Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Santiago, Rayra Pereira
Orientador(a): Gonçalves, Marilda de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Fiocruz/CPqGM
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://arca.fiocruz.br/handle/icict/18657
Resumo: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma complicação clínica grave da doença falciforme (DF). Poucos estudos avaliaram a velocidade do fluxo sanguíneo cerebral utilizando o Doppler transcraniano (DTC) e marcadores preditores do AVC na hemoglobinopatia SC (HbSC) e, desta forma, as velocidades consideradas de risco para os indivíduos com esta hemoglobinopatia são baseadas em velocidades descritas para a anemia falciforme (AF) e para a Sβ talassemia (HbS/β). Assim, o objetivo do presente estudo foi identificar marcadores preditores do AVC em indivíduos com HbSC, estabelecendo subfenótipos da doença pela associação de biomarcadores genéticos, hematológicos, bioquímicos e imunológicos com o valor da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral. Para tanto, foi realizado um estudo transversal, onde foram investigados 68 indivíduos com HbSC. A velocidade média máxima do fluxo sanguíneo cerebral nas artérias cerebral média, carótida anterior e cerebral anterior foi determinada utilizando o DTC. Os marcadores hematológicos, bioquímicos e imunológicos foram avaliados por métodos automatizados e os marcadores genéticos que pudessem estar relacionados ao AVC foram identificados pelas técnicas de reação em cadeia da polimerase e Restriction Fragment Length Polymorphism além da avaliação de polimorfismos de nucleotídeo único na plataforma Illumina. A velocidade média máxima observada nos indivíduos com HbSC apresentou correlação negativa com marcadores hematológicos (hemácias, hemoglobina, hematócrito) e bilirrubina direta e correlação positiva com monócitos e ferritina. Os indivíduos com velocidades do fluxo sanguíneo cerebral superiores a descrita por Deane e colaboradores (2008) apresentaram menores valores de Red Cell Distribution Width (RDW) e óxido nítrico (NO), já os indivíduos com velocidades do fluxo sanguíneo cerebral superiores a Vieira e colaboradores (em submissão) apresentaram níveis inferiores de hemoglobina e hematócrito e superiores de ferritina. Usando o percentil 75 da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral foi possível verificar que os indivíduos com velocidades superiores a 125,75 cm/s possuíam valores diminuídos de hemoglobina, hematócrito, RDW e NO e valores aumentados de ferritina. O perfil genético indicou que o polimorfismo no gene da MTHFR C677T e o genótipo selvagem para a talassemia alfa -3,7kb exerciam um efeito protetor em relação ao AVC e, portanto, podem vir a ser utilizados como indicadores preditivos de AVC nos indivíduos com HbSC. A velocidade de 125,75 cm/s pode ser a mais adequada para se avaliar os indivíduos com HbSC, porém são necessários mais estudos para identificar a associação dessa velocidade com o risco de AVC. A avaliação dos dados de sequenciamento de nova geração em indivíduos com HbSC e com o perfil de DTC anormal vs normal permitiu identificar que os genes DOCK6 rs2278426, TYR rs1042602, CYP4F2 rs2108622, MST1 rs3197999, OR51B5/6 rs5006884, THADA rs7578597, FUT2 rs602662, MTHFR rs1801133, TSEN15 rs1046934, CFB rs12614 e ABCG5 rs6756629 podem ser preditores para a ocorrência do AVC. Os resultados deste trabalho sugerem que os indivíduos com HbSC e valor de DTC aumentados apresentam subfenótipo específico, caracterizado por um perfil hemolítico e inflamatório e com um perfil genético bem definido. Desse modo, sugerimos que a busca por marcadores preditores do AVC em indivíduos com HbSC é de grande relevância, uma vez que foi possível associar marcadores laboratoriais e genéticos com os resultados obtidos pelo DTC
id CRUZ_df99d4066bfb7b95afdec01f3df6987e
oai_identifier_str oai:arca.fiocruz.br:icict/18657
network_acronym_str CRUZ
network_name_str Repositório Institucional da Fiocruz (ARCA)
repository_id_str
spelling Santiago, Rayra PereiraZanette, Dalila LucíolaLucena, Rita de Cassia Saldanha deOliveira, Ricardo RiccioGonçalves, Marilda de SouzaGonçalves, Marilda de Souza2017-04-25T16:39:34Z2017-04-25T16:39:34Z2016SANTIAGO, R. P. Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico. 2016. 182 f. Dissertação (Mestrado) Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, Salvador, 2016.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/18657O acidente vascular cerebral (AVC) é uma complicação clínica grave da doença falciforme (DF). Poucos estudos avaliaram a velocidade do fluxo sanguíneo cerebral utilizando o Doppler transcraniano (DTC) e marcadores preditores do AVC na hemoglobinopatia SC (HbSC) e, desta forma, as velocidades consideradas de risco para os indivíduos com esta hemoglobinopatia são baseadas em velocidades descritas para a anemia falciforme (AF) e para a Sβ talassemia (HbS/β). Assim, o objetivo do presente estudo foi identificar marcadores preditores do AVC em indivíduos com HbSC, estabelecendo subfenótipos da doença pela associação de biomarcadores genéticos, hematológicos, bioquímicos e imunológicos com o valor da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral. Para tanto, foi realizado um estudo transversal, onde foram investigados 68 indivíduos com HbSC. A velocidade média máxima do fluxo sanguíneo cerebral nas artérias cerebral média, carótida anterior e cerebral anterior foi determinada utilizando o DTC. Os marcadores hematológicos, bioquímicos e imunológicos foram avaliados por métodos automatizados e os marcadores genéticos que pudessem estar relacionados ao AVC foram identificados pelas técnicas de reação em cadeia da polimerase e Restriction Fragment Length Polymorphism além da avaliação de polimorfismos de nucleotídeo único na plataforma Illumina. A velocidade média máxima observada nos indivíduos com HbSC apresentou correlação negativa com marcadores hematológicos (hemácias, hemoglobina, hematócrito) e bilirrubina direta e correlação positiva com monócitos e ferritina. Os indivíduos com velocidades do fluxo sanguíneo cerebral superiores a descrita por Deane e colaboradores (2008) apresentaram menores valores de Red Cell Distribution Width (RDW) e óxido nítrico (NO), já os indivíduos com velocidades do fluxo sanguíneo cerebral superiores a Vieira e colaboradores (em submissão) apresentaram níveis inferiores de hemoglobina e hematócrito e superiores de ferritina. Usando o percentil 75 da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral foi possível verificar que os indivíduos com velocidades superiores a 125,75 cm/s possuíam valores diminuídos de hemoglobina, hematócrito, RDW e NO e valores aumentados de ferritina. O perfil genético indicou que o polimorfismo no gene da MTHFR C677T e o genótipo selvagem para a talassemia alfa -3,7kb exerciam um efeito protetor em relação ao AVC e, portanto, podem vir a ser utilizados como indicadores preditivos de AVC nos indivíduos com HbSC. A velocidade de 125,75 cm/s pode ser a mais adequada para se avaliar os indivíduos com HbSC, porém são necessários mais estudos para identificar a associação dessa velocidade com o risco de AVC. A avaliação dos dados de sequenciamento de nova geração em indivíduos com HbSC e com o perfil de DTC anormal vs normal permitiu identificar que os genes DOCK6 rs2278426, TYR rs1042602, CYP4F2 rs2108622, MST1 rs3197999, OR51B5/6 rs5006884, THADA rs7578597, FUT2 rs602662, MTHFR rs1801133, TSEN15 rs1046934, CFB rs12614 e ABCG5 rs6756629 podem ser preditores para a ocorrência do AVC. Os resultados deste trabalho sugerem que os indivíduos com HbSC e valor de DTC aumentados apresentam subfenótipo específico, caracterizado por um perfil hemolítico e inflamatório e com um perfil genético bem definido. Desse modo, sugerimos que a busca por marcadores preditores do AVC em indivíduos com HbSC é de grande relevância, uma vez que foi possível associar marcadores laboratoriais e genéticos com os resultados obtidos pelo DTCStroke is a serious clinical complication of sickle cell disease (SCD). Only few studies have evaluated the rate of cerebral blood flow by transcranial Doppler (TCD) and stroke predictor markers on hemoglobinopathy SC (HbSC), thus, velocity considered as risk for stroke that is used to diagnose HbSC individuals are based on velocities described for the sickle cell anemia (SCA) and Sβ thalassemia. The objective of this study was to identify predictors markers of stroke in individuals with HbSC, establishing subphenotypes disease by the association of genetic biomarkers, hematological, biochemical and immunological with the value of the velocity of cerebral blood flow. For that, we conducted a cross-sectional study, which were investigated 68 HbSC individuals. The average maximum rate of cerebral blood flow in the middle cerebral artery, anterior cerebral artery and anterior carotid artery was determined using the DTC. Hematological, biochemical and immunological markers were evaluated by automated methods and genetic markers that could be related to stroke were identified by polymerase chain reaction techniques and restriction fragment length polymorphism, in addition to the evaluation of single nucleotide polymorphisms was used the Illumina platform. The maximum average velocity observed in HbSC individuals, in turn, was negatively correlated with hematological markers (erythrocytes, hemoglobin, hematocrit) and direct bilirubin and positive correlation with monocytes and ferritin. Individuals with TCD velocities greater than what was described by Deane and colleagues (2008) showed lower RDW and nitric oxide, as individuals with higher TCD velocities than described by Vieira and colleagues (under submission) showed lower hemoglobin and hematocrit and higher ferritin levels. Using the 75th percentile of TCD velocity we have found that individuals with a velocities exceeding 125.75 cm / s have diminished values of hemoglobin, hematocrit, RDW and NO and ferritin increased values. The genetic profile indicated that the polymorphism in gene of MTHFR C677T and the absence of alpha thalassemia -3,7kb exert a protective effect in relation to stroke. We have found that the velocity of 125.75 cm/s was may be the most appropriate to evaluate individuals with HbSC, but more studies are needed to identify the association of this velocity with the risk of stroke. The evaluation of next-generation sequencing data in individuals with HbSC with abnormal TCD profile vs Normal identified that the DOCK6 rs2278426, TYR rs1042602, CYP4F2 rs2108622, MST1 rs3197999, OR51B5/6 rs5006884, THADA rs7578597, FUT2 rs602662, MTHFR rs1801133, TSEN15 rs1046934, CFB rs12614 and ABCG5 rs6756629 SNPs are predictors of stroke. These results suggest that individuals with HbSC and increased TCD value present specific sub-phenotype, characterized by hemolytic and inflammatory status and with a well-defined genetic profile. Thus, we suggest that the search for predictors markers for of stroke in individuals with HbSC is of great importance, since it was possible to associate laboratory and genetic markers with the results obtained from the TCD.Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz. Salvador, BA, BrasilporFiocruz/CPqGMDoença SCDoppler transcranianoAcidente vascular cerebralSubfenótiposSC diseaseTranscranial DopplerStrokeSubphenotypesDoença SCAcidente vascular cerebral03 Saúde e Bem-EstarAcidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognósticoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2016-03-11Coordenação de EnsinoFundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Gonçalo MonizMestrado AcadêmicoSalvador/BAPós-Graduação em Patologiainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82991https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e748849d-0de2-462a-bff4-a796f8c22387/download5a560609d32a3863062d77ff32785d58MD51falseAnonymousREADORIGINALRayra Pereira Santiago Acidente vascular...2016.pdfRayra Pereira Santiago Acidente vascular...2016.pdfapplication/pdf4193213https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e74c9e54-3267-4e79-96dc-4ad70147d8ab/download3e00fd40bbed978ab03470d2cfa4475eMD52trueAnonymousREADTEXTRayra Pereira Santiago Acidente vascular...2016.pdf.txtRayra Pereira Santiago Acidente vascular...2016.pdf.txtExtracted texttext/plain102253https://arca.fiocruz.br/bitstreams/07c6d29c-e17f-4aff-bddd-5e02f3dd9da2/download3ee4b527117f668e8a127e184c6c9e86MD57falseAnonymousREADTHUMBNAILRayra Pereira Santiago Acidente vascular...2016.pdf.jpgRayra Pereira Santiago Acidente vascular...2016.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg18966https://arca.fiocruz.br/bitstreams/9ccf5149-e5d6-47f8-b17b-7b6ea17e729a/download988815109fe7a5b940955ebde213ab55MD58falseAnonymousREADicict/186572025-12-11 08:46:52.515open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/18657https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:46:52Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseQ0VTU8ODTyBOw4NPIEVYQ0xVU0lWQSBERSBESVJFSVRPUyBBVVRPUkFJUwoKQW8gYWNlaXRhciBvcyBURVJNT1MgZSBDT05EScOHw5VFUyBkZXN0YSBDRVNTw4NPLCBvIEFVVE9SIGUvb3UgVElUVUxBUiBkZSBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBzb2JyZSBhIE9CUkEgZGUgcXVlIHRyYXRhIGVzdGUgZG9jdW1lbnRvOgoKKDEpIENFREUgZSBUUkFOU0ZFUkUsIHRvdGFsIGUgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgw6AgRklPQ1JVWiAtIEZVTkRBw4fDg08gT1NXQUxETyBDUlVaLCBlbQpjYXLDoXRlciBwZXJtYW5lbnRlLCBpcnJldm9nw6F2ZWwgZSBOw4NPIEVYQ0xVU0lWTywgdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgcGF0cmltb25pYWlzIE7Dg08KQ09NRVJDSUFJUyBkZSB1dGlsaXphw6fDo28gZGEgT0JSQSBhcnTDrXN0aWNhIGUvb3UgY2llbnTDrWZpY2EgaW5kaWNhZGEgYWNpbWEsIGluY2x1c2l2ZSBvcyBkaXJlaXRvcwpkZSB2b3ogZSBpbWFnZW0gdmluY3VsYWRvcyDDoCBPQlJBLCBkdXJhbnRlIHRvZG8gbyBwcmF6byBkZSBkdXJhw6fDo28gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBlbQpxdWFscXVlciBpZGlvbWEgZSBlbSB0b2RvcyBvcyBwYcOtc2VzOwoKKDIpIEFDRUlUQSBxdWUgYSBjZXNzw6NvIHRvdGFsIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBwZXJtYW5lbnRlIGUgaXJyZXZvZ8OhdmVsIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcwpwYXRyaW1vbmlhaXMgbsOjbyBjb21lcmNpYWlzIGRlIHV0aWxpemHDp8OjbyBkZSBxdWUgdHJhdGEgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gaW5jbHVpLCBleGVtcGxpZmljYXRpdmFtZW50ZSwKb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgZGlzcG9uaWJpbGl6YcOnw6NvIGUgY29tdW5pY2HDp8OjbyBww7pibGljYSBkYSBPQlJBLCBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IHZlw61jdWxvLAppbmNsdXNpdmUgZW0gUmVwb3NpdMOzcmlvcyBEaWdpdGFpcywgYmVtIGNvbW8gb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgcmVwcm9kdcOnw6NvLCBleGliacOnw6NvLCBleGVjdcOnw6NvLApkZWNsYW1hw6fDo28sIHJlY2l0YcOnw6NvLCBleHBvc2nDp8OjbywgYXJxdWl2YW1lbnRvLCBpbmNsdXPDo28gZW0gYmFuY28gZGUgZGFkb3MsIHByZXNlcnZhw6fDo28sIGRpZnVzw6NvLApkaXN0cmlidWnDp8OjbywgZGl2dWxnYcOnw6NvLCBlbXByw6lzdGltbywgdHJhZHXDp8OjbywgZHVibGFnZW0sIGxlZ2VuZGFnZW0sIGluY2x1c8OjbyBlbSBub3ZhcyBvYnJhcyBvdQpjb2xldMOibmVhcywgcmV1dGlsaXphw6fDo28sIGVkacOnw6NvLCBwcm9kdcOnw6NvIGRlIG1hdGVyaWFsIGRpZMOhdGljbyBlIGN1cnNvcyBvdSBxdWFscXVlciBmb3JtYSBkZQp1dGlsaXphw6fDo28gbsOjbyBjb21lcmNpYWw7CgooMykgUkVDT05IRUNFIHF1ZSBhIGNlc3PDo28gYXF1aSBlc3BlY2lmaWNhZGEgY29uY2VkZSDDoCBGSU9DUlVaIC0gRlVOREHDh8ODTyBPU1dBTERPCkNSVVogbyBkaXJlaXRvIGRlIGF1dG9yaXphciBxdWFscXVlciBwZXNzb2Eg4oCTIGbDrXNpY2Egb3UganVyw61kaWNhLCBww7pibGljYSBvdSBwcml2YWRhLCBuYWNpb25hbCBvdQplc3RyYW5nZWlyYSDigJMgYSBhY2Vzc2FyIGUgdXRpbGl6YXIgYW1wbGFtZW50ZSBhIE9CUkEsIHNlbSBleGNsdXNpdmlkYWRlLCBwYXJhIHF1YWlzcXVlcgpmaW5hbGlkYWRlcyBuw6NvIGNvbWVyY2lhaXM7CgooNCkgREVDTEFSQSBxdWUgYSBvYnJhIMOpIGNyaWHDp8OjbyBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSDDqSBvIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGFxdWkgY2VkaWRvcyBlIGF1dG9yaXphZG9zLApyZXNwb25zYWJpbGl6YW5kby1zZSBpbnRlZ3JhbG1lbnRlIHBlbG8gY29udGXDumRvIGUgb3V0cm9zIGVsZW1lbnRvcyBxdWUgZmF6ZW0gcGFydGUgZGEgT0JSQSwKaW5jbHVzaXZlIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIHZveiBlIGltYWdlbSB2aW5jdWxhZG9zIMOgIE9CUkEsIG9icmlnYW5kby1zZSBhIGluZGVuaXphciB0ZXJjZWlyb3MgcG9yCmRhbm9zLCBiZW0gY29tbyBpbmRlbml6YXIgZSByZXNzYXJjaXIgYSBGSU9DUlVaIC0gRlVOREHDh8ODTyBPU1dBTERPIENSVVogZGUKZXZlbnR1YWlzIGRlc3Blc2FzIHF1ZSB2aWVyZW0gYSBzdXBvcnRhciwgZW0gcmF6w6NvIGRlIHF1YWxxdWVyIG9mZW5zYSBhIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIG91CmRpcmVpdG9zIGRlIHZveiBvdSBpbWFnZW0sIHByaW5jaXBhbG1lbnRlIG5vIHF1ZSBkaXogcmVzcGVpdG8gYSBwbMOhZ2lvIGUgdmlvbGHDp8O1ZXMgZGUgZGlyZWl0b3M7CgooNSkgQUZJUk1BIHF1ZSBjb25oZWNlIGEgUG9sw610aWNhIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGUgQWNlc3NvIEFiZXJ0byBkYSBGSU9DUlVaIC0gRlVOREHDh8ODTwpPU1dBTERPIENSVVogZSBhcyBkaXJldHJpemVzIHBhcmEgbyBmdW5jaW9uYW1lbnRvIGRvIHJlcG9zaXTDs3JpbyBpbnN0aXR1Y2lvbmFsIEFSQ0EuCgpBIFBvbMOtdGljYSBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRlIEFjZXNzbyBBYmVydG8gZGEgRklPQ1JVWiAtIEZVTkRBw4fDg08gT1NXQUxETyBDUlVaIHJlc2VydmEKZXhjbHVzaXZhbWVudGUgYW8gQVVUT1Igb3MgZGlyZWl0b3MgbW9yYWlzIGUgb3MgdXNvcyBjb21lcmNpYWlzIHNvYnJlIGFzIG9icmFzIGRlIHN1YSBhdXRvcmlhCmUvb3UgdGl0dWxhcmlkYWRlLCBzZW5kbyBvcyB0ZXJjZWlyb3MgdXN1w6FyaW9zIHJlc3BvbnPDoXZlaXMgcGVsYSBhdHJpYnVpw6fDo28gZGUgYXV0b3JpYSBlIG1hbnV0ZW7Dp8OjbwpkYSBpbnRlZ3JpZGFkZSBkYSBPQlJBIGVtIHF1YWxxdWVyIHV0aWxpemHDp8Ojby4KCkEgUG9sw610aWNhIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGUgQWNlc3NvIEFiZXJ0byBkYSBGSU9DUlVaIC0gRlVOREHDh8ODTyBPU1dBTERPIENSVVoKcmVzcGVpdGEgb3MgY29udHJhdG9zIGUgYWNvcmRvcyBwcmVleGlzdGVudGVzIGRvcyBBdXRvcmVzIGNvbSB0ZXJjZWlyb3MsIGNhYmVuZG8gYW9zIEF1dG9yZXMKaW5mb3JtYXIgw6AgSW5zdGl0dWnDp8OjbyBhcyBjb25kacOnw7VlcyBlIG91dHJhcyByZXN0cmnDp8O1ZXMgaW1wb3N0YXMgcG9yIGVzdGVzIGluc3RydW1lbnRvcy4K
dc.title.none.fl_str_mv Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
title Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
spellingShingle Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
Santiago, Rayra Pereira
Doença SC
Doppler transcraniano
Acidente vascular cerebral
Subfenótipos
SC disease
Transcranial Doppler
Stroke
Subphenotypes
Doença SC
Acidente vascular cerebral
03 Saúde e Bem-Estar
title_short Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
title_full Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
title_fullStr Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
title_full_unstemmed Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
title_sort Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico
author Santiago, Rayra Pereira
author_facet Santiago, Rayra Pereira
author_role author
dc.contributor.advisorco.none.fl_str_mv Zanette, Dalila Lucíola
dc.contributor.member.none.fl_str_mv Lucena, Rita de Cassia Saldanha de
Oliveira, Ricardo Riccio
Gonçalves, Marilda de Souza
dc.contributor.author.fl_str_mv Santiago, Rayra Pereira
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Gonçalves, Marilda de Souza
contributor_str_mv Gonçalves, Marilda de Souza
dc.subject.other.none.fl_str_mv Doença SC
Doppler transcraniano
Acidente vascular cerebral
Subfenótipos
topic Doença SC
Doppler transcraniano
Acidente vascular cerebral
Subfenótipos
SC disease
Transcranial Doppler
Stroke
Subphenotypes
Doença SC
Acidente vascular cerebral
03 Saúde e Bem-Estar
dc.subject.en.none.fl_str_mv SC disease
Transcranial Doppler
Stroke
Subphenotypes
dc.subject.decs.none.fl_str_mv Doença SC
Acidente vascular cerebral
dc.subject.ods.none.fl_str_mv 03 Saúde e Bem-Estar
description O acidente vascular cerebral (AVC) é uma complicação clínica grave da doença falciforme (DF). Poucos estudos avaliaram a velocidade do fluxo sanguíneo cerebral utilizando o Doppler transcraniano (DTC) e marcadores preditores do AVC na hemoglobinopatia SC (HbSC) e, desta forma, as velocidades consideradas de risco para os indivíduos com esta hemoglobinopatia são baseadas em velocidades descritas para a anemia falciforme (AF) e para a Sβ talassemia (HbS/β). Assim, o objetivo do presente estudo foi identificar marcadores preditores do AVC em indivíduos com HbSC, estabelecendo subfenótipos da doença pela associação de biomarcadores genéticos, hematológicos, bioquímicos e imunológicos com o valor da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral. Para tanto, foi realizado um estudo transversal, onde foram investigados 68 indivíduos com HbSC. A velocidade média máxima do fluxo sanguíneo cerebral nas artérias cerebral média, carótida anterior e cerebral anterior foi determinada utilizando o DTC. Os marcadores hematológicos, bioquímicos e imunológicos foram avaliados por métodos automatizados e os marcadores genéticos que pudessem estar relacionados ao AVC foram identificados pelas técnicas de reação em cadeia da polimerase e Restriction Fragment Length Polymorphism além da avaliação de polimorfismos de nucleotídeo único na plataforma Illumina. A velocidade média máxima observada nos indivíduos com HbSC apresentou correlação negativa com marcadores hematológicos (hemácias, hemoglobina, hematócrito) e bilirrubina direta e correlação positiva com monócitos e ferritina. Os indivíduos com velocidades do fluxo sanguíneo cerebral superiores a descrita por Deane e colaboradores (2008) apresentaram menores valores de Red Cell Distribution Width (RDW) e óxido nítrico (NO), já os indivíduos com velocidades do fluxo sanguíneo cerebral superiores a Vieira e colaboradores (em submissão) apresentaram níveis inferiores de hemoglobina e hematócrito e superiores de ferritina. Usando o percentil 75 da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral foi possível verificar que os indivíduos com velocidades superiores a 125,75 cm/s possuíam valores diminuídos de hemoglobina, hematócrito, RDW e NO e valores aumentados de ferritina. O perfil genético indicou que o polimorfismo no gene da MTHFR C677T e o genótipo selvagem para a talassemia alfa -3,7kb exerciam um efeito protetor em relação ao AVC e, portanto, podem vir a ser utilizados como indicadores preditivos de AVC nos indivíduos com HbSC. A velocidade de 125,75 cm/s pode ser a mais adequada para se avaliar os indivíduos com HbSC, porém são necessários mais estudos para identificar a associação dessa velocidade com o risco de AVC. A avaliação dos dados de sequenciamento de nova geração em indivíduos com HbSC e com o perfil de DTC anormal vs normal permitiu identificar que os genes DOCK6 rs2278426, TYR rs1042602, CYP4F2 rs2108622, MST1 rs3197999, OR51B5/6 rs5006884, THADA rs7578597, FUT2 rs602662, MTHFR rs1801133, TSEN15 rs1046934, CFB rs12614 e ABCG5 rs6756629 podem ser preditores para a ocorrência do AVC. Os resultados deste trabalho sugerem que os indivíduos com HbSC e valor de DTC aumentados apresentam subfenótipo específico, caracterizado por um perfil hemolítico e inflamatório e com um perfil genético bem definido. Desse modo, sugerimos que a busca por marcadores preditores do AVC em indivíduos com HbSC é de grande relevância, uma vez que foi possível associar marcadores laboratoriais e genéticos com os resultados obtidos pelo DTC
publishDate 2016
dc.date.issued.fl_str_mv 2016
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2017-04-25T16:39:34Z
dc.date.available.fl_str_mv 2017-04-25T16:39:34Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv SANTIAGO, R. P. Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico. 2016. 182 f. Dissertação (Mestrado) Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, Salvador, 2016.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://arca.fiocruz.br/handle/icict/18657
identifier_str_mv SANTIAGO, R. P. Acidente Vascular Cerebral na Hemoglobinopatia SC (HBB glu6val e glu6lys): avaliação de marcadores de prognóstico. 2016. 182 f. Dissertação (Mestrado) Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, Salvador, 2016.
url https://arca.fiocruz.br/handle/icict/18657
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Fiocruz/CPqGM
publisher.none.fl_str_mv Fiocruz/CPqGM
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
instacron:FIOCRUZ
instname_str Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
instacron_str FIOCRUZ
institution FIOCRUZ
reponame_str Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
collection Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
bitstream.url.fl_str_mv https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e748849d-0de2-462a-bff4-a796f8c22387/download
https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e74c9e54-3267-4e79-96dc-4ad70147d8ab/download
https://arca.fiocruz.br/bitstreams/07c6d29c-e17f-4aff-bddd-5e02f3dd9da2/download
https://arca.fiocruz.br/bitstreams/9ccf5149-e5d6-47f8-b17b-7b6ea17e729a/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 5a560609d32a3863062d77ff32785d58
3e00fd40bbed978ab03470d2cfa4475e
3ee4b527117f668e8a127e184c6c9e86
988815109fe7a5b940955ebde213ab55
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
repository.mail.fl_str_mv repositorio.arca@fiocruz.br
_version_ 1855588511660376064