Lixiviação de potássio em Latossolo Amarelo na Amazônia Central brasileira.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: HASHIMOTO, C. V.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1099124
Resumo: O conhecimento da dinâmica dos nutrientes adicionados em adubações é imprescindível para o correto manejo da fertilidade e nutrição das plantas, bem como para avaliar possíveis fontes de contaminação do solo e das águas subterrâneas. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a lixiviação de potássio em um Latossolo Amarelo muito argiloso na Amazônia Central Brasileira, sob cobertura de dendezais adubados e não adubados e na floresta primária. Para isso, foi realizada a caracterização físico-química do solo estudado para determinação dos parâmetros da curva de retenção de água e a realização de ensaios em colunas para obtenção das curvas de distribuição de efluentes (breakthrough curves) utilizando amostras de duas profundidades do solo amazônico. A partir destas curvas, foram determinados os parâmetros de transporte de solutos utilizando o programa computacional STANMOD. Simulações dos fluxos de água no solo também foram realizadas utilizando o modelo HYDRUS-1D, onde foram consideradas as características do solo, condições de contorno e dados de precipitação efetiva e evapotranspiração da cultura. Os resultados obtidos para os fluxos de água acumulados durante determinados períodos foram utilizados para estimar a quantidade de potássio lixiviada. A concentração de K na solução do solo foi coletada periodicamente nas profundidades de 20, 40 e 100 cm. Os resultados mostraram que o potássio apresentou baixa interação com o solo e alto potencial de lixiviação, atingindo as maiores concentrações no dendezal adubado, principalmente após grandes precipitações, com uma concentração acumulada de 45,11 kg K ha-1 aos 100 cm de profundidade. No dendezal não adubado foi estimada uma lixiviação total de 34,48 kg K ha-1 a 100 cm. Esta quantidade relativamente elevada de K deve ser oriunda de efeito acumulativo de fertilizações potássicas anteriores e decomposição da rica liteira em K dos dendezais. Na floresta, a lixiviação de K foram as menores registradas, com 8,39 kg K ha-1, possivelmente oriunda da decomposição da matéria orgânica do próprio ambiente. O restabelecimento da concentração de K na solução do solo a valores similares às condições anteriores à fertilização no dendezal adubado ocorreu cerca de 90 dias após a aplicação do fertilizante, tendo havido neste período uma precipitação de 627 mm. Conclui-se pela necessidade de extensão do estudo incluindo períodos de menor pluviosidade. Ressalta-se a importância da obtenção de dados de evapotranspiração do cultivo e da utilização de dados de precipitação efetiva em simulações de fluxo de água em programas computacionais. Para otimização do uso de fertilizantes, recomenda-se observar fertilizações anteriores, assim como as características do solo e o regime de chuvas da região. A lixiviação de K e contaminação de lençol freático, apesar de registrada no Brasil apenas quando da aplicação intensiva de vinhaça no solo em usinas de processamento de cana-de-açúcar, apresenta também um potencial risco em águas residuárias em usinas de extração de óleo de dendê.
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