Fatores associados a mobilidade funcional em indivíduos após acidente vascular cerebral
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-graduação em Medicina e Saúde Humana EBMSP brasil |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/6107 |
Resumo: | Introdução: Alterações clínicas, após o acidente vascular cerebral(AVC), podem contribuir para a redução da mobilidade e da capacidade funcional, limitando as atividades diárias e a participação social, impactando diretamente a sobrevivência desses indivíduos. Objetivo: O objetivo deste estudo foi verificar os fatores associados à mobilidade funcional em indivíduos após acidente vascular cerebral. Materiais e Métodos: Estudo transversal, realizado com indivíduos após acidente vascular cerebral em um ambulatório assistencial e de ensino. Foram incluídos indivíduos maiores de 18 anos, com diagnóstico de AVC hemorrágico ou isquêmico, capazes de realizar transferências, andar com ou sem um dispositivo auxiliar e sem a assistência de outra pessoa. Os indivíduos com doenças respiratórias, doenças osteoarticulares, ou outro diagnóstico neurológico associado, incapazes de compreender as instruções dos testes e/ou realizar as atividades solicitadas devido a déficits cognitivos, foram excluídos. Dados sociodemográficos e clínicos foram coletados e em seguida aplicados os seguintes instrumentos de avaliação: a “National Institute of Health Stroke Scale” (NIHSS), o índice de Barthel modificado (IBM), o questionário internacional de atividade física (IPAC), o “Timed Up and Go” (TUG), o Teste de Alcance Funcional (TAF) e a escala de avaliação do comprometimento de tronco (ECT). A força muscular respiratória foi avaliada através da medida da pressão inspiratória máxima (PImáx) e da pressão expiratória máxima (PEmáx), utilizando-se um manovacuômetro. A normalidade das variáveis foi verificada através do histograma e do teste Kolmogorov-Smirnov. As variáveis categóricas foram expressas em frequência absoluta e percentuais. As variáveis contínuas com distribuição normal foram expressas em média e desvio padrão, e aquelas com distribuição não-normal, em mediana e intervalo interquartil. Os participantes foram categorizados em dois grupos: o grupo com mobilidade funcional não comprometida (TUG < 14 segundos) e o grupo com mobilidade funcional comprometida (TUG ≥ 14 segundos). Após a análise de regressão logística univariada, as variáveis com possível associação (p < 0,10) foram incluídas no modelo de regressão logística multivariado, usando o comando backward stepwise. Resultados: Foram avaliados 53 indivíduos após AVC, com média da idade de 55 anos (± 13,43), 51% eram do sexo masculino, com a mediana da gravidade do AVC de 2,25 (0-13) e 51% dos indivíduos tinham a mobilidade funcional comprometida. Na análise de regressão logística univariada observou-se que a mobilidade funcional estava associada à idade, a gravidade do AVC, ao retorno ao trabalho, ao comprometimento do tronco e à força muscular respiratória inspiratória (PImáx) e expiratória (PEmáx) (p<0,05). Após a análise multivariada, apenas a gravidade do AVC, tratamento fisioterapêutico e PImáx permaneceram como fatores associados à mobilidade funcional, com os respectivos resultados OR = 1,872 , IC95% 1,167- 3,006 , p = 0,009 ; OR = 15,467, IC95% 1,838-130,178, p = 0,012 e OR = 1,078 , IC95% 1,024-1,135, p = 0,004. Conclusão: A gravidade do AVC, a força inspiratória máxima e o fazer tratamento fisioterapêutico estão associados à mobilidade funcional, independentemente do tempo de AVC desses indivíduos. |
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