Disfunção sexual em mulheres vivendo com HTLV-1

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Martins, Adenilda Lima Lopes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Medicina e Saúde Humana
BAHIANA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/2591
Resumo: O Vírus Linfotrópico Humano de Células T do tipo 1 (HTLV-1) infecta cerca de cinco a dez milhões de pessoas em todo o mundo e em Salvador afeta cerca de 9% das mulheres acima de 50 anos. Existem relatos de uma associação entre Síndrome de Sjögren, ceratoconjuntivite seca e xerose com a infecção pelo HTLV-1. Além disso, maior prevalência de Disfunção Erétil (DE) está relatada em homens com HTLV-1. Contudo, em mulheres infectadas pelo HTLV-1, não existem estudos sobre disfunção sexual (DS), ou a prevalência de vagina seca. Objetivo: Investigar se existe associação entre a infecção pelo HTLV-1 em mulheres e a presença de disfunção sexual (DS), bem como avaliar a presença de vagina seca nestas mulheres. Métodos: Corte transversal em que foram estudadas 72 mulheres infectadas pelo HTLV-1 (15 com e 57 sem Mielopatia Associada ao HTLV-1/Paraparesia Espástica Tropical - HAM/TSP), atendidas no Centro de Neurociências do Ambulatório Docente Assistencial da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) selecionadas sequencialmente no momento da consulta. Foram critérios de inclusão: diagnóstico de infecção pelo HTLV-1 (ELISA e Western blot positivos), idade entre 20 e 50 anos, vida sexual ativa nas últimas quatro semanas. O grupo não infectado pelo HTLV-1 (n=49), foi selecionado entre familiares, relacionados ou acompanhantes dos pacientes atendidos no mesmo serviço e obedecendo os mesmos critérios, diferindo apenas em que o ELISA e Western blot tinham resultado negativo. Após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), as mulheres responderam um questionário com dados sócio-demográficos e o Female Sexual Function Index (FSFI), para avaliar a DS. A seguir, foram submetidas a exame ginecológico para coleta de secreção cérvico-vaginal objetivando realização do Papanicolaou, Índice de Maturação Vaginal (MV) e medida da lubrificação vaginal com uso da fita de Schirmmer. FSFI < 26,5 foi considerado como presença de DS. Razões de Prevalência brutas (RP) e ajustadas (RPaj) foram obtidas com a regressão de Poisson com erro robusto. Resultados: A prevalência geral de DS foi de 53,70% (65/121), significativamente maior entre as mulheres com HAM/TSP (80,00%; RP: 1,78; IC 95%: 1,19-2,66) quando comparadas as não infectadas (44,90%). Não foi observada maior frequência de DS entre as mulheres HTLV-1 assintomáticas em relação às não-infectadas (54,40%; RP: 1,21; IC 95%: 0,82-1,79). Após ajuste para idade, número de filhos e renda o diagnóstico de HAM/TSP se manteve como um fator independente associado à presença de DS (RPaj:1,89; IC 95%:1,23- 2,90). A mediana (p25-p75), no domínio de lubrificação do FSFI foi semelhante nas mulheres assintomáticas [4,8 (3,6-5,4)] e no grupo não infectado [4,8 (4,2-5,7)], mas reduzido nas mulheres com HAM/TSP [(4.2 (2.7-5.1); p = 0.032]. O teste de umidade vaginal mostrou uma média (DP), de 13.21(4.71); 13.16(5.04) e 9.53(4.87) mm no filtro de papel, respectivamente (p = 0,027) para HTLV-1 assintomáticos, não infectados e HAM/TSP mulheres. Nessa mesma ordem, as medianas (p25-p75) da MV foram de 70,00 (63,00-85,00) %; 78,00 (69,00-84,00) % e 62,50 (51,00-75,00) %, respectivamente (p=0,039). Conclusões: Foi encontrada associação entre DS e a presença de HAM/TSP em mulheres infectadas pelo HTLV-1, bem como indicadores de maior secura vaginal nestas mulheres.
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