Impactos do sistema de condução no desenvolvimento e microclima da videira BRS Magna no Submédio São Francisco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: BRITO, A. M. de O.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Uva
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1183667
Resumo: A videira (Vitis vinifera L.) é uma planta perene cultivada em diversas regiões do mundo. O setor vitivinícola brasileiro é caracterizado pela diversidade e é formado por várias cadeias produtivas que envolvem uvas finas, americanas e híbridas para mesa, para elaboração de vinhos e sucos, dentre outros produtos. Por ser uma planta de hábito trepador, a videira necessita de um sistema de condução para que seus ramos e folhas sejam adequadamente expostos à luz solar, favorecendo a atividade fotossintética e oferecendo uma maior praticidade no manejo da cultura. O clima tem forte interação com a planta, a cultivar e as técnicas de cultivo da videira, com destaque para os sistemas de condução, influenciando na produtividade e nas características físico-químicas das uvas. Neste sentido, este trabalho tem como objetivo indicar qual sistema de condução possibilita melhores condições microclimáticas para o desenvolvimento da videira ‘BRS Magna’ no Submédio do Vale São Francisco. O experimento foi conduzido no Campo Experimental de Bebedouro, na Embrapa Semiárido, Petrolina-PE, no qual foi avaliado a cultivar ‘BRS Magna’, videira de cor para elaboração de suco. Foram estudados três sistemas de condução - espaldeira, latada e lira, durante os ciclos de produção de 2017 a 2019. As seguintes variáveis foram avaliadas para as condições microclimáticas: temperatura do ar (Tar), umidade relativa do ar (Ur), saldo de radiação (Rn) e radiação solar refletida (Rr). O monitoramento do solo foi feito por meio de sensores instalados na área para medição da temperatura do solo a 2 cm (Ts2) e a 6 cm (Ts6) de profundidade; do fluxo de calor do solo (G) e da umidade do solo (Us). O delineamento experimental utilizado para as observações de produção foi em blocos casualizados com quatro repetições e duas plantas úteis por parcela, considerando os sistemas de condução (espaldeira, latada e lira) e os ciclos de produção da videira como fontes de variação. Quando ocorreram interações significativas entre estes fatores foi realizado o desdobramento. Todos os dados microclimáticos foram submetidos à análise de variância e ao teste de Scott- Knott, onde o tratamento e os ciclos foram considerados como fatores principais. Houve diferença estatística entre os ciclos de produção para todos os elementos microclimáticos analisados, considerando cada sistema de produção. Os ciclos de produção de 2017.2 e 2018.2 foram os mais longos, apresentando respectivamente 110 e 109 dias. Entre os sistemas de condução avaliados observou-se comportamento similar para a temperatura do ar (Tar), umidade relativa do ar (Ur) e temperatura do solo (Ts) a dois e seis centímetros de profundidade. Estas variáveis microclimáticas foram diferentes estatisticamente entre os três sistemas de condução, sendo que o sistema latada apresentou média para esses elementos ambientais menor que os sistemas de condução em espadeira e lira. O sistema de condução latada apresentou maior produção por planta, de forma que intrinsicamente, as relações estabelecidas entre a videira cultivada e conduzida sob este sistema de condução foram mais propícias a maior produção.
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