"A minha vida é autista": Percepções, experiências e práticas de mães e pais de pessoas com transtorno do espectro autista
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-graduação em Medicina e Saúde Humana. EBMSP brasil |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/6006 |
Resumo: | O transtorno do espectro autista (TEA) é classificado como umtranstornodoneurodesenvolvimento, contudo, a sua definição biomédica não abarca todoosentidosociocultural dessa condição. Objetivo: compreender as percepções e práticas de mãesedepais sobre a experiência de conviver com o filho com transtorno do espectro autista. Método:adotou-se o método qualitativo de narrativa. A amostra consistiu de 21 mães e 09paisdepessoas com TEA de uma Associação de pais e de 11 mães e 05 pais atendidos porumServiço de triagem diagnóstica vinculado a uma instituição de ensino superior, ambos, nacidade de Salvador, Bahia. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas comos paisdaAssociação e dados sociodemográficos e outros foram colhidos via questionário aplicadocomos mesmos. Fez-se observação participante do Serviço de triagem diagnóstica. Aanálisedosdados fez-se baseada na análise de conteúdo e na análise em dois níveis. Resultados: foramselecionadas as categorias: percepções sobre o autismo, o diagnóstico, o filho comTEA, aspráticas de cuidado, ser mãe ou pai de um filho com TEA. A maioria das mães e pais apontoupercepções sobre os sintomas dos filhos numa perspectiva semelhante à descriçãodiagnósticada biomedicina. O diagnóstico dos filhos foi geralmente tardio, devido aopoucoconhecimento e/ou habilidade dos profissionais médicos. Saber do diagnóstico dos filhos produziu sofrimento nos pais e eles lançaram mão de estratégias de enfrentamento. Os informantes falaram de seus filhos identificando neles sinais iniciais e/ou posteriores de TEA na lógica biomédica, mas também trouxeram seus modelos explicativos de causalidade, sentidos e significados para enfrentamento da experiência, além dos seus medos e expectativas. Sobre as práticas de cuidado, os signos de doença apontados refletiam o diagnóstico médico do TEA e, sobretudo, as dificuldades que os pais encontravam na lida diária com os seus filhos. As seguintes práticas foram descritas: as relativas às atividades da vida diária marcadamente feita com ajuda dos pais; as relativas ao comportamento na intenção de media-los socialmente; as de desenvolvimento aprendidas com a experiência de cuidado e com profissionais de saúde; as de tratamento com diversos profissionais; as práticas relativas à escola especial e/ou regular, sendo a especial apontada como algo de valor e a regular como uma experiência negativa na maioria dos relatos. Ao conviver comum filho com autismo, encontrou-se sobrecarga física e emocional, perda de papeis e vida social, alteração na configuração familiar, prejuízo na vida do casal e/ou afetiva/sexual, assim como no convívio com a família e com a sociedade, onde apareceram situações de estigma e preconceito. Conclusões: as percepções, experiências e práticas das mães e dos pais de pessoas com transtorno do espectro autista, o sentido psicológico e sociocultural desta condição, é um aspecto importante a ser considerado quando do cuidado de saúde das pessoas acometidas, sob a pena de estar-se prestando um cuidado ineficaz. Deste modo, faz-se necessária a execução de políticas de saúde para portadores de TEA que incluamos pais, além de estratégias de educação em saúde da população na intenção de diminuir o estigma em torno do autista e de seus familiares, favorecendo a inclusão social destes e fortalecendo a coesão social. |
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