Hidratação descontínua como estratégia adaptativa de sementes da exótica invasora Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit (Fabaceae).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: CASTRO, R. A. de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1172016
Resumo: A passagem de sementes por ciclos de hidratação e desidratação permite a manutenção da viabilidade de espécies em ambientes áridos e semiáridos, com vantagens na germinabilidade e aumento de tolerância a estresses abióticos. Se espécies exóticas invasoras possuírem essa estratégia adaptativa seria mais uma vantagem sobre as nativas no processo de invasão. Dentre as invasoras, na Caatinga, destaca-se a Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. O objetivo deste estudo foi determinar se L. leucocephala possui memória hídrica nas sementes e avaliar se a hidratação descontínua confere maior tolerância aos estresses abióticos. Para tal, foi determinada a curva de embebição da espécie, onde foram determinados três pontos correspondentes aos tempos X, Y, e Z. Com esses tempos, as sementes foram submetidas aos ciclos de hidratação e desidratação com posterior análise de germinação sem estresse, apara avaliar a influência dos ciclos na memória hídrica, e sob estresses hídrico, salino (-0,1; -0,3; -0,6 e -0,9 MPa) e térmico (10 à 40 oC). Os resultados foram submetidos à análise de variância fatorial com três fatores (tempos de hidratação, ciclos 24 de HD e potenciais osmóticos) e as médias comparadas a posteriori pelo teste de Tukey. Também foi realizada uma modelagem para determinar limites de potencias osmóticos e de temperatura para ocorrência de L. leucecephala. As sementes da exótica invasora não possuem memória hídrica, com baixa tolerância ao estresse hídrico. De acordo com a modelagem, sem passar pelos ciclos, a tolerância máxima de estresse hídrico é de -1,65 MPa. L. leucocephala é resistente à salinidade do solo e os ciclos aumentam a tolerância, nos maiores estresses, chegando a valores inferiores à -2,0 MPa, de acordo com a modelagem. L. leucocephala possui ampla tolerância a mudanças de temperatura, sem diferença de 15 à 35o C e influência positiva da passagem pelos ciclos na maior temperatura testada. A plasticidade de L. leucocephala, que não é prejudica com a hidratação descontínua e melhora desempenho após os ciclos de HD, sob estresse mais elevados de salinidade e de temperatura, ressalta a necessidade de controlar e erradicar a formação de seus bancos de sementes na Caatinga.
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