Prognóstico associado à farmacoterapia no acidente vascular cerebral: Avaliação de mortalidade em curto e longo prazo no estudo de mortalidade e morbidade do acidente vascular cerebral (Estudo EMMA)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Karla Aparecida dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-19082025-152310/
Resumo: Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é umas principais causas de morbidade e mortalidade no mundo todo. O processo de envelhecimento populacional é um dos principais contribuintes para o aumento da carga do AVC, que tem mais impacto em países de renda média-baixa. De fato, a maioria dos fatores de risco para AVC pode ser controlada por meio do uso adequado de medicamentos de prevenção cardiovascular, como medicamentos hipoglicemiantes, anti-hipertensivos e hipolipemiantes. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar a associação entre o uso de medicamentos e a mortalidade por todas as causas em longo prazo em uma coorte brasileira de acidente vascular cerebral, Estudo de Mortalidade e Morbidade do Acidente Vascular Cerebral (EMMA). Métodos: Foram avaliados os principais subtipos de AVC (isquêmico e hemorrágico), além da frequência de uso de medicamentos para os principais fatores de risco cerebrovasculares (FRCV) nas seguintes categorias: nunca, somente pré-AVC, somente pós-AVC e uso contínuo. Foram avaliados anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, hipolipemiantes, antiplaquetários e anticoagulantes. Pelos modelos de regressão de Cox foram calculadas as razões de taxas de falha (hazard ratio) com respectivos os intervalos de confiança 95% (IC95%) para mortalidade por todas as causas ajustados por dados sociodemográficos e principais FRCV para cada categoria de usuários de medicamentos (nunca: referência, pré-AVC, pós-AVC e uso contínuo: pré e pós-AVC) em até 12 meses. Resultados: Entre 1.173 casos de AVC incidente (idade média: 68; 86,8% eram isquêmicos, 70% AVC primeiro evento), a frequência geral de uso de medicamentos foi baixa (17,5% pré-AVC, 26,4% pós-AVC e 40% uso contínuo). Anti-hipertensivos e antiplaquetários (aspirina) foram os medicamentos cardiovasculares contínuos mais frequentemente usados, 83,5% e 72%, respectivamente. Enquanto estatinas (39,7%) e hipoglicemiantes (31,3%) foram os menos usados. O uso de medicamentos (pré- e pós-AVC e uso contínuo) foi associado a uma redução no risco de mortalidade por todas as causas, particularmente entre aqueles em uso contínuo (razão de risco multivariável, 0,52; IC de 95%, 0,46-0,66) em comparação aos nunca usuários. Especificamente dentre os pacientes com AVC isquêmico, esse efeito foi semelhante (razão de risco multivariável, 0,52; IC de 95%, 0,40-0,68). Nenhuma associação significativa foi evidente para aqueles com AVC hemorrágico. Conclusão: O risco de mortalidade por todas as causas foi reduzido em 48% entre aqueles com AVC isquêmico sob uso contínuo de medicamentos. A prevenção secundária deve ser mais enfatizada na prática clínica
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De fato, a maioria dos fatores de risco para AVC pode ser controlada por meio do uso adequado de medicamentos de prevenção cardiovascular, como medicamentos hipoglicemiantes, anti-hipertensivos e hipolipemiantes. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar a associação entre o uso de medicamentos e a mortalidade por todas as causas em longo prazo em uma coorte brasileira de acidente vascular cerebral, Estudo de Mortalidade e Morbidade do Acidente Vascular Cerebral (EMMA). Métodos: Foram avaliados os principais subtipos de AVC (isquêmico e hemorrágico), além da frequência de uso de medicamentos para os principais fatores de risco cerebrovasculares (FRCV) nas seguintes categorias: nunca, somente pré-AVC, somente pós-AVC e uso contínuo. Foram avaliados anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, hipolipemiantes, antiplaquetários e anticoagulantes. Pelos modelos de regressão de Cox foram calculadas as razões de taxas de falha (hazard ratio) com respectivos os intervalos de confiança 95% (IC95%) para mortalidade por todas as causas ajustados por dados sociodemográficos e principais FRCV para cada categoria de usuários de medicamentos (nunca: referência, pré-AVC, pós-AVC e uso contínuo: pré e pós-AVC) em até 12 meses. Resultados: Entre 1.173 casos de AVC incidente (idade média: 68; 86,8% eram isquêmicos, 70% AVC primeiro evento), a frequência geral de uso de medicamentos foi baixa (17,5% pré-AVC, 26,4% pós-AVC e 40% uso contínuo). Anti-hipertensivos e antiplaquetários (aspirina) foram os medicamentos cardiovasculares contínuos mais frequentemente usados, 83,5% e 72%, respectivamente. Enquanto estatinas (39,7%) e hipoglicemiantes (31,3%) foram os menos usados. O uso de medicamentos (pré- e pós-AVC e uso contínuo) foi associado a uma redução no risco de mortalidade por todas as causas, particularmente entre aqueles em uso contínuo (razão de risco multivariável, 0,52; IC de 95%, 0,46-0,66) em comparação aos nunca usuários. Especificamente dentre os pacientes com AVC isquêmico, esse efeito foi semelhante (razão de risco multivariável, 0,52; IC de 95%, 0,40-0,68). Nenhuma associação significativa foi evidente para aqueles com AVC hemorrágico. Conclusão: O risco de mortalidade por todas as causas foi reduzido em 48% entre aqueles com AVC isquêmico sob uso contínuo de medicamentos. A prevenção secundária deve ser mais enfatizada na prática clínicaBackground: Stroke is a leading cause of morbidity and mortality worldwide. The process of population aging is one of the main contributors to the increasing burden of stroke, which has a greater impact in lower-middle income countries. In fact, most risk factors for stroke can be controlled through the appropriate use of cardiovascular prevention medications, such as hypoglycemic medications, antihypertensives, and lipid-lowering medications. In this context, the objective of this study was to investigate the association between medication use and long-term all-cause mortality in a Brazilian stroke cohort, the Stroke Mortality and Morbidity Study (EMMA). Methods: The main subtypes of stroke (ischemic and hemorrhagic) were evaluated, in addition to the frequency of use of medications for the main cerebrovascular risk factors (CVRF) in the following categories: never, only pre-stroke, only post-stroke and continuous use. Antihypertensive, hypoglycemic, lipid-lowering, antiplatelet and anticoagulant drugs were evaluated. Using Cox regression models, hazard ratios were calculated with respective 95% confidence intervals (95% CI) for all-cause mortality adjusted by sociodemographic data and main CVRF for each category of medication users (never: reference, pre-stroke, post-stroke and continuous use: pre- and post-stroke) within 12 months. Results: Among 1,173 incident stroke cases (median age: 68; 86.8% were ischemic, 70% first event stroke), the overall frequency of medication use was low (17.5% pre-stroke, 26.4% post-stroke and 40% continuous use). Antihypertensives and antiplatelet drugs (aspirin) were the most frequently used continuous cardiovascular medications, 83.5% and 72%, respectively. While statins (39.7%) and hypoglycemic drugs (31.3%) were the least used. Medication use (pre- and post-stroke and continuous use) was associated with a reduced risk of all-cause mortality, particularly among those on continuous use (multivariable hazard ratio, 0.52; 95% CI, 0 .46-.66) compared to never users. Specifically, among patients with ischemic stroke, this effect was similar (multivariable risk ratio, 0.52; 95% CI, 0.40-0.68). No significant association was evident for those with hemorrhagic stroke. Conclusion: The risk of all-cause mortality was reduced by 48% among those with ischemic stroke on continuous medication. Secondary prevention should be more emphasized in clinical practiceBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGoulart, Alessandra CarvalhoSouza, Karla Aparecida dos Santos2025-04-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-19082025-152310/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-20T15:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-19082025-152310Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-20T15:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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