Parâmetros angulares da pelve e a função muscular do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinária

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Lemos, Amanda Queiroz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-garduação em Medicina e Saúde Humana
BAHIANA
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/783
Resumo: Introdução: Uma postura adequada do segmento lombo-pélvico pode influenciar a ativação dos músculos do assoalho pélvico, tornando-se um fator que contribui para a continência urinária. Objetivos: Comparar os parâmetros angulares da pelve de mulheres continentes e incontinentes e correlacioná-los com a atividade elétrica e com a função dos músculos do assoalho pélvico. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, em mulheres incontinentes e contentes, com idade entre 18 e 59 anos. Foram excluídas aquelas que relataram doenças neurológicas, reumáticas, distúrbios músculo esqueléticos congênitos, grávidas, obesas, em uso de próteses ou órteses ou submetidas à cirurgia ortopédica em membros inferiores. As participantes foram orientadas a utilizar roupas íntimas para a marcação dos pontos anatômicos de acordo as recomendações do protocolo de avaliação postural SAPO®. Os registros fotográficos foram realizados em uma sala com fundo branco, a câmera digital estava localizada a três metros, em um tripé nivelado a uma altura equivalente à metade da estatura da participante. As imagens foram transferidas para o computador e analisadas através do Software SAPO® versão 0.68. A avaliação da função dos músculos do assoalho pélvico foi realizada por meio da palpação vaginal bidigital, utilizando o esquema PERFECT. Em seguida, foi realizada a eletromiografia. Ambas avaliações foram realizadas em decúbito dorsal e em ortostase. Resultados: A amostra foi composta por 40 mulheres, 20 com IU (GI) e 20 continentes (GC), pareadas pela idade. A média da idade no GC foi de 43,5±8,4 anos, enquanto no GI foi de 47,1±7,8 anos (p=0,16). O ângulo da pelve observado através da vista lateral direita (LD), apresentou média de -14,6±5,1 no GC e -16,3±4,5 no GI (p=0,26). Enquanto, que na lateral esquerda (LE), pode-se verificar uma diferença no grau da angulação do GC com o GI, sendo a média do GC de -14,0±4,2 e o GI -16,9±4,5. (p=0,04). Houve correlação moderada no GI entre a inclinação anterior da pelve (LD) e a atividade elétrica da pelve basal em ortostase e os ângulos de inclinação anterior da pelve nas vistas LD r =0,51 (p=0,02) e LE r=0,46 (p=0,04). No GC não foi encontrado nenhuma correlação. Conclusão: Na presente amostra, mulheres incontinentes possuem maior inclinação anterior da pelve e quanto maior o grau da inclinação anterior, maior a atividade elétrica dos MAP’s durante o repouso e em ortostase.
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