Extração de polifenóis, mangiferina e pectina da casca de manga (Mangifera indica L.) cv. Tommy Atkins utilizando sistema pressurizado.
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1105093 |
Resumo: | A manga (Mangifera indica L.) faz parte da família dos Anacardiaceae. O Brasil é um país de grande atividade agroindustrial e, com isso, produz uma quantidade considerável de resíduos que podem ser aproveitados para a obtenção de compostos fenólicos, mangiferina e pectina, que possuem aplicabilidade nas indústrias farmacêuticas, cosméticos, químicas e alimentícias. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o processo de extração de polifenóis, mangiferina e pectina da casca de manga. As extrações foram realizadas utilizando as técnicas de extração por solvente pressurizado (ESP) e a extração por soxhlet (técnica convencional). As condições de processo para o Soxhlet foram: 600 mL de metanol P.A na proporção de 1:60 (m/v) e no tempo de 9 h, em triplicata. Para a ESP as condições foram: pressão de 10,3-11,7 MPa; rinse de 5 minutos; 1 ciclo e purga de 200s. Sendo realizado variações de tempo (3, 5, 10 e 15 min), temperatura (40, 50, 60, 70, 80 e 90°C) e o sistema solvente etanol/água nas proporções: 80, 70, 60, 50 e 40% (v/v) em triplicada. Para a extração de pectina utilizou-se a técnica de extração assistida por ultrassom (EAU), realizada sequencialmente após a extração dos fenólicos, utilizando uma solução aquosa de ácido cítrico 1%, a 80°C, por 10 min. As determinações analíticas realizadas no presente trabalho foram: determinação do teor de polifenóis totais, identificação dos compostos e quantificação da mangiferina, além do rendimento e a caracterização do polímero péctico. Os resultados dentre os tipos de extrações, mostrou que a técnica de extração que se destacou foi a ESP, pois é mais rápida e simples. O tipo de solvente que com o maior rendimento foi o metanol, este sendo substituído pelo etanol, pois possui as propriedades semelhantes e uma menor toxicidade ao consumidor. E a proporção 50:50 (v/v) etanol/água, se mostrou promissora, pois apresentou um teor de 3,50 g de mangiferina / g de casca a 70°C e 74,00 mg de EAG/100g de casca a 80°C. O rendimento de pectina extraída foi de 8,17% de casca para o material previamente extraído por ESP e 2,38% para o material previamente extraído em Soxhlet, ambas não tendo diferença significativa a 5%. Já a caracterização péctica, o maior grau de metoxilação foi por ESP com 60,1%, além de ser um composto formado por ácido αgalacturônico e apresentar resíduos de arabinogalactanas. |
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Extração de polifenóis, mangiferina e pectina da casca de manga (Mangifera indica L.) cv. Tommy Atkins utilizando sistema pressurizado.Tommy AtkinsESPPolysaccharidesA manga (Mangifera indica L.) faz parte da família dos Anacardiaceae. O Brasil é um país de grande atividade agroindustrial e, com isso, produz uma quantidade considerável de resíduos que podem ser aproveitados para a obtenção de compostos fenólicos, mangiferina e pectina, que possuem aplicabilidade nas indústrias farmacêuticas, cosméticos, químicas e alimentícias. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o processo de extração de polifenóis, mangiferina e pectina da casca de manga. As extrações foram realizadas utilizando as técnicas de extração por solvente pressurizado (ESP) e a extração por soxhlet (técnica convencional). As condições de processo para o Soxhlet foram: 600 mL de metanol P.A na proporção de 1:60 (m/v) e no tempo de 9 h, em triplicata. Para a ESP as condições foram: pressão de 10,3-11,7 MPa; rinse de 5 minutos; 1 ciclo e purga de 200s. Sendo realizado variações de tempo (3, 5, 10 e 15 min), temperatura (40, 50, 60, 70, 80 e 90°C) e o sistema solvente etanol/água nas proporções: 80, 70, 60, 50 e 40% (v/v) em triplicada. Para a extração de pectina utilizou-se a técnica de extração assistida por ultrassom (EAU), realizada sequencialmente após a extração dos fenólicos, utilizando uma solução aquosa de ácido cítrico 1%, a 80°C, por 10 min. As determinações analíticas realizadas no presente trabalho foram: determinação do teor de polifenóis totais, identificação dos compostos e quantificação da mangiferina, além do rendimento e a caracterização do polímero péctico. Os resultados dentre os tipos de extrações, mostrou que a técnica de extração que se destacou foi a ESP, pois é mais rápida e simples. O tipo de solvente que com o maior rendimento foi o metanol, este sendo substituído pelo etanol, pois possui as propriedades semelhantes e uma menor toxicidade ao consumidor. E a proporção 50:50 (v/v) etanol/água, se mostrou promissora, pois apresentou um teor de 3,50 g de mangiferina / g de casca a 70°C e 74,00 mg de EAG/100g de casca a 80°C. O rendimento de pectina extraída foi de 8,17% de casca para o material previamente extraído por ESP e 2,38% para o material previamente extraído em Soxhlet, ambas não tendo diferença significativa a 5%. Já a caracterização péctica, o maior grau de metoxilação foi por ESP com 60,1%, além de ser um composto formado por ácido αgalacturônico e apresentar resíduos de arabinogalactanas.Dissertação (Mestrado em Engenharia Química) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza. Orientador: Edy Sousa de Brito. Coorientador: Guilherme Julião Zocolo.Márcia Maria da Silva Cavalcante, Universidade Federal do Ceará - UFC.CAVALCANTE, M. M. da S2019-02-01T23:37:28Z2019-02-01T23:37:28Z2019-01-3020182019-11-01T11:11:11Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis57 p.2018http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1105093porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice)instname:Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)instacron:EMBRAPA2019-02-01T23:37:35Zoai:www.alice.cnptia.embrapa.br:doc/1105093Repositório InstitucionalPUBhttps://www.alice.cnptia.embrapa.br/oai/requestcg-riaa@embrapa.bropendoar:21542019-02-01T23:37:35Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice) - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)false |
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A manga (Mangifera indica L.) faz parte da família dos Anacardiaceae. O Brasil é um país de grande atividade agroindustrial e, com isso, produz uma quantidade considerável de resíduos que podem ser aproveitados para a obtenção de compostos fenólicos, mangiferina e pectina, que possuem aplicabilidade nas indústrias farmacêuticas, cosméticos, químicas e alimentícias. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o processo de extração de polifenóis, mangiferina e pectina da casca de manga. As extrações foram realizadas utilizando as técnicas de extração por solvente pressurizado (ESP) e a extração por soxhlet (técnica convencional). As condições de processo para o Soxhlet foram: 600 mL de metanol P.A na proporção de 1:60 (m/v) e no tempo de 9 h, em triplicata. Para a ESP as condições foram: pressão de 10,3-11,7 MPa; rinse de 5 minutos; 1 ciclo e purga de 200s. Sendo realizado variações de tempo (3, 5, 10 e 15 min), temperatura (40, 50, 60, 70, 80 e 90°C) e o sistema solvente etanol/água nas proporções: 80, 70, 60, 50 e 40% (v/v) em triplicada. Para a extração de pectina utilizou-se a técnica de extração assistida por ultrassom (EAU), realizada sequencialmente após a extração dos fenólicos, utilizando uma solução aquosa de ácido cítrico 1%, a 80°C, por 10 min. As determinações analíticas realizadas no presente trabalho foram: determinação do teor de polifenóis totais, identificação dos compostos e quantificação da mangiferina, além do rendimento e a caracterização do polímero péctico. Os resultados dentre os tipos de extrações, mostrou que a técnica de extração que se destacou foi a ESP, pois é mais rápida e simples. O tipo de solvente que com o maior rendimento foi o metanol, este sendo substituído pelo etanol, pois possui as propriedades semelhantes e uma menor toxicidade ao consumidor. E a proporção 50:50 (v/v) etanol/água, se mostrou promissora, pois apresentou um teor de 3,50 g de mangiferina / g de casca a 70°C e 74,00 mg de EAG/100g de casca a 80°C. O rendimento de pectina extraída foi de 8,17% de casca para o material previamente extraído por ESP e 2,38% para o material previamente extraído em Soxhlet, ambas não tendo diferença significativa a 5%. Já a caracterização péctica, o maior grau de metoxilação foi por ESP com 60,1%, além de ser um composto formado por ácido αgalacturônico e apresentar resíduos de arabinogalactanas. |
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