Definição de sistemas de condução e porta-enxertos para videira BRS Magna com base na qualidade e potencial antioxidante das uvas e do suco.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: FERREIRA, T. de O.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Uva
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1110358
Resumo: O Submédio do Vale do São Francisco destaca-se na produção de uvas, com notória importância para as destinadas à elaboração de suco em condições tropicais, ainda que a informação sobre alguns componentes do sistema produtivo e sua influência sobre os produtos gerados seja limitada. O objetivo desse estudo foi caracterizar a qualidade, os teores de compostos fenólicos e a atividade antioxidante nas uvas e no suco oriundos de plantas da cultivar BRS Magna produzidas sob a influência de sistemas de condução e porta-enxertos, em ciclos de produção do primeiro e do segundo semestre, distinguindo safras do ano, em condições tropicais do Submédio do Vale do São Francisco. Os experimentos foram conduzidos no Campo Experimental do Bebedouro da Embrapa Semiárido, em Petrolina-PE, em áreas distintas, com videiras da cultivar BRS Magna. Para o estudo com as bagas da videira ?BRS Magna?, os tratamentos corresponderam aos ciclos de produção do primeiro e segundo semestre de 2017 e 2018, aos sistemas de condução latada, lira e espaldeira e aos porta-enxertos ?IAC 572? e ?IAC 766?. O estudo sobre elaboração do suco foi realizado a partir de uvas colhidas de plantas conduzidas em latada e enxertadas sob ?IAC 572?, ?IAC 766?, ?IAC 313?, ?Freedom?, ?Paulsen 1103?, ?Harmony? e ?SO4?, nos ciclos de produção do primeiro e segundo semestre de 2017. Os sucos elaborados com uvas do primeiro ciclo foram armazenados durante nove meses e do segundo durante quatro meses. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, em ambos os experimentos, sendo que, para o primeiro, os tratamentos foram arranjados em parcelas subsubdivididas no tempo. Na pesquisa comparando os dois ciclos de produção do primeiro semestre, o de 2018 promoveu teores elevados de antocianinas e polifenóis extraíveis totais nas bagas. Em relação aos sistemas de condução e aos porta-enxertos, a latada associada a ?IAC 572? caracterizou-se por maior acúmulo de polifenóis extraíveis totais e atividade antioxidante nas bagas. Na pesquisa realizada com as bagas colhidas no segundo ciclo de produção dos anos 2017 e 2018, o segundo semestre de 2018 promoveu maior síntese das antocianinas e compostos fenólicos. Os sistemas de condução e porta-enxertos apresentaram respostas diferentes, especificamente os tratamentos lira e espaldeira associados ao porta-enxerto ?IAC 766? promoveram maior síntese de antocianinas e atividade antioxidante. Destacou-se a influência da interação entre ciclos, sistemas de condução e porta-enxertos sobre a qualidade das bagas. Na pesquisa realizada com o suco, os atributos de qualidade variaram conforme os tratamentos, em cada duração de armazenamento estudada. Aos nove meses de armazenamento, os sucos apresentaram perda de pigmentos e de compostos fenólicos, sendo que aquele elaborado com uvas de plantas enxertadas sobre ?Harmony? distinguiu-se pelos teores de sólidos solúveis, intensidade de cor e antocianinas. Os sucos armazenados durante quatro meses caracterizaram-se por maiores teores de alguns compostos, destacando-se o tratamento ?SO4? pelos sólidos solúveis, polifenóis extraíveis totais e atividade antioxidante. Os porta-enxertos influenciaram os compostos de qualidade do suco, mas a duração do armazenamento e o processo de elaboração do suco deve ser determinante da intensidade das respostas.
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