O Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde e a Cooperação Sul-Sul
| Ano de defesa: | 2017 |
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Resumo: | A globalização ampliou a interdependência entre países e exige dos Estados nação adaptar suas políticas domésticas à realidade internacional, pois cada vez mais problemas internos não podem ser solucionados integralmente sem a cooperação com outras nações e outros agentes. Na saúde, esta nova noção de interdependência nas relações internacionais e necessidade de cooperação entre atores ativos na política internacional são evidenciadas com o crescente número de instituições, de regimes internacionais e de organizações internacionais criadas nas últimas décadas. Na América do Sul, em contexto de mudanças políticas e governos democráticos, foi criada em 2008 a União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Reconhecendo o lugar de destaque que a saúde vem alcançando na política externa dos países e nas agendas internacionais, o segundo conselho ministerial setorial a ser constituído pelos chefes de Estado da Unasul foi o Conselho de Saúde Sul-Americano. Um dos produtos mais concretos deste Conselho foi a criação do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Isags). Esta dissertação teve por objetivo examinar o processo de institucionalização do ISAGS no período de 2011 a 2015, analisar a sua atuação a partir da perspectiva da cooperação Sul-Sul, e identificar os desafios para sua sustentabilidade. Trata-se de um estudo de caso a partir de duas estratégias principais de coleta de dados e fontes de informação: análise documental e entrevistas com atores-chave. Foram realizadas 16 entrevistas com informantes-chave de nove dos doze países membros do Conselho de Saúde Sul-americano e analisados documentos deste conselho e do Isags. O Isags atua a partir de estratégias definidas em seu Plano Trienal e as diretrizes estratégicas: geração, produção e disseminação do conhecimento; apoio à formação de pessoal estratégico; articulação intersetorial; contribuição à democratização do acesso ao conhecimento e informação; e fortalecimento da diplomacia da saúde na Unasul. No período estudado, suas principais atividades foram a realização de oficinas e conferências temáticas, a publicação de livros e pesquisas, a gestão da informação e comunicação, a articulação intersetorial com instâncias da Unasul e de fora do bloco, e a diplomacia da saúde. Tendo em vista as características da cooperação Sul-Sul, a análise documental e a avaliação da atuação do Isags pelos entrevistados, pode-se concluir que além de dar institucionalidade ao Conselho de Saúde. O Isags atua como um vetor para a ação global do bloco e cumpre com o papel de facilitador de cooperação Sul-Sul em saúde na América do Sul, a partir da promoção de espaços de encontro e intercâmbio de boas práticas aos países membros da Unasul. Cabe destacar que a lenta institucionalização do Isags é considerada um de seus maiores desafios a serem superados, e por isso a sustentabilidade do instituto, tanto política quanto financeira, é um tema bastante discutido entre os os membros do Conselho de Saúde Sul-americano e demais atores envolvidos no trabalho do instituto. Se avalia que a sustentabilidade do instituto está diretamente relacionada com o rumo da Unasul, o que significa que se a Unasul se fragilizar politica ou financeiramente, o instituto também se fragilizaria. Além disso, acredita-se que o Isags é um instituto único e se diferencia da atuação de outros organismos internacionais que atuam na área da saúde tanto em seu caráter como em sua natureza. O Isags é um organismo com grande respaldo político e trabalha com a concepção de cooperação horizontal, tendo sempre os interesses dos países em primeiro lugar. Apesar de sua pouca idade e de diversos obstáculos ainda a superar, o Isags demonstra um saldo de trabalho positivo a partir de uma visão ampla da saúde pública na região, fundada na determinação social da saúde e na garantia da saúde como direito. Atores chave opinam que o Isags tem um grande potencial, servindo como a "coluna vertebral" do Conselho de Saúde Sul-Americano. |
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Bermudez, Luana Oliveira ZepedaGiovanella, Ligia2018-01-26T16:16:02Z2018-01-26T16:16:02Z2017BERMUDEZ, Luana Oliveira Zepeda . O Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde e a Cooperação Sul-Sul. 2017. 187 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2017.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/24093A globalização ampliou a interdependência entre países e exige dos Estados nação adaptar suas políticas domésticas à realidade internacional, pois cada vez mais problemas internos não podem ser solucionados integralmente sem a cooperação com outras nações e outros agentes. Na saúde, esta nova noção de interdependência nas relações internacionais e necessidade de cooperação entre atores ativos na política internacional são evidenciadas com o crescente número de instituições, de regimes internacionais e de organizações internacionais criadas nas últimas décadas. Na América do Sul, em contexto de mudanças políticas e governos democráticos, foi criada em 2008 a União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Reconhecendo o lugar de destaque que a saúde vem alcançando na política externa dos países e nas agendas internacionais, o segundo conselho ministerial setorial a ser constituído pelos chefes de Estado da Unasul foi o Conselho de Saúde Sul-Americano. Um dos produtos mais concretos deste Conselho foi a criação do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Isags). Esta dissertação teve por objetivo examinar o processo de institucionalização do ISAGS no período de 2011 a 2015, analisar a sua atuação a partir da perspectiva da cooperação Sul-Sul, e identificar os desafios para sua sustentabilidade. Trata-se de um estudo de caso a partir de duas estratégias principais de coleta de dados e fontes de informação: análise documental e entrevistas com atores-chave. Foram realizadas 16 entrevistas com informantes-chave de nove dos doze países membros do Conselho de Saúde Sul-americano e analisados documentos deste conselho e do Isags. O Isags atua a partir de estratégias definidas em seu Plano Trienal e as diretrizes estratégicas: geração, produção e disseminação do conhecimento; apoio à formação de pessoal estratégico; articulação intersetorial; contribuição à democratização do acesso ao conhecimento e informação; e fortalecimento da diplomacia da saúde na Unasul. No período estudado, suas principais atividades foram a realização de oficinas e conferências temáticas, a publicação de livros e pesquisas, a gestão da informação e comunicação, a articulação intersetorial com instâncias da Unasul e de fora do bloco, e a diplomacia da saúde. Tendo em vista as características da cooperação Sul-Sul, a análise documental e a avaliação da atuação do Isags pelos entrevistados, pode-se concluir que além de dar institucionalidade ao Conselho de Saúde. O Isags atua como um vetor para a ação global do bloco e cumpre com o papel de facilitador de cooperação Sul-Sul em saúde na América do Sul, a partir da promoção de espaços de encontro e intercâmbio de boas práticas aos países membros da Unasul. Cabe destacar que a lenta institucionalização do Isags é considerada um de seus maiores desafios a serem superados, e por isso a sustentabilidade do instituto, tanto política quanto financeira, é um tema bastante discutido entre os os membros do Conselho de Saúde Sul-americano e demais atores envolvidos no trabalho do instituto. Se avalia que a sustentabilidade do instituto está diretamente relacionada com o rumo da Unasul, o que significa que se a Unasul se fragilizar politica ou financeiramente, o instituto também se fragilizaria. Além disso, acredita-se que o Isags é um instituto único e se diferencia da atuação de outros organismos internacionais que atuam na área da saúde tanto em seu caráter como em sua natureza. O Isags é um organismo com grande respaldo político e trabalha com a concepção de cooperação horizontal, tendo sempre os interesses dos países em primeiro lugar. Apesar de sua pouca idade e de diversos obstáculos ainda a superar, o Isags demonstra um saldo de trabalho positivo a partir de uma visão ampla da saúde pública na região, fundada na determinação social da saúde e na garantia da saúde como direito. Atores chave opinam que o Isags tem um grande potencial, servindo como a "coluna vertebral" do Conselho de Saúde Sul-Americano.Globalization has increased interdependence between countries and has required nation states to adapt internal policies to international reality since, all the time more, internal problems cannot be entirely resolved without cooperation with other nations or actors. In the field of health, this new idea of interdependence in international relations and the need for cooperation between active actors in international policies are demonstrated by the increasing number of institutions, international regimes and international organizations created over the past few decades. At the beginning of the 2000s, in a context of political changes and democratic governments in South America, the Union of South American Nations (Unasur) was created. In recognition of the important role that health had been gaining in external policies and international agendas of several countries, the second Ministerial Sectorial Council formed by the Heads of State of UNASUR was the South American Health Council. One of the most concrete outcomes of this Council was the creation of the South American Institute of Government in Health (ISAGS). This study aims to to examine the process of institutionalization of ISAGS in the period from 2011 to 2015, Analyze its performance from the perspective of South-South cooperation, and identify the challenges for its sustainability. This is a case study, which uses two main strategies for the choice of information sources and data collection: document analysis and interviews with key actors. Sixteen interviews were conducted with key informants from nine of the twelve member countries of the South American Health Council and documents from this council and Isags were analyzed. ISAGS actions are based on strategies defined in its Triennial Plan and in the Institute's strategic guidelines: generation, production and dissemination of knowledge; support for the training of strategic personnel; intersectoral articulation; contribution to the democratization of access to knowledge and information; and strengthening of health diplomacy in Unasur. Its main activities during the studied period were the organization of thematic workshops and conferences, the publication of books and researches, the management of information and communication, intersectoral collaboration with UNASUR bodies and other structures outside the bloc, and health diplomacy. Considering the characteristics of South-South Cooperation, the analysis of documents and the evaluation of ISAGS' activities by interviewees, it was possible to conclude that, besides providing the Health Council with institutionality. ISAGS also works as a vector for the bloc's global action, and fulfils a role of facilitator for South-South Cooperation in the ambit of health in South America, based on the promotion of spaces for meetings and exchange of good practices to UNASUR member countries. It is important to remark that ISAGS' prolonged institutionalization process is considered one of the greatest challenges yet to overcome, and therefore the sustainability of the institute, both political and financial, is a bitter topic discussed among the members of the South American Health Council and other actors involved in the work of the institute. It is assessed that the sustainability of the institute is directly related to the direction of UNASUR, which means that if UNASUR becomes politically or financially fragile, the institute would also become fragile. In addition, it is believed that Isags is a unique institute and differs from the performance of other international organizations that work in the area of health both in character and in nature. Isags has strong political support and works with the concept of horizontal cooperation, always having the interests of the countries in the first place. In spite of being a young organization and various obstacles still to overcome, ISAGS demonstrates a positive result of works developed, based on a comprehensive perspective of public health in the region, on the social determinants of health and on the guarantee of health as a right. Key authors say that ISAGS has great potential, and that it works as the "spinal column" of the South American Health Council.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porCooperação InternacionalCooperação Sul-SulDiplomacia da SaúdeSaúde GlobalAmérica do SulUNASULISAGSInternational CooperationSouth-South CooperationHealth DiplomacyGlobal HealthUNASURISAGSSouth AmericaCooperação InternacionalCooperação Sul-SulSaúde GlobalDiplomacia em SaúdeAmérica do SulUnião de Nações Sul-Americanas03 Saúde e Bem-Estar17 Parcerias e meios de implementaçãoO Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde e a Cooperação Sul-SulThe South American Institute of Government in Health and South-South Cooperationinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisEscola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca.Rio de Janeiro/RJPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a651173d-d9ca-4f3b-abd1-d757b16abeb4/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALve_Luana_Oliveira_ENSP_2017.pdfapplication/pdf1853921https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a615b569-d2d3-4f56-95ba-1f99e881b8b9/download8a311f4c4bcd397a80e5c91f8a543515MD52trueAnonymousREADTEXTluana_oliveira.pdf.txtluana_oliveira.pdf.txtExtracted texttext/plain375635https://arca.fiocruz.br/bitstreams/f2990c20-7115-4332-8a96-efe89548c382/download89977401349bba18f47208f147303da9MD53falseAnonymousREADve_Luana_Oliveira_ENSP_2017.pdf.txtve_Luana_Oliveira_ENSP_2017.pdf.txtExtracted texttext/plain104589https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a3e329f0-f8ac-47bf-b1cd-090dbeb395c5/downloaddf63ca72a1f9066ea9bed71872d09af0MD512falseAnonymousREADTHUMBNAILve_Luana_Oliveira_ENSP_2017.pdf.jpgve_Luana_Oliveira_ENSP_2017.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg12364https://arca.fiocruz.br/bitstreams/be842350-02d9-4fbd-adc9-594fd5ea6fc8/download3b9a9a00a48650579253c9bce011d42dMD513falseAnonymousREADicict/240932025-12-11 08:22:56.588open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/24093https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:22:56Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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