estaduais, [2] o nível de concertação entre secretários estaduais, facilitado pelo Conass, [3] o grau de desenvolvimento das capacidades institucionais dos estados e [4] a integração entre a secretaria estadual e outros atores do SUS, mediada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB). As lições aprendidas destacam a necessidade de aperfeiçoar processos e estruturas e incorporar experiências positivas na gestão do SUS. A principal lição é que os entes federados não conseguem atuar isoladamente e que as instâncias de pactuação do SUS são essenciais para a cooperação intergovernamental.The thesis addresses the state-level coordination of the response to COVID-19 within the context of intergovernmental relations in the Unified Health System. The objectives were to analyze the conditioning factors, dimensions, and patterns of state coordination, aiming to extract lessons. The exploratory qualitative study included document and bibliographic analysis and interviews with representatives from the 26 states and the National Council of Health Secretaries, focusing on the period of recognition of the Public Health Emergency of National Importance of COVID-19 in Brazil. The information was interpreted based on the neo-institutionalist framework. The study's limitations include the restriction to the pandemic period and the use of documents and interviews that may not fully represent the phenomenon. The analysis of conditioning factors considered the role of Conass in each period of the Ministry of Health management, as well as historical aspects at the state level and conjunctural aspects at the national level. The analysis of state coordination was conducted according to nine dimensions corresponding to the functions of the state entity in the SUS. State coordination arrangements were typified considering three patterns – independent, centralized, and integrated. Most states adopted the integrated pattern, with strong state leadership and horizontalized management. The evidence shows the prominence of state management in the SUS, with variations in the actions executed State secretaries balanced governmental interests and the pandemic response, influenced by factors such as: [1] the profiles of governors and state secretaries, [2] the level of concertation among state secretaries, facilitated by Conass, [3] the degree of development of the states' institutional capacities, and [4] the integration between the state health department and other SUS actors, mediated by the Bipartite Interagency Commission. The lessons learned highlight the need to improve processes and structures and incorporate positive experiences in SUS management. The main lesson is that federated entities cannot act in isolation and that SUS negotiation instances are essential for intergovernmental cooperation.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porFederalismoCOVID-19Cooperação HorizontalGestão em saúdeFederalismCOVID-19Horizontal CooperationHealth ManagementCOVID-19Gestão em SaúdeCooperação HorizontalFederalismoSistema Único de SaúdePolítica PúblicaFederalismHorizontal CooperationHealth ManagementA coordenação estadual no contexto das relações intergovernamentais do SUS: a experiência da pandemia de COVID-19State coordination in the context of SUS intergovernmental relations : the experience of the COVID-19 pandemicinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2024-08-06Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo CruzRio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/50afff80-fc20-4812-b82e-e4694bd3b8c3/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALana_cassia_cople_ferreira_ensp_dout_2024.pdfapplication/pdf4047745https://arca.fiocruz.br/bitstreams/c8558dc0-5bbe-4946-85a0-a86a67305ac7/downloadf955dc300297335cae014a28d5e4f02aMD52trueAnonymousREADTEXTana_cassia_cople_ferreira_ensp_dout_2024.pdf.txtana_cassia_cople_ferreira_ensp_dout_2024.pdf.txtExtracted texttext/plain103570https://arca.fiocruz.br/bitstreams/05b2ff45-a858-410c-8295-2888734a6ddc/download3646d6900b48940918361d7cec3a2511MD59falseAnonymousREADTHUMBNAILana_cassia_cople_ferreira_ensp_dout_2024.pdf.jpgana_cassia_cople_ferreira_ensp_dout_2024.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2554https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e06378dc-e27d-4c4b-8e69-89c38c0cc8e8/download3e5337d6295519acebad6104fd2c7d46MD510falseAnonymousREADicict/664762025-07-29 21:38:57.555open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/66476https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-07-30T00:38:57Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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